ADAPTAÇÃO DE PROTOCOLO IN PLANTA VISANDO EFICIÊNCIA NA TRANSFORMAÇÃO GENÉTICA DE ARROZ (ORYZA SATIVA L.)

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
ADAPTAÇÃO DE PROTOCOLO IN PLANTA VISANDO EFICIÊNCIA NA TRANSFORMAÇÃO GENÉTICA DE ARROZ (ORYZA SATIVA L.)
Autores
  • Dandara Verissimo Soprani
  • Inês Ariane De Paiva Câncio
  • Leandro Azevedo Santos
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Agronomia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325909-adaptacao-de-protocolo-in-planta-visando-eficiencia-na-transformacao-genetica-de-arroz-(oryza-sativa-l)
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Protocolo, Biotecnologia, transformação genética
Resumo
As mudanças climáticas têm imposto desafios significativos à agricultura global, afetando diretamente a produtividade e a estabilidade das culturas alimentares. Entre elas, o arroz (Oryza sativa L.) se destaca por ser a base alimentar de mais da metade da população mundial, além de espécie modelo em pesquisas de biotecnologia pelo genoma conhecido, diversidade genética e ciclo curto. Nesse contexto, a transformação genética de plantas surge como estratégia para o desenvolvimento de cultivares mais eficientes e resilientes, contribuindo para a segurança alimentar. Os métodos convencionais in vitro, embora amplamente utilizados, apresentam limitações, como maior tempo para obtenção das plantas e ocorrência de variações somaclonais. Diante disso, este trabalho teve como objetivo adaptar um protocolo in planta para transformação genética em arroz, visando maior eficiência e reprodutibilidade, além de evitar tais limitações. A transformação genética de arroz foi conduzida a partir do Protocolo descrito por Haque et al. (2025), com adaptações específicas. Utilizou-se o vetor pHGWFS7, onde o promotor da actina 2 foi fusionado aos genes repórteres EGFP e GUS. O gene repórter EGFP, permite a visualização da fluorescência verde em células transformadas, e o GUS, confere coloração azul após reação com o substrato X-Gluc, além do gene hptII como marcador de resistência à higromicina. Sementes da cultivar Nipponbare foram desinfetadas com NaOCl, pré-germinadas por 48 h e submetidas à infecção com Agrobacterium tumefaciens cultivada em meio YEB suplementado com antibiótico. As modificações introduzidas no protocolo foram avaliadas em duas etapas. Primeiramente, comparou-se a presença ou ausência de 2,4-D, associada à injúria mecânica das sementes, sem ressuspensão bacteriana em meio CCM. Posteriormente, avaliou-se a inclusão da ressuspensão bacteriana em CCM, variando o número de vácuos aplicados (um ou dois) e os tempos de co-cultivo, sem testar o efeito do 2,4-D nesta fase. No segundo conjunto de testes, a suspensão foi centrifugada (4.800 rpm, 10 min, 20 °C), ressuspendida em meio CCM, ajustada para OD₆₀₀ ≈ 0,2 e suplementada com acetoseringona (1 h) para indução dos genes de virulência. Como modificação ao protocolo original, adicionou-se Silwet L-77 visando aumentar a penetração bacteriana. As sementes foram incubadas por 20 min (120 rpm, 28 °C) e submetidas a vácuo (550 mm Hg, 10 min). Em seguida, uma parte foi distribuída em placas contendo papel filtro e meio CCM, enquanto outro grupo foi mantido sob agitação até OD₆₀₀ ≈ 0,6, submetido a novo vácuo e, então, distribuído em placas, onde permaneceram por 72 horas, à 28° no escuro. Após esse período, as sementes foram lavadas quatro vezes com meio contendo sais minerais e vitaminas, para remover células residuais de Agrobacterium, seguidas de uma última lavagem com Timentin a 200mg/L e transferidas para meio de seleção contendo higromicina a 20mg/L, por 14 dias. Os testes realizados permitiram observar diferenças marcantes entre os tratamentos. No tratamento com 2,4-D, houve ausência de fluorescência e não ocorreu desenvolvimento de plântulas, enquanto no tratamento sem 2,4-D verificou-se fluorescência fraca acompanhada da formação de folhas verdes. Nos ensaios com ressuspensão em meio CCM, um único vácuo (OD₆₀₀ ~0,2) resultou em fluorescência restrita às raízes, enquanto dois vácuos (OD₆₀₀ ~0,6) possibilitaram fluorescência também na parte aérea, sugerindo maior eficiência do processo. Esses resultados indicam que o método apresenta potencial, mas ainda necessita de otimizações quanto ao uso de 2,4-D, tempos de co-cultivo, doses de higromicina e diferentes estirpes bacterianas, etapas que serão exploradas para consolidar um protocolo mais eficiente e reprodutível de transformação genética in planta em arroz.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOPRANI, Dandara Verissimo; CÂNCIO, Inês Ariane De Paiva; SANTOS, Leandro Azevedo. ADAPTAÇÃO DE PROTOCOLO IN PLANTA VISANDO EFICIÊNCIA NA TRANSFORMAÇÃO GENÉTICA DE ARROZ (ORYZA SATIVA L.).. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325909-ADAPTACAO-DE-PROTOCOLO-IN-PLANTA-VISANDO-EFICIENCIA-NA-TRANSFORMACAO-GENETICA-DE-ARROZ-(ORYZA-SATIVA-L). Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

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