MOBILIDADE E TRABALHO: ESTUDO SOBRE O TRANSPORTE E A QUALIDADE DE VIDA DOS TRABALHADORES DE NOVA IGUAÇU

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
MOBILIDADE E TRABALHO: ESTUDO SOBRE O TRANSPORTE E A QUALIDADE DE VIDA DOS TRABALHADORES DE NOVA IGUAÇU
Autores
  • Claricia de Brito Pinho
  • Lirian Melchior
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Geografia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325766-mobilidade-e-trabalho--estudo-sobre-o-transporte-e-a-qualidade-de-vida-dos-trabalhadores-de-nova-iguacu
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Mobilidade pendular; Nova Iguaçu; Desigualdades territoriais e Transporte público.
Resumo
A mobilidade urbana evidencia desigualdades socioespaciais e fragmentação da cidade, fenômeno descrito por Santos (1990), que aponta a crescente distância entre centro e periferia e o impacto sobre o acesso a serviços e empregos. Este trabalho integra o projeto “Mobilidade pendular e reestruturação metropolitana do Rio de Janeiro” e analisa os impactos da mobilidade urbana em Nova Iguaçu e os desafios enfrentados pelos moradores no deslocamento diário para o trabalho. Como recorte metodológico, analisamos o peso do transporte intermunicipal na vida dos trabalhadores que dependem da linha 499B (Cabuçu – Central), operada pela Transportadora Tinguá Ltda. A pesquisa adota abordagem qualitativa e quantitativa, fundamentada em referenciais teóricos sobre mobilidade urbana e reestruturação metropolitana. Foram utilizados dados do IBGE sobre renda, emprego, perfil populacional e informações do DETRO sobre linhas de ônibus, número de passageiros, frequência, tarifas e trajetos. Também utilizamos o Relatório de Inteligência Territorial da Baixada Fluminense, do SEBRAE, com foco no perfil empresarial de Nova Iguaçu. A pesquisa de campo incluiu entrevistas presenciais com passageiros para avaliar qualidade, mudanças e impactos do deslocamento no cotidiano. Os dados estão sendo organizados em mapas pelo QGIS e em tabelas e gráficos para análise integrada. Este trabalho analisa o impacto da mobilidade pendular de Nova Iguaçu em direção ao Rio de Janeiro, buscando compreender a influência do custo do transporte no cotidiano dos trabalhadores, o elevado custo da mobilidade e a insuficiência de empregos formais, frente ao descompasso entre o dinamismo econômico local marcado pela expansão de pequenos negócios e pela persistência das desigualdades socioespaciais. A análise da linha 499B evidencia que a mobilidade pendular em Nova Iguaçu representa um obstáculo à qualidade de vida dos trabalhadores, devido ao elevado custo do transporte e à dependência de deslocamentos diários para o Rio de Janeiro. Verificamos que o trajeto intermunicipal desta linha possui tarifa de R$ 12,65, valor elevado em relação à renda média local, revelando o peso do transporte no orçamento. Entre fevereiro e março de 2024, a linha realizou 5.073 viagens e transportou mais de 158 mil passageiros, evidenciando a dependência da população de Nova Iguaçu do transporte intermunicipal. Essa dinâmica reflete a divisão territorial do trabalho e a fragmentação socioespacial (Ribeiro et al., 2008; Sposito e Sposito, 2020), que limitam o acesso da população de baixa renda a serviços e oportunidades. O município apresenta PIB de R$ 17,79 bilhões (IBGE, 2021) e população de 785.867 habitantes (IBGE, 2022), ocupa o quinto lugar no ranking estadual de pequenos negócios e é destaque nos segmentos de Casa e Construção (12%), Logística e Transporte (10%) (SEBRAE, 2025), indicando o dinamismo do setor produtivo local em contraste com a insuficiência de empregos formais para a população e evidenciando a necessidade do deslocamento diário para a metrópole. Torna-se necessário ampliar políticas públicas que articulem geração de trabalho qualificado, melhorias na infraestrutura de transporte e redução dos impactos sociais da mobilidade, considerando a mobilidade urbana como um direito social, (Lefebvre , 2008) e, garantindo à população a possibilidade de estar inserida na cidade de forma integral. Referências bibliográficas IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Produto Interno Bruto dos Municípios 2021; Censo Demográfico 2022. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. LEFEBVRE, Henri. O direito à cidade. 5. ed. São Paulo: Centauro, 2008. SANTOS, Milton. Metrópole corporativa fragmentada: o caso de São Paulo, 1990. SEBRAE. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Relatório de Inteligência Territorial da Baixada Fluminense I: perfil empresarial de Nova Iguaçu. Rio de Janeiro: SEBRAE, 2025. SPOSITIO, Eliseu Savério; SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão. Fragmentação socioespacial. Mercator, Fortaleza, v. 19, e19015, 2020.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PINHO, Claricia de Brito; MELCHIOR, Lirian. MOBILIDADE E TRABALHO: ESTUDO SOBRE O TRANSPORTE E A QUALIDADE DE VIDA DOS TRABALHADORES DE NOVA IGUAÇU.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325766-MOBILIDADE-E-TRABALHO--ESTUDO-SOBRE-O-TRANSPORTE-E-A-QUALIDADE-DE-VIDA-DOS-TRABALHADORES-DE-NOVA-IGUACU. Acesso em: 30/05/2026

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