PLANEJAMENTO DO USO PÚBLICO: ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DE GUAPI-MIRIM E ESTAÇÃO ECOLÓGICA DA GUANABARA UM ESTUDO DE CASO

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
PLANEJAMENTO DO USO PÚBLICO: ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DE GUAPI-MIRIM E ESTAÇÃO ECOLÓGICA DA GUANABARA UM ESTUDO DE CASO
Autores
  • Fernando Carrilho da Silva
  • Julianne Alvim Milward de Azevedo
Modalidade
Resumo
Área temática
Multidisciplinar
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325794-planejamento-do-uso-publico--area-de-protecao-ambiental-de-guapi-mirim-e-estacao-ecologica-da-guanabara-um-estud
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Ordenamento; Visitação; Unidades de Conservação, Manguezal, Baía de Guanabara.
Resumo
O Manguezal, ecossistema costeiro, apresenta florestas que sequestram grande quantidades de carbono da atmosfera, anunciando-se como aliado na luta contra as mudanças climáticas. A Área de Proteção Ambiental (APA) Guapi-Mirim e a Estação Ecológica (ESEC) da Guanabara estão localizadas no Mosaico Central da Mata Atlântica Fluminense, parte ocidental da Baía de Guanabara (BG) – Rio de Janeiro/RJ, abrangendo parte dos municípios de Guapimirim, Itaboraí, Magé e São Gonçalo, e tem por objetivo proteger os manguezais situados nesses territórios. As Unidades de Conservação (UCs) em questão são fundamentais para a defesa da BG. A APA Guapi-Mirim é a primeira UC Federal com o intuito de proteger manguezais no Brasil. O uso público nesses espaços pode funcionar como estratégia de proteção ambiental, a partir da sensibilização dos visitantes. Além do mais, traz benefícios sociais, econômicos, individuais e ambientais. O objetivo principal da pesquisa foi aplicar as ferramentas de planejamento do uso público, como o Rol de Oportunidades de Visitação em Unidades de Conservação (ROVUC) e o Índice de Atratividade Turística (IAT) e contribuir para o planejamento, ordenamento e entendimento da visitação nas UCs. Em complementariedade, utilizou-se o sensoriamento remoto para compreender as mudanças do uso e ocupação do solo, aplicando a classificação supervisionada, a partir do aplicativo denominado Sistema de Processamento de Informações Georreferenciadas (SPRING) versão 5.2.7. Para aplicar a história oral, coletou-se, a partir de aparelho eletrônico, depoimentos orais, de atores locais. Essa técnica potencializou o entendimento das complexidades relacionadas a memórias e identidades dos lugares estudados. A partir da aplicação do ROVUC identificou-se a necessidade de diversificação da visitação nas unidades, isso porque acontecem predominantemente por meio aquático. Na APA de Guapi-Mirim foram caracterizadas duas áreas de visitação dentro da Zona de Proteção da Vida Silvestre e Zona de Proteção da Vida Marinha, e identificadas quanto sua alteração antrópica, respectivamente como seminatural (alto grau de intervenção) e natural (baixo grau de intervenção). Na ESEC da Guanabara a visitação ocorre unicamente na Zona de Proteção da Vida Marinha, sendo proibido o desembarque, e classificada como natural. A ferramenta do IAT classificou a APA de Guapi-Mirim e a ESEC da Guanabara como extensivas, portanto evidencia-se uma mistura de características naturais e culturais. O método de classificação supervisionada detectou a diminuição expressiva da classe mata (26,9%), seguida do aumento das áreas urbanizadas (10,9%) e de espaços destinados a agropecuária (19,7%). Por fim, a História Oral constatou impactos ambientais negativos relacionados a pesca industrial, poluição e derramamento de óleo. No entanto, os pescadores revelaram uma relação de afeto, cultural e geracional com a BG, ressaltando a necessidade do resgate histórico no estuário. Dessa maneira, entende-se que a aplicação das ferramentas de planejamento do uso público funcionam como pontapé para a revisão/criação de documentos técnicos e implementação de políticas públicas capazes de direcionar investimentos para o planejamento turístico nas UCs. Além do mais, a colaboração entre Poder Público e sociedade civil se faz fundamental para a conservação do manguezal, das populações tradicionais, das histórias e das culturas associadas.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Fernando Carrilho da; AZEVEDO, Julianne Alvim Milward de. PLANEJAMENTO DO USO PÚBLICO: ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DE GUAPI-MIRIM E ESTAÇÃO ECOLÓGICA DA GUANABARA UM ESTUDO DE CASO.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325794-PLANEJAMENTO-DO-USO-PUBLICO--AREA-DE-PROTECAO-AMBIENTAL-DE-GUAPI-MIRIM-E-ESTACAO-ECOLOGICA-DA-GUANABARA-UM-ESTUD. Acesso em: 30/05/2026

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