O CANAL DO CRÉDITO DE TRANSMISSÃO DE POLÍTICA MONETÁRIA: ANÁLISE DO IMPACTO DA ELEVAÇÃO DA SELIC SOBRE A CONCESSÃO DE CRÉDITO NO PERÍODO PÓS PANDEMIA.

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
O CANAL DO CRÉDITO DE TRANSMISSÃO DE POLÍTICA MONETÁRIA: ANÁLISE DO IMPACTO DA ELEVAÇÃO DA SELIC SOBRE A CONCESSÃO DE CRÉDITO NO PERÍODO PÓS PANDEMIA.
Autores
  • João Vitor Dos Santos Martins
  • Felipe Santos
  • Daniel Cascimiro Gomes
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Sociais Aplicadas - Economia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325633-o-canal-do-credito-de-transmissao-de-politica-monetaria--analise-do-impacto-da-elevacao-da-selic-sobre-a-concess
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
SELIC, Crédito, Endividamento.
Resumo
Entre 2016 e 2024, a trajetória da SELIC foi marcada por quedas significativas no início do período, chegando em uma mínima histórica durante o início da pandemia e, posteriormente, por fortes elevações na segunda metade da pandemia, perdurando até o pós-pandemia. Considerando que a SELIC estabelece um patamar para os juros de várias modalidades, sua variação tende a se propagar para o custo do crédito e influenciam as concessões e pagamentos. O objetivo deste estudo é avaliar os impactos da Selic e da pandemia sobre os canais de crédito no Brasil. Utiliza-se uma abordagem quantitativa, baseada em dados secundários do Banco Central do Brasil (IF.data e Estatísticas Monetárias e de Crédito) Visando avaliar o saldo de crédito sob três perspectivas, a primeira é a geral, em que se analisa a evolução do crédito, subdividido entre os concedidos à pessoa física e à pessoa jurídica. A segunda perspectiva considera a distribuição do crédito à pessoa física por tipo de controle, dividindo o saldo entre três classificações de bancos: privados nacionais, públicos e de controle estrangeiro. Por fim, avalia-se o saldo entre oito modalidades de crédito à pessoa física, Cartão de Crédito, Consignado, Crédito Externo, Habitação, Não Consignado, Outras Concessões, Crédito Rural e Veículo, calculando a sua proporção em relação ao total do saldo de crédito à pessoa física. A análise do saldo total de crédito demonstra que, entre 2016 e 2019, predominou uma trajetória de queda, seguida por um período de estagnação. A partir de 2020, porém, o saldo de crédito total voltou a crescer, atingindo R$ 7 trilhões no último trimestre de 2024. Esse crescimento foi sustentado pelo avanço do crédito à pessoa física, que em 2018 ultrapassou o volume destinado à pessoa jurídica e, em 2024, passou a representar 60% do crédito total. A decomposição por tipo de controle mostrou que, enquanto as instituições estrangeiras mantiveram papel marginal, os bancos privados nacionais ganharam destaque, passando a acompanhar os bancos públicos em nível e apresentando o maior crescimento no período. Na análise por modalidades, o crédito rural, o cartão de crédito e o não consignado apresentaram aumento de participação em relação ao total. O cartão de crédito registrou o maior avanço, passando de 10,5% para 14,9%, apesar de uma breve queda em 2020. O crédito rural foi de 13,1% para 15,7%, enquanto o crédito não consignado, após recuar no início do período e atingir 5,7%, ganhou fôlego durante a pandemia, estabilizando-se em torno de 8% a partir de 2022. Esses aumentos significaram perda de espaço das demais modalidades nas carteiras dos bancos, sendo a queda mais expressiva observada no crédito habitacional, que passou de 32,3% para 28,4%, uma redução de 3,9 pontos percentuais em relação ao total. Com base na análise realizada durante o período, observou-se uma grande expansão do crédito à pessoa física, o que impulsionou o aumento do crédito como um todo, sendo os protagonistas desse movimento os bancos privados nacionais, que conseguiram alcançar os bancos públicos. Essa expansão do crédito à pessoa física, teve maior influência das modalidades de crédito rural, cartão de crédito e crédito não consignado. Todo esse processo representou uma grande mudança nos canais de crédito no Brasil, representando um maior endividamento das famílias em linhas de menor qualidade como o cartão de crédito e o não consignado, o que é uma migração para linhas de curto prazo e maior custo, em detrimento de modalidades de longo prazo, como habitação. Assim, a expansão do crédito no período, embora tenha sustentado o crescimento do sistema financeiro, evidencia fragilidades estruturais que ampliam riscos macroeconômicos de médio e longo prazo.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MARTINS, João Vitor Dos Santos; SANTOS, Felipe; GOMES, Daniel Cascimiro. O CANAL DO CRÉDITO DE TRANSMISSÃO DE POLÍTICA MONETÁRIA: ANÁLISE DO IMPACTO DA ELEVAÇÃO DA SELIC SOBRE A CONCESSÃO DE CRÉDITO NO PERÍODO PÓS PANDEMIA... In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325633-O-CANAL-DO-CREDITO-DE-TRANSMISSAO-DE-POLITICA-MONETARIA--ANALISE-DO-IMPACTO-DA-ELEVACAO-DA-SELIC-SOBRE-A-CONCESS. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

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