CULTIVO PRIMÁRIO DE LUCILIA CUPRINA (WIEDEMANN, 1830): CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E PERSPECTIVAS BIOTECNOLÓGICAS

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
CULTIVO PRIMÁRIO DE LUCILIA CUPRINA (WIEDEMANN, 1830): CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E PERSPECTIVAS BIOTECNOLÓGICAS
Autores
  • João Gabriel Ferreira Cabral
  • Ana Clara Rodrigues Felix Da Silva
  • Mirian Cardinot (Convidada)
  • MARCELLA DANTAS CARNEIRO M DA S BARRETO
  • Isabela de Albuquerque Vilela
  • Giovanna Freire de Carvalho
  • Bruna de Azevedo Baêta
  • Claudia Bezerra da Silva
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325626-cultivo-primario-de-lucilia-cuprina-(wiedemann-1830)--caracterizacao-morfologica-e-perspectivas-biotecnologicas
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Dípteros necrófagos; Calliphoridae; Entomologia Forense; moscas; estudo in vitro.
Resumo
Os cultivos celulares de insetos têm sido amplamente aplicados em pesquisas biotecnológicas devido à capacidade dessas células de produzir proteínas recombinantes de alta qualidade, sua adaptabilidade ao cultivo in vitro e potencial de aplicações. Contudo, entre as linhagens celulares de artrópodes estabelecidas até o momento, poucas são oriundas de dípteros necrófagos. Este estudo teve como objetivo analisar diferenças na morfologia celular de dois cultivos primários obtidos a partir de células embrionárias da mesma postura de ovos de uma espécie de díptero necrófago de relevância econômica e sanitária. O experimento foi conduzido no Laboratório de Estudos da Interação Parasito- Hospedeiro (LEIPH) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Colônia de Lucilia cuprina (Diptera: Calliphoridae) pré-estabelecida (geração F7), identificada por meio de chave taxonômica, e mantida na Estação Experimental para Pesquisas Parasitológicas W. O. Neitz (UFRRJ), foi utilizada para o fornecimento de ovos a serem utilizados nesse estudo. Os ovos foram coletados em abril de 2025, conduzidos ao LEIPH para as etapas de processamento, que incluíram assepsia e maceração. Pela escassez de metodologias específicas para obtenção de cultivo primário de dípteros, adotou-se o protocolo de desinfecção adaptado de Lima-Duarte et al. (2020), que descreve o estabelecimento de linhagens celulares de Amblyomma sculptum (Acari: Ixodidae). O processo consistiu em lavagens sequenciais em fluxo laminar: três lavagens em álcool 70% por 1 minuto, imersão em solução de penicilina/estreptomicina e anfotericina B por 5 minutos, seguida de hipoclorito de sódio a 2% por 3 minutos e, por fim, hidratação em água ultrapura estéril por 3 minutos. Após a desinfecção, 2 mL de meio Leibovitz’s L-15 foram adicionados aos ovos, que foram macerados até a ruptura de cerca de 90% das cascas. O material foi filtrado em malha de 100 µm e centrifugado a 1000 rpm por 8 minutos. O pellet obtido foi ressuspendido em 6 mL de meio L-15 fresco e distribuído em dois tubos de cultivo celular (10 cm²), com 3 mL cada, mantidos a 28 °C. As células foram monitoradas semanalmente, e a manutenção incluiu trocas de meio com renovação de estoque a cada 30 dias. No tubo 1, observou-se crescimento de células alongadas, pouco ramificadas e com aspecto semelhante a fibras. No tubo 2, as células apresentaram perfil mais arredondado, alongadas e espraiadas, com padrão semelhante a projeções neuronais. As células se mantêm viáveis até o presente momento, totalizando 5 meses de sobrevivência. Ambos os cultivos primários apresentaram boa confluência, embora ainda insuficiente para realização de subcultivos e estabelecimento de linhagens celulares estáveis. O esforço amostral para obtenção de ovos somado à escassez de protocolos específicos para dípteros, exigiu grande aprofundamento técnico. Contudo, os resultados obtidos com cultivo L. cuprina se mostraram promissores, permitindo a manutenção de cultivos viáveis e o acompanhamento de diferentes padrões morfológicos celulares. Futuramente, análises por microscopia eletrônica de transmissão, estudos biomoleculares e bioquímicos serão necessários para caracterizar as células isoladas. O cultivo in vitro consiste no isolamento, manutenção e propagação de células em ambiente controlado, oferecendo nutrientes e fatores essenciais para garantir viabilidade e multiplicação. A evolução dessas pesquisas é crucial para consolidar o cultivo celular de dípteros, ampliar o conhecimento sobre sua biologia e impulsionar inovações no campo científico. Considerando o papel de dípteros como vetores de patógenos e agentes causadores de miíases, essas espécies representam um potencial biotecnológico ainda pouco explorado. O cultivo de células desses insetos pode abrir novas perspectivas para estratégias de controle vetorial e para o avanço do conhecimento em biologia celular aplicada a moscas de importância sanitária e interesse forense.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CABRAL, João Gabriel Ferreira et al.. CULTIVO PRIMÁRIO DE LUCILIA CUPRINA (WIEDEMANN, 1830): CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E PERSPECTIVAS BIOTECNOLÓGICAS.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325626-CULTIVO-PRIMARIO-DE-LUCILIA-CUPRINA-(WIEDEMANN-1830)--CARACTERIZACAO-MORFOLOGICA-E-PERSPECTIVAS-BIOTECNOLOGICAS. Acesso em: 30/05/2026

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