O CICLO DE CRÉDITO NO BRASIL ENTRE O PERÍODO PRÉ E PÓS-PANDEMIA: UMA ANÁLISE COM BASE NO IMPULSO DE CRÉDITO

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
O CICLO DE CRÉDITO NO BRASIL ENTRE O PERÍODO PRÉ E PÓS-PANDEMIA: UMA ANÁLISE COM BASE NO IMPULSO DE CRÉDITO
Autores
  • Felipe Santos
  • João Vítor dos Santos Martins
  • Hevellyn Camille Da Silva
  • Daniel Cascimiro Gomes
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Sociais Aplicadas - Economia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325622-o-ciclo-de-credito-no-brasil-entre-o-periodo-pre-e-pos-pandemia--uma-analise-com-base-no-impulso-de-credito
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Impulso de crédito, fluxo financeiro, bancos
Resumo
O trabalho analisa o ciclo de crédito no Brasil entre 2014 e 2024, com foco nos efeitos da pandemia de Covid-19, a partir do conceito de impulso de crédito e a fundamentação teórica baseia-se em Keynes e Minsky. Keynes destacou que o sistema bancário ocupa posição central na viabilização do consumo e investimento, ao estimular o aumento dos gastos privados com concessão de crédito. Já Minsky enfatizou que a forma como famílias e empresas financiam seus ativos altera o grau de fragilidade financeira do sistema. Em fases de expansão, há tendência de redução da preferência pela liquidez, aumento da alavancagem e descasamento de prazos, o que amplia a vulnerabilidade a choques. O conceito de impulso conecta-se a essa lógica, pois reflete simultaneamente concessões e capacidade de pagamento, sendo especialmente útil em momentos de crise. O impulso de crédito é indicador da variação do fluxo de financeiro que, por sua vez é o indicador da variação do saldo de crédito. Diferente da simples observação do volume de empréstimos, o impulso evidencia a aceleração ou desaceleração dos fluxos financeiros, revelando como políticas econômicas e condições de mercado impactam a dinâmica do crédito e a atividade econômica. Ao incorporar a metodologia do Banco Central do Brasil é possível visualizar a variação líquida do crédito no sistema financeiro ao definir o fluxo financeiro como a diferença entre concessões e pagamentos e, incorporar efeitos como os juros e atualização cambial aos pagamentos. Como os pagamentos não são divulgados diretamente, foram estimados a partir da evolução dos saldos de crédito, acrescidos de juros e variação cambial. A análise empírica foi dividida em quatro fases. Entre 2014 e 2017, o impulso foi negativo, pois as concessões recuaram fortemente enquanto os pagamentos permaneceram elevados, em um contexto de recessão e juros altos. No período seguinte, 2017-2019, a queda da Selic reduziu custos e estimulou alguma recuperação, mas a austeridade fiscal e a estagnação da economia limitaram o efeito, mantendo o impulso próximo de zero. Já a pandemia de Covid-19 inaugurou um terceiro momento, caracterizado por medidas fiscais e monetárias expansionistas. O auxílio emergencial, a redução de compulsórios e a flexibilização regulatória ampliaram concessões e postergaram pagamentos, elevando fortemente o impulso. Esse movimento garantiu liquidez temporária, ajudando a sustentar consumo e investimento em meio às incertezas inéditas. A partir de setembro de 2021, porém, com a normalização das obrigações financeiras e o ciclo de alta da Selic, o impulso entrou novamente em trajetória negativa, quadro que se prolongou até 2023.A decomposição do indicador entre empresas e famílias revelou trajetórias distintas. Para pessoas jurídicas, os efeitos das medidas emergenciais foram imediatos, mas o acúmulo de obrigações e a elevação dos juros resultaram em nova retração após 2021. Para pessoas físicas, o impulso só ganhou força em 2021, refletindo o aumento das concessões, mas foi revertido rapidamente pelo crescimento acelerado dos pagamentos, sobretudo em operações de curto prazo como o cartão de crédito. O resultado foi o aumento expressivo do endividamento das famílias e a deterioração de suas condições financeiras. Os resultados mostram como as políticas monetárias expansionistas foram importantes para assegurar a atividade econômica durante e a pandemia de covid-19 e a pertinência da hipótese da fragilidade financeira de Minsky. Em vez de reduzir a oferta de crédito diante do comprometimento da renda, os bancos reorientaram clientes para modalidades mais caras como os cartões de crédito, assegurando rentabilidade, mas agravando a vulnerabilidade dos tomadores.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Felipe et al.. O CICLO DE CRÉDITO NO BRASIL ENTRE O PERÍODO PRÉ E PÓS-PANDEMIA: UMA ANÁLISE COM BASE NO IMPULSO DE CRÉDITO.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325622-O-CICLO-DE-CREDITO-NO-BRASIL-ENTRE-O-PERIODO-PRE-E-POS-PANDEMIA--UMA-ANALISE-COM-BASE-NO-IMPULSO-DE-CREDITO. Acesso em: 24/05/2026

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