IMPORTÂNCIA POLÍTICO, SOCIAL E PEDAGÓGICA DAS PARADAS LGBTQIAPNB+: DE STONEWALL À UFRRJ, DE MARSHA P. JOHNSON À NATASHA FERRARI

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
IMPORTÂNCIA POLÍTICO, SOCIAL E PEDAGÓGICA DAS PARADAS LGBTQIAPNB+: DE STONEWALL À UFRRJ, DE MARSHA P. JOHNSON À NATASHA FERRARI
Autores
  • Julio Cesar Garcia De Oliveira
  • Ayoluwa Niara Ramos de Figueiredo
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Educação
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325732-importancia-politico-social-e-pedagogica-das-paradas-lgbtqiapnb--de-stonewall-a-ufrrj-de-marsha-p-johnson-a-
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Resistência, Corpo dissidente, Cidadania plena, Memória política, Educação emancipatória
Resumo
As Paradas do Orgulho LGBTQIAPNB+ são manifestações político-sociais que, desde a Revolta de Stonewall (1969), se consolidaram como estratégias de resistência, visibilidade e transformação social. Mais do que eventos festivos, essas paradas constituem um espaço público de afirmação e disputa simbólica, no qual se reivindicam direitos, políticas públicas e a dignidade de existências dissidentes. Protagonizadas por sujeitos historicamente marginalizados — como Marsha P. Johnson, travesti preta e ativista que esteve na linha de frente de Stonewall —, essas ações reafirmam o valor político de corpos dissidentes em contextos marcados pela cisheteronormatividade. No Brasil, esse legado se atualiza em diferentes territórios, como na realização da Parada LGBTQIAPNB+ da UFRRJ, em 2023 e 2024, articulada pelo Coletivo Madame em parceria com a Comissão de Políticas para Inclusão e Diversidade da UFRRJ e a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PROAES). Essa iniciativa homenageia a trajetória e a luta do Movimento LGBTQIAPNB+ na Universidade, simbolizada em Natasha Ferrari, travesti negra e estudante da Rural, cuja história marcou a luta por visibilidade, permanência e políticas afirmativas no ambiente acadêmico, tornando-se um marco de resistência e memória institucional. O objetivo deste trabalho é analisar a importância política, social e pedagógica das Paradas LGBTQIAPNB+ como ferramentas de reivindicação de direitos e afirmação de existência, conectando os marcos históricos de Stonewall e a luta estudantil na UFRRJ. A metodologia adotada é qualitativa, baseada em pesquisa bibliográfica, análise de documentos institucionais sobre diversidade e inclusão e diálogo com produções teóricas interseccionais que tratam das dimensões pedagógicas e políticas dessas práticas coletivas. Autores como Judith Butler (2003), Bell Hooks (2013), Paul B. Preciado (2018), Jaqueline Gomes de Jesus (2016) e Renan Quinalha (2021) fundamentam a análise sobre performatividade, corpo dissidente e memória como instrumento político. A partir dessa base teórica, compreende-se que a Parada da UFRRJ é mais do que celebração: trata-se de uma prática pedagógica insurgente que tensiona a estrutura universitária, constrói novos sentidos de pertencimento e afirma o direito de existir em espaços historicamente excludentes. Além disso, evidencia o papel das universidades públicas na promoção de políticas afirmativas e de ambientes mais inclusivos para estudantes LGBTQIAPNB+, consolidando a educação como prática de liberdade e cidadania. Conclui-se que as Paradas LGBTQIAPNB+ operam como tecnologias coletivas de resistência e reinvenção social. A partir da articulação simbólica entre Marsha P. Johnson e Natasha Ferrari, compreende-se que essas manifestações, quando enraizadas nos territórios, tornam-se fundamentais para transformar não apenas instituições, mas também imaginários políticos e pedagógicos em direção à justiça social e à cidadania plena. Ao mesmo tempo, fortalecem redes de apoio, criam novas narrativas de pertencimento e formam um repertório pedagógico insurgente que contribui para ampliar as discussões sobre diversidade, direitos humanos e democracia no contexto universitário e para além dele. 1. BUTLER, Judith. Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. 2. HOOKS, Bell. Ensinando a Transgredir: A Educação como Prática da Liberdade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013. 3. PRECIADO, Paul B. Um Apartamento em Urano: Crônicas da Travessia. Rio de Janeiro: Zahar, 2018. 4. JESUS, Jaqueline Gomes de. Transfeminismo. Rio de Janeiro: Metanoia, 2016. 5. QUINALHA, Renan. Contra a Moral e os Bons Costumes: A Ditadura e a Repressão à Comunidade LGBT. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Julio Cesar Garcia De; FIGUEIREDO, Ayoluwa Niara Ramos de. IMPORTÂNCIA POLÍTICO, SOCIAL E PEDAGÓGICA DAS PARADAS LGBTQIAPNB+: DE STONEWALL À UFRRJ, DE MARSHA P. JOHNSON À NATASHA FERRARI.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325732-IMPORTANCIA-POLITICO-SOCIAL-E-PEDAGOGICA-DAS-PARADAS-LGBTQIAPNB--DE-STONEWALL-A-UFRRJ-DE-MARSHA-P-JOHNSON-A-. Acesso em: 30/05/2026

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