Título do Trabalho
BIOCOMPOSTOS DO ÓLEO DE ABACATE: PERSPECTIVAS PARA USO FUNCIONAL EM ALIMENTOS E PRODUTOS NATURAIS
Autores
  • Myllena Natasha Carvalho Costa
  • Pedro Henrique Marendaz Lorosa
  • Rayanne Luerte Martins
  • Evelin Andrade Manoel
  • Marisa Fernandes Mendes
  • Eliane Pereira Cipolatti
Modalidade
Resumo
Área temática
Engenharias - Engenharia Química
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325713-biocompostos-do-oleo-de-abacate--perspectivas-para-uso-funcional-em-alimentos-e-produtos-naturais
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Abacate; Compostos bioativos; Atividade antioxidante; Lipase; Hidrólise enzimática.
Resumo
A análise dos compostos bioativos presentes no abacate (Persea americana Mill.) tem ganhado destaque devido às suas propriedades antioxidantes e ao potencial de aplicação nas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética. A polpa do abacate é uma importante fonte de compostos fenólicos, lipídios bioativos e outros componentes funcionais. O óleo extraído da polpa é predominantemente composto pelos ácidos graxos oleico, palmítico e linoleico. O ácido oleico, monoinsaturado, confere estabilidade oxidativa e propriedades cardioprotetoras, enquanto os ácidos palmítico e linoleico, saturado e poli-insaturado, respectivamente, contribuem para a funcionalidade estrutural e metabólica dos lipídios, reforçando o valor nutricional e tecnológico do óleo. Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo explorar o potencial bioativo e antioxidante do óleo da polpa de abacate de origem peruana, além de avaliar o efeito da hidrólise enzimática utilizando a lipase Rhizomucor miehei (RML). Paralelamente, foi obtido um óleo de abacate de origem brasileira, adquirido comercialmente, o qual está sendo analisado. O foco experimental concentrou-se exclusivamente no óleo peruano, visando à caracterização detalhada de suas propriedades químicas e funcionais. O óleo de abacate peruano foi obtido por prensagem a frio, método que preserva suas propriedades químicas e funcionais. Após a extração, o óleo foi submetido a análises físico-químicas e ensaios antioxidantes pelos métodos DPPH e ABTS, utilizados para determinar a capacidade de neutralização de radicais livres. Para intensificar a liberação de compostos bioativos, o óleo foi submetido à hidrólise enzimática utilizando a lipase RML, produzida por cultivo em estado sólido a partir de farelo de algodão. A enzima foi imobilizada e aplicada em diferentes temperaturas, a fim de avaliar a influência térmica sobre a eficiência da reação. As condições testadas foram 37 °C e 60 °C, ambas com tempo de reação de duas horas. O óleo peruano apresentou capacidade de inibição de 29,5 % no método DPPH, após 20 minutos, utilizando 20 µL do extrato. O teor de compostos fenólicos foi de 33,4 mg/L, demonstrando um perfil antioxidante relevante. Esses compostos atuam como doadores de elétrons, estabilizando radicais livres e reforçando o potencial funcional do óleo. Na etapa de hidrólise, observou-se eficiência de 2,5 ± 0,5 % a 37 °C, aumentando para 24,8 ± 0,2 % quando a reação foi conduzida a 60 °C. O aumento da temperatura reduziu a viscosidade do meio e favoreceu a difusão dos substratos, resultando em maior interação entre enzima e triglicerídeos. Assim, a elevação térmica mostrou-se determinante para a eficiência catalítica da RML, sem comprometer sua estabilidade. A liberação de ácidos graxos livres e compostos antioxidantes indica que a hidrólise enzimática potencializa a atividade funcional do óleo, tornando-o uma fonte promissora de bioativos naturais. O perfil lipídico rico em ácidos graxos essenciais e compostos fenólicos confere ao óleo peruano propriedades de grande valor nutricional e tecnológico, destacando-o em comparação a outros óleos vegetais. Os resultados demonstram que o óleo de abacate peruano possui expressiva atividade antioxidante e elevado potencial funcional. A hidrólise enzimática com a lipase RML mostrou-se uma estratégia eficiente para intensificar a liberação de compostos bioativos, especialmente em temperaturas moderadamente elevadas. A diferença entre as temperaturas testadas evidencia o impacto da cinética enzimática na modificação estrutural dos lipídios e na liberação de antioxidantes. Assim, o óleo de abacate peruano apresenta-se como uma matéria-prima sustentável e de alto valor agregado, com ampla aplicabilidade industrial.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

COSTA, Myllena Natasha Carvalho et al.. BIOCOMPOSTOS DO ÓLEO DE ABACATE: PERSPECTIVAS PARA USO FUNCIONAL EM ALIMENTOS E PRODUTOS NATURAIS.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325713-BIOCOMPOSTOS-DO-OLEO-DE-ABACATE--PERSPECTIVAS-PARA-USO-FUNCIONAL-EM-ALIMENTOS-E-PRODUTOS-NATURAIS. Acesso em: 30/05/2026

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