AVALIAÇÃO DE DOSE ALTERNATIVA DE IVERMECTINA NO PROTOCOLO SLOWKILL PARA O TRATAMENTO DE CÃES NATURALMENTE INFECTADOS POR DIROFILARIA IMMITIS

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
AVALIAÇÃO DE DOSE ALTERNATIVA DE IVERMECTINA NO PROTOCOLO SLOWKILL PARA O TRATAMENTO DE CÃES NATURALMENTE INFECTADOS POR DIROFILARIA IMMITIS
Autores
  • Giovanna Pestana Silva
  • Nathália da Conceição Lima
  • Bruno Alberigi
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325778-avaliacao-de-dose-alternativa-de-ivermectina-no-protocolo-slowkill-para-o-tratamento-de-caes-naturalmente-infect
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Dirofilariose, caninos, helmintos.
Resumo
Dirofilaria immitis (LEIDY & J., 1856) é um nematoide cujo habitat principal são as artérias pulmonares e as câmaras cardíacas direitas de canídeos, cursando com sinais clínicos como tosse e dispneia, geralmente associados à doença do parênquima pulmonar. Todos os indivíduos da espécie D. immitis dependem de bactérias do gênero Wolbachia para manutenção de suas funções básicas. O tratamento adulticida alternativo utilizado no Brasil consiste na associação de doxiciclina em doses altas (10mg/kg/BID/28 DIAS) associado a lactonas macrocíclicas (protocolo slow kill). Objetivando avaliar a eficácia de um tratamento adulticida menos agressivo ao trato digestivo dos pacientes e de menor valor, propõe-se a associação de doxiciclina em dose recomendada (10mg/kg/BID/28DIAS) com lactona macrocíclica do grupo avermectina (ivermectina) em dose alta (100mcg/kg/mês). A presente pesquisa foi aprovada pela comissão de ética do uso de animais do Instituto de Veterinária da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, com número de aprovação 6141280224. Considerando-se que as taxas de prevalência nas áreas estudadas foram de, pelo menos 20%, esperou-se recrutar o N amostral total de 30 animais microfilarêmicos, ao examinar o máximo de 150 cães.  Os critérios de inclusão englobaram cães que tinham a infecção confirmada por microfilaremia de Dirofilaria immitis. Visando a análise de pré-inclusão, os cães foram avaliados por meio de exame clínico, composto por histórico, anamnese e exame físico. Foram realizados, também, exames complementares laboratoriais, incluindo hemograma e bioquímica. A cada 6 meses, os cães incluídos no estudo receberam um ciclo de doxiciclina (10mg/kg/BID), por via oral, durante 30 dias. Os animais receberam, também, ivermectina mensalmente (100mcg/kg/mês), por via oral.  Aqueles cujos testes de antígenos do parasito adulto obtiveram dois resultados negativos, com intervalo de 6 meses, foram considerados livres dos parasitos e, portanto, liberados do estudo. Até o presente momento, a pesquisa avaliou 15 cães de propriedade de clientes naturalmente infectados por D. immitis. A avaliação clínica e a coleta de sangue dos cães tratados foram realizadas no momento inicial (D0), aos 60 dias, aos 90 dias e aos 180 dias (D+180). As microfilárias foram quantificadas pelo teste de Knott modificado e o status antigênico avaliado por ensaio imunocromatográfico (Alere®). Testes não paramétricos e correlação de Spearman foram utilizados para análise estatística. Como resultados, seis cães eram amicrofilaremicos no D0 (6/15). As microfilárias foram eliminadas em 88,9% (8/9) dos cães até D+180. As contagens medianas de microfilárias dos nove cães microfilaremicos reduziram-se significativamente de 453,3 ± 966,1 mff/mL no D0 para 3,3 ± 10 mff/mL no D+180 (p < 0,001). No D+180, 53% dos cães (8/15) testaram negativo para antígeno e, entre eles, cinco eram microfilaremicos no D0. Não foram registrados eventos adversos .Observou-se correlação positiva entre maior microfilaremia inicial e maior redução absoluta (ρ = 1, p < 0,0001), isto é, o protocolo obteve eliminação das microfilárias, na maioria dos cães, em 180 dias e foi bem tolerado. Embora a persistência de microfilárias em seis meses seja esperada, mesmo com terapias convencionais, o tratamento demonstrou eficácia significativa, apoiando seu uso como alternativa terapêutica eficaz para a dirofilariose canina. A pesquisa segue em andamento, visando a inclusão e avaliação do N amostral total proposto.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Giovanna Pestana; LIMA, Nathália da Conceição; ALBERIGI, Bruno. AVALIAÇÃO DE DOSE ALTERNATIVA DE IVERMECTINA NO PROTOCOLO SLOWKILL PARA O TRATAMENTO DE CÃES NATURALMENTE INFECTADOS POR DIROFILARIA IMMITIS.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325778-AVALIACAO-DE-DOSE-ALTERNATIVA-DE-IVERMECTINA-NO-PROTOCOLO-SLOWKILL-PARA-O-TRATAMENTO-DE-CAES-NATURALMENTE-INFECT. Acesso em: 13/06/2026

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