ECONOMIA SOLIDÁRIA E BANCOS COMUNITÁRIOS: ANÁLISE DA INCLUSÃO FINANCEIRA E ECONÔMICA NA REDE ALEGRIAS, PARATY-RJ.

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
ECONOMIA SOLIDÁRIA E BANCOS COMUNITÁRIOS: ANÁLISE DA INCLUSÃO FINANCEIRA E ECONÔMICA NA REDE ALEGRIAS, PARATY-RJ.
Autores
  • Álvaro Augusto Veloso Theodoro
  • Lamounier Erthal Villela
  • Edmir Amanajás Celestino
  • Nicholas Augusto Mendes da Rocha Lima
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Sociais Aplicadas - Economia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325444-economia-solidaria-e-bancos-comunitarios--analise-da-inclusao-financeira-e-economica-na-rede-alegrias-paraty-rj
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Economia Solidária, Bancos comunitários, Moedas sociais, Gestão Social, Desenvolvimento Territorial Sustentável
Resumo
A Economia Solidária, consolidada no Brasil a partir dos anos 1990 como resposta ao desemprego e à exclusão social, constitui um campo que articula democracia econômica, protagonismo comunitário e gestão social, tendo como instrumentos centrais os bancos comunitários de desenvolvimento (BCDs) e as moedas sociais (1). Esses mecanismos funcionam como tecnologias sociais voltadas à inclusão financeira e econômica em territórios periféricos, fomentando circuitos endógenos de produção, consumo e solidariedade. O objetivo deste trabalho é analisar a experiência da Rede Alegrias, em Paraty-RJ, composta por um banco comunitário e pela moeda social digital Alegrias, avaliando sua contribuição para a inclusão socioeconômica e o desenvolvimento territorial sustentável(DTS). A pesquisa se pautou na extensão universitária desenvolvida pelo Programa de Ensino, Pesquisa e Extensão em Desenvolvimento Territorial e Políticas Públicas (PEPEDT/UFRRJ), em parceria com a Rede Alegrias, articulando conhecimento acadêmico e práticas comunitárias. Para tanto, adotou-se metodologia descritiva-analítica e sistemática, baseada em pesquisa documental, bibliográfica e de campo, com análise quali-quantitativa de relatórios institucionais publicados entre 2022 e 2024. Foram mobilizados indicadores como número de usuários, volume de transações, depósitos, retiradas, pagamentos de boletos e composição setorial dos empreendimentos integrados à rede, além da criação de métricas próprias, como o índice de efetividade da moeda (razão entre número de transações e número de usuários). Os resultados evidenciam um crescimento consistente da rede: o número de usuários cadastrados passou de 100 em dezembro de 2022 para 240 em dezembro de 2024, representando um aumento de 140% no período, enquanto o volume de compra e venda em Alegrias cresceu 1.815%, passando de A$ 75 mil para A$ 1,4 milhão. As transações aumentaram de 519 para 3.809, elevando a eficiência da moeda de 5,19 para 15,87 transações por usuário, sinalizando não apenas adesão formal, mas apropriação cotidiana da ferramenta (2). A análise setorial revelou diversidade econômica, com destaque para educação (18,5% das contas), alimentação (15,9%) e artesanato (14,6%), além de setores como saúde, cultura, comércio e serviços. Essa configuração reflete a pluralidade da economia de Paraty, marcada pela centralidade do turismo e pela presença de comunidades tradicionais, como caiçaras, quilombolas e indígenas, que desenvolvem atividades ligadas à agricultura familiar, pesca artesanal e produção cultural. A discussão demonstra que a moeda social atua em setores historicamente excluídos do sistema bancário, promovendo inclusão econômica e valorizando práticas comunitárias. Também foi observado que, embora haja crescimento no pagamento de boletos e retiradas em reais, a principal função da moeda continua sendo o estímulo a transações de compra e venda de bens e serviços locais, fortalecendo cadeias produtivas endógenas. A governança participativa da Rede, baseada em assembleias, relatórios públicos e articulação com parceiros como o Instituto E-Dinheiro e a organização Saúva, reforça sua legitimidade e confiança comunitária, elementos essenciais para a permanência dos recursos no circuito local. Conclui-se que a Rede Alegrias representa uma inovação institucional de grande relevância, capaz de gerar efeitos econômicos, sociais e ambientais: economicamente, promove a circulação interna de recursos e a autonomia local; socialmente, amplia a inclusão de grupos marginalizados e fortalece relações comunitárias; ambientalmente, incentiva práticas sustentáveis e de economia circular. Portanto, a experiência configura um modelo de inovação social replicável em outros municípios da Baía da Ilha Grande, articulando extensão universitária, economia solidária, gestão social e DTS, e reforçando o papel das moedas sociais como instrumentos efetivos de democratização econômica e de fortalecimento do tecido comunitário (3). SINGER, P. Introdução à Economia Solidária. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002. REDE ALEGRIAS. Relatórios Operacionais 2022–2024. Paraty: Rede Alegrias, 2024. PUPO, C. G. de P. Finanças solidárias no Brasil: bancos comunitários, moedas locais e a força dos lugares. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, 2022.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

THEODORO, Álvaro Augusto Veloso et al.. ECONOMIA SOLIDÁRIA E BANCOS COMUNITÁRIOS: ANÁLISE DA INCLUSÃO FINANCEIRA E ECONÔMICA NA REDE ALEGRIAS, PARATY-RJ... In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325444-ECONOMIA-SOLIDARIA-E-BANCOS-COMUNITARIOS--ANALISE-DA-INCLUSAO-FINANCEIRA-E-ECONOMICA-NA-REDE-ALEGRIAS-PARATY-RJ. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

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