Título do Trabalho
EFICIÊNCIA DE PORTA-ENXERTOS NO DESENVOLVIMENTO DO TOMATEIRO E NO CONTROLE DA MURCHA DE FUSÁRIO
Autores
  • Lorena Andrade De Araujo
  • Laura Carine Candido Diniz Cruz
  • Lígia Sayko Kowata Dresch
  • Juliane Ferreira
  • Carlos Antonio dos Santos
  • Margarida Goréte Ferreira do Carmo
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Agronomia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325429-eficiencia-de-porta-enxertos-no-desenvolvimento-do-tomateiro-e-no-controle-da-murcha-de-fusario
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Solanum lycopersicum; Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici; enxertia.
Resumo
O tomateiro, segunda hortaliça mais produzida e consumida no Brasil e no mundo, é cultivado em sistemas intensivos a céu aberto e em casa de vegetação. A expansão do cultivo sequencial de tomate, com reduzidos períodos de rotação, especialmente em cultivo protegido, tem facilitado a sobrevivência de fitopatógenos habitantes do solo e a seleção de novas raças. Dentre os patógenos favorecidos pela sucessão de cultivos ao longo do tempo, está Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici (Fol), e suas distintas raças fisiológicas, três das quais de ocorrência no território nacional. Atualmente, a estratégia mais utilizada no controle da murcha de fusário é o uso de cultivares resistentes e/ou de enxertia em porta enxertos resistentes às raças, 1, 2 e/ou 3. No entanto, existem relatos de falhas no controle bem como de recomendação do uso de enxertia, mesmo na ausência do patógeno. Desta forma, realizou-se o presente trabalho com o objetivo de avaliar a eficiência de porta-enxertos de tomateiro no controle da murcha de fusário, considerando um ciclo completo da cultura. O ensaio foi realizado em casa de vegetação climatizada da UFRRJ, utilizando-se vasos com a capacidade para 10L e tendo como copa o híbrido Compack (Seminis), suscetível à raça 3 de ao Fol e solos inoculados ou não com com 4 x 104 microconídios cm-3 de solo do isolado FENA L3302, raça 3. Nestas condições, foram testados três porta-enxertos, Defensor, Green Power e Shincheonggang, e uma testemunha de Compack em pé franco (PF). Adotou-se o delineamento de blocos ao acaso, com 5 repetições, e esquema fatorial 4 x 2. Aos 30, 50 e 100 dias após o transplantio (DAT), avaliaram-se a incidência da doença e a severidade, com base na extensão da haste necrosada em relação ao comprimento total da haste (%), e em nota descritiva, variando de 1 a 5, onde 1=planta sadia e 5 = planta morta. Com base nas notas, as plantas foram classificadas em cinco categorias: altamente suscetível (AS), suscetível, (S), medianamente resistente (MR), altamente resistente (AR) e semelhante a imune (SI). A intensidade da doença aumentou ao longo das três avaliações, se expressando mais na fase de frutificação. Na primeira avaliação (30 DAT), identificaram-se plantas infectadas apenas no tratamento Compack PF e enxertadas em Green Power, com 18,5% e 0,3% de haste necrosada e 80% e 20% de incidência, respectivamente. Na segunda avaliação (50 DAT), observou-se a presença de sintomas em Compack PF e enxertado em Defensor e Shincheonggang, com 16,8%, 1% e 1,5% de haste necrosada e 100%, 40% e 20% de incidência, respectivamente. Na terceira avaliação (110 DAT), observou-se 71,4% de haste necrosada em 100% de incidência em Compack PF, o que equivale à classificação como AS. Em Compack enxertado em Defensor e Green Power, registraram-se 0,3% e 2,9% de haste necrosada e 20% e 40% de incidência, respectivamente, o que equivale à classificação como AR e; ausência de infecção em plantas de Compack enxertadas em Shincheonggang. De modo geral, houve maior intensidade da doença Compack PF, relatado como suscetível à raça 3 de Fol, e menor intensidade em plantas enxertas com variações nas tres dastas de avaliação. A presença d eplantas infectadas foi observada nos três tratamentos, porém, muitas vezes sem a presença de sintomas externos como murcha ou amarelecimento. Desse modo, conclui-se que todos os porta-enxertos testados (Defensor, Green Power e Shincheonggang), se comportaram como altamente resistente à raça 3 de Fol e foram eficientes no controle da murcha de fusário.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ARAUJO, Lorena Andrade De et al.. EFICIÊNCIA DE PORTA-ENXERTOS NO DESENVOLVIMENTO DO TOMATEIRO E NO CONTROLE DA MURCHA DE FUSÁRIO.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325429-EFICIENCIA-DE-PORTA-ENXERTOS-NO-DESENVOLVIMENTO-DO-TOMATEIRO-E-NO-CONTROLE-DA-MURCHA-DE-FUSARIO. Acesso em: 13/06/2026

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