UTILIZAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS HÚMICAS COMO FONTE DE CARBONO ALTERNATIVO PARA O FUNGO BASIDIOMICETO MACROCYBE SP.

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
UTILIZAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS HÚMICAS COMO FONTE DE CARBONO ALTERNATIVO PARA O FUNGO BASIDIOMICETO MACROCYBE SP.
Autores
  • Ana Luisa Norberto Alvarez
  • Felipe Teixeira Mothé
  • Yan Miranda Mostacada Ramalho
  • Samuel Willian De Oliveira Da Silva
  • Sael Sánchez Elias
  • Samuel de Abreu Lopes
  • ANDRES CALDERIN GARCIA
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Agronomia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325756-utilizacao-de-substancias-humicas-como-fonte-de-carbono-alternativo-para-o-fungo-basidiomiceto-macrocybe-sp
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Substâncias húmicas, fonte de carbono, crescimento micelial, fungicultura sustentável.
Resumo
Os macrofungos saprotróficos como os do gênero Macrocybe sp., desempenham funções ecológicas essenciais nos ecossistemas tropicais atuando especialmente na decomposição da matéria orgânica e na ciclagem de nutrientes essenciais para o funcionamento do ecossistema. Durante o processo de decomposição da matéria orgânica vegetal além da mineralização dos compostos mais simples, ocorre a formação de substâncias húmicas (SH), compostos complexos, de estruturas supramolecular e que representam um importante reserva de carbono na crosta terrestre. Essas substâncias, tradicionalmente consideradas pouco acessíveis biologicamente, carecem de evidência quanto a sua utilização como fonte de carbono para organismos vivos. Os organismos, com essa capacidade podem apresentar vantagens adaptativas em ambientes com baixa disponibilidade de carbono, dessa forma o objetivo deste trabalho é investigar a capacidade do cogumelo Macrocybe sp. em utilizar SH como fonte de carbono comparando seu crescimento em diferentes concentrações de SH com o controle BDA, meio comumente utilizado para cultivo de fungos, contendo dextrose, como fonte principal de carbono sendo ela um açúcar simples de fácil assimilação. O experimento foi realizado no Laboratório de Química Biológica do Solo e para a confecção dos meios alternativos de SH, foi substituida a dextrose da receita original do BDA, por SH na integra nas concentrações de 1, 2, 5, 7, 15, 35, 75, 125, 250 e 500 mg. L-1, sendo uma SH oriunda de turfa, extraída e purificada conforme os protocolos da IHSS(Swift,1996). O pH das soluções foram ajustados para 6,0 e todo material utilizado foi autoclavado durante 30 minutos. Fragmentos de 7mm de diâmetro contendo micélio de Macrocybe sp. foram inoculados em placas de petri(90mm) com com os respectivos meios e incubadas à 25˚C. As placas em colonização foram mensuradas a cada 24h em duas etapas: na fase inicial (48–96 h) e na fase final (216–264 h), utilizando o software “On-2D-Camera measure”, para aferir o diâmetro micelial de cada placa ao longo desses momentos. Durante as primeiras 48 horas de cultivo, todas as curvas de crescimento com SH foram muito próximas entre si e ao controle BDA, mas sem superá-lo. Já na última fase, no período de 216 a 264 horas, as diferenças entre os tratamentos ficaram mais evidentes, onde o controle BDA atingiu o limite da placa previamente, porém os tratamentos com SH, especialmente nas concentrações maiores (250 e 500 mg/L), mostraram um desempenho mais aproximado ao controle, onde na coleta final o tratamento de 250mg/L atingiu cerca de 88,9 mm, e o tratamento de 500mg/L ficou com 86,4 mm, valores bem próximos ao controle. O atraso inicial em relação ao BDA na primeira fase evidencia os processos metabólicos desse fungo em relação as SH, pois as SH aparentemente necessitam um passo metabólico adicional (degradação enzimática e solubilização) antes de liberar o carbono assimilável para o fungo, diferente da dextrose açúcar mais simples e assimilável. Já o fato de doses altas de SH (250–500 mg/L) resultarem em crescimento próximo ao BDA ao final, mostra que o fungo é capaz utilizar o carbono húmico, aproveitando essa substância como recurso energético. Dessa forma, o estudo mesmo que preliminar evidencia a utilização de SH como fonte de carbono por um fungo saprofítico de solo do gênero Macrocybe sp. e o comportamento observado (atraso inicial seguido de equiparação ao controle nas altas dosagens) reforça seu papel ecológico na mineralização da matéria orgânica e destaca seu potencial biotecnológico com o uso de SH na fungicultura, quanto para a geração de potenciais bioinsumos agrícolas.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ALVAREZ, Ana Luisa Norberto et al.. UTILIZAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS HÚMICAS COMO FONTE DE CARBONO ALTERNATIVO PARA O FUNGO BASIDIOMICETO MACROCYBE SP... In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325756-UTILIZACAO-DE-SUBSTANCIAS-HUMICAS-COMO-FONTE-DE-CARBONO-ALTERNATIVO-PARA-O-FUNGO-BASIDIOMICETO-MACROCYBE-SP. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes