Título do Trabalho
GEOLOCALIZAÇÃO E MAPEAMENTO DAS AMOREIRAS EM SEROPÉDICA
Autores
  • Camila Cristhina Gonçalves Rodrigues
  • Luan De Souza Sampaio Rodrigues
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Geografia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325879-geolocalizacao-e-mapeamento-das-amoreiras-em-seropedica
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Sericicultura, Geotecnologias, Amoreiras, StoryMap
Resumo
Introdução: Seropédica é um município da Baixada Fluminense, cujo nome deriva da atividade sericícola (produção de fio de seda) existente no passado, e que hoje vivencia intensos contrastes socioespaciais ligados à transição rural-urbana, que tem promovido o apagamento de memórias e identidades locais(1). Objetivos: Este trabalho visa resgatar e difundir a memória, cultura e patrimônio do município, cujo cultivo de amoreiras era a base da sericicultura. Vinculado ao projeto de pesquisa e extensão: “Seropédica mais4S: Saber, Sabor, Seda e Sustentabilidade”, que visa o resgate da memória, cultura e patrimônio, num movimento de resistência territorial. Métodos: O trabalho organiza-se em três etapas: 1 - pesquisa histórica (bibliográfica e documental) e depoimentos, 2 - trabalhos de campo que permitam a identificação e localização por georreferenciamento dos registros; 3 - construção de do uso do Story Map (uma ferramenta de geovisualização que combina mapas, fotografias e informações) para documentar e mapear a presença de amoreiras como potencial herança do passado, ou qualquer outro vestígio da sericicultura no município. Resultados parciais: A pesquisa permitiu, até o momento, a construção de uma linha temporal que marca o uso das terras do atual município do início do século XIX até os dias atuais, com destaque para a introdução da sericicultura, que teve seu pioneirismo no Brasil com a implantação do “Estabelecimento Seropédico de Itaguaí”, no final dos anos trinta do século XIX, no antigo povoado de Bananal, da então Vila de Itaguaí(2). Os registros do empreendimento, atestam o plantio inicial em uma “modesta área de 160 braças” com 120 mil pés de amoras de várias espécies(3). Através do mapeamento, vem sendo possível localizar amoreiras nas terras da UFRRJ e adjacências, como, por exemplo, nas redondezas do alojamento masculino, na Suinocultura e na Fazendinha da Universidade, ponto onde atualmente é encontrado o maior número de pés de amoreiras de idades bem avançadas. Através de pesquisas com moradores e servidores identificou-se outros locais onde houve, num passado recente, grandes plantios de amoreiras, como, por exemplo em frente ao Instituto de Zootecnia, onde havia também esteiras para a criação do bicho-da-seda, sendo até permitida a entrada da população para colher as amoras. Considerações: O maior desafio que motiva essa pesquisa é descobrir o local das instalações da fábrica, havendo diversas hipóteses que indicam estarem nas terras da Rural. A localização de plantios de amoreiras é um trabalho lento que exige investigação e campos para identificação e localização, sobretudo nas terras do município que passa por um intenso processo de transfiguração socioespacial (transição rural-urbana), o que torna o resgate da memória uma tarefa importante no resgate da memória do lugar. Através do uso de geotecnologias, busca-se não apenas representar os dados coletados, mas promover o reconhecimento do valor histórico, cultural e patrimonial dessa atividade no território. Trazendo como simbologia o plantio de amoreiras, e difundindo a memória e história do município. Referências: 1- Brito; Fabiane Popinigis. O Estabelecimento Seropédico de Itaguaí: as dificuldades financeiras de uma indústria na primeira metade do século XIX. X Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Seropédica, 2016. 2- FRÓES, J. O Brasil na rota da seda: uma contribuição para a recuperação, enriquecimento e a divulgação da memória de Seropédica, Itaguaí e do estado do Rio de Janeiro. 2. ed. Seropédica: UFRRJ, 2004. 3-TAVARES, José Antonio. Memória sobre a sericicultura no Império do Brazil. Typographia Imp. e Const. J.Villeneuve E.C.. Rio de Janeiro, 1860. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242540, Consulta em julho de 2025.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RODRIGUES, Camila Cristhina Gonçalves; RODRIGUES, Luan De Souza Sampaio. GEOLOCALIZAÇÃO E MAPEAMENTO DAS AMOREIRAS EM SEROPÉDICA.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325879-GEOLOCALIZACAO-E-MAPEAMENTO-DAS-AMOREIRAS-EM-SEROPEDICA. Acesso em: 30/05/2026

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