ALGORÍTMOS PARA ANÁLISE DE MODELOS AGROMETEOROLÓGICOS DE DESENVOLVIMENTO VEGETATIVO EM LINGUAGEM R

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
ALGORÍTMOS PARA ANÁLISE DE MODELOS AGROMETEOROLÓGICOS DE DESENVOLVIMENTO VEGETATIVO EM LINGUAGEM R
Autores
  • Maria Eduarda da Silva
  • Marcel Carvalho Abreu
  • GUSTAVO BASTOS LYRA
  • João Espindola
  • José Carlos Arthur Junior
Modalidade
Resumo
Área temática
Multidisciplinar
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325512-algoritmos-para-analise-de-modelos-agrometeorologicos-de-desenvolvimento-vegetativo-em-linguagem-r
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
temperatura basal, filocrono, mudas florestais, agrometeorologia.
Resumo
A temperatura do ar exerce influência direta sobre o crescimento e desenvolvimento de mudas florestais, especialmente na fase inicial de emissão foliar, uma vez que essa variável regula o ritmo dos processos fisiológicos podendo acelerar ou atrasar a aptidão das mudas para o plantio. Enquanto temperaturas mais baixas prolongam o tempo de permanência no viveiro e elevam os custos de produção, temperaturas elevadas podem induzir estresses térmicos, comprometendo a qualidade das plântulas. Diante das mudanças climáticas e da necessidade de aprimorar estratégias de produção, compreender as exigências térmicas de espécies arbóreas neotropicais torna-se fundamental. Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo estimar as temperaturas cardinais — basal inferior (Tb), ótima (Topt) e máxima (TB) — e o filocrono de quatro espécies florestais (Anadenanthera peregrina, Enterolobium timbouva Mart., Jacaranda mimosifolia e Samanea saman), utilizando métodos estatísticos e um script em linguagem de programação voltado para análise agrometeorológica. O experimento foi conduzido no Viveiro de Mudas do Instituto de Florestas da UFRRJ, em Seropédica- Rio de Janeiro, em delineamento inteiramente casualizado, com quatro épocas de semeadura e 20 repetições cada. As plântulas foram cultivadas em tubetes com substrato comercial e monitoradas semanalmente até que a média de folhas emitidas atingisse 10 unidades, sendo consideradas apenas aquelas com comprimento ≥ 1 cm. Os dados meteorológicos diários (temperaturas mínima, média e máxima, umidade relativa, radiação global e precipitação) foram obtidos do INMET e processados para calcular graus-dia (GD) acumulados, temperatura basal e filocrono, aplicando métodos como desvio padrão em graus-dia (DPgd), desvio padrão em dias (DPd), coeficiente de variação (CVd, CVgd), desenvolvimento relativo (DR), coeficiente de regressão (CR) e quadrado médio do erro (QME). Os resultados mostraram ampla variação na estimativa da Tb conforme espécie e método empregado, com valores entre 9,5 °C e 25,6 °C. Para Anadenanthera peregrina, os métodos estatísticos apontaram Tb entre 10 °C e 12,3 °C, embora a regressão linear e o DR tenham sugerido valores mais elevados (20 °C e 25,6 °C). Em Enterolobium timbouva Mart., os métodos tradicionais convergiram em torno de 12 °C a 14 °C, enquanto a regressão e o DR novamente superestimaram a Tb. Em Jacaranda mimosifolia, a maioria dos métodos indicou valores próximos de 9,5 °C a 10,5 °C, mas o DR sugeriu até 20 °C. Para Samanea saman, houve maior consistência entre métodos clássicos (≈10,5 °C), embora o cálculo do QME tenha apresentado inconsistências em uma das épocas de semeadura. Esses resultados evidenciam tanto a aplicabilidade dos métodos estatísticos na determinação da Tb quanto as limitações decorrentes de dados experimentais e das características fisiológicas das espécies. Foi elaborado um script em R para estimar temperaturas cardinais de plântulas. O crescimento sob diferentes regimes térmicos foi convertido em taxa de desenvolvimento (1/duração), permitindo ajuste de modelos QME, DR, CR, DPd e DPgd com os pacotes nls, minpack.lm e drc, que são utilizados para o ajuste de modelos matemáticos não lineares, com o objetivo de descrever e interpretar fenômenos a partir de dados experimentais. A seleção dos modelos baseou-se no R² ajustado, quadrado médio do erro e análise dos resíduos. As temperaturas cardinais foram derivadas das funções ajustadas ou extraídas diretamente dos parâmetros. Gráficos diagnósticos em ggplot2 subsidiaram a avaliação da adequação dos modelos e a interpretação da resposta térmica. Conclui-se que o QME apresentou melhor desempenho comparativo, fornecendo estimativas mais consistentes e biologicamente interpretáveis, ainda que nenhuma das espécies tenha apresentado significância estatística consistente entre os métodos avaliados.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Maria Eduarda da et al.. ALGORÍTMOS PARA ANÁLISE DE MODELOS AGROMETEOROLÓGICOS DE DESENVOLVIMENTO VEGETATIVO EM LINGUAGEM R.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325512-ALGORITMOS-PARA-ANALISE-DE-MODELOS-AGROMETEOROLOGICOS-DE-DESENVOLVIMENTO-VEGETATIVO-EM-LINGUAGEM-R. Acesso em: 30/05/2026

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