DIAGNÓSTICO PARTICIPATIVO E DEMANDAS DA PESCA ARTESANAL: RESULTADOS PRELIMINARES DO PROJETO PESCANTAR NA COSTA VERDE E REGIÃO DOS LAGOS NO RIO DE JANEIRO

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
DIAGNÓSTICO PARTICIPATIVO E DEMANDAS DA PESCA ARTESANAL: RESULTADOS PRELIMINARES DO PROJETO PESCANTAR NA COSTA VERDE E REGIÃO DOS LAGOS NO RIO DE JANEIRO
Autores
  • Paulo Vitor Muguet
  • Rafael Berutti de Castro
  • Edmir Amanajás Celestino
  • Fabiana de Carvalho Dias Araújo
  • Lamounier Erthal Villela
  • Leonardo Rocha Vidal Ramos
Modalidade
Resumo
Área temática
Multidisciplinar
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325378-diagnostico-participativo-e-demandas-da-pesca-artesanal--resultados-preliminares-do-projeto-pescantar-na-costa-v
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
extensão, gestão social, pesquisa-ação
Resumo
O Projeto Pescantar, uma iniciativa do Programa Saberes das Águas, vinculado ao Ministério da Pesca e Aquicultura e desenvolvido pela UFRRJ, promove a Assistência Técnica e Extensão Pesqueira (ATEP) junto a comunidades de pesca artesanal em territórios de grande importância sociocultural e ambiental no estado do Rio de Janeiro, com atuação nos municípios da Costa Verde (Paraty, Angra dos Reis, Mangaratiba) e da Região dos Lagos (Araruama, Arraial do Cabo, Cabo Frio e São Pedro da Aldeia). Inserido no contexto da retomada da Política Nacional de Extensão Pesqueira, o objetivo deste trabalho é realizar o diagnóstico participativo e levantar as demandas da pesca artesanal das comunidades participantes do Projeto Pescantar, visando fortalecer a inclusão socioprodutiva e o desenvolvimento territorial sustentável. A abordagem metodológica está fundamentada em preceitos da gestão social, da pesquisa-ação e da extensão universitária, aplicando um enfoque dialógico que visa integrar os saberes tradicionais das comunidades com o conhecimento técnico-científico. Para isso, o projeto utiliza como metodologia um conjunto de ferramentas que inclui observação de campo, escutas ativas, entrevistas semiestruturadas e a realização de oficinas participativas, planejadas como espaços para debater coletivamente todas as etapas da cadeia produtiva, desde a pré-captura e manejo até o beneficiamento e a comercialização. A primeira fase de campo, realizada entre janeiro e agosto de 2025, concentrou-se na apresentação do projeto às comunidades e no mapeamento inicial de demandas, incluindo um evento de mobilização na Câmara Municipal de Itaguaí em 9 de agosto de 2025, que marcou o início do planejamento conjunto das futuras atividades. Os resultados preliminares, sistematizados a partir das observações e diálogos, revelam um conjunto complexo de desafios. Entre as principais demandas levantadas, destaca-se a dificuldade generalizada na regularização da atividade, com muitos pescadores sem o Registro Geral de Pesca (RGP) ativo, situação que os impede de acessar direitos básicos como o seguro defeso, um benefício crucial durante o período de proibição da pesca para a reprodução das espécies. Identificou-se também a carência de suporte jurídico, de auxílio para acesso a crédito rural e para o uso de plataformas digitais do governo. Adicionalmente, foram levantados graves problemas estruturais, como a precariedade da infraestrutura, a desvalorização do pescado local frente aos produtos industrializados, e a concorrência predatória com embarcações industriais e navios de cruzeiro, que reduzem a disponibilidade de recursos. As associações de pescadores locais demandam apoio técnico para a legalização, fortalecimento de projetos, para a obtenção de selos de inspeção municipal e para a estruturação de uma rede de beneficiamento, incluindo a instalação de unidades de processamento. Estes resultados apontam para o papel crucial da extensão pesqueira como instrumento para promover a autonomia comunitária e a justiça socioambiental. O Pescantar, como projeto piloto, gera subsídios diretos para a formulação do Plano Nacional da Pesca Artesanal, previsto para 2026, e busca, através da análise de dados em matrizes, formatar projetos estruturantes e inovadores para a captação de recursos. Conclui-se que a iniciativa representa um modelo estratégico de articulação entre universidade e sociedade, que, por meio de uma metodologia participativa e respeitosa com os modos de vida locais, constrói caminhos para a sustentabilidade da pesca artesanal e para a melhoria efetiva da qualidade de vida nas comunidades.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MUGUET, Paulo Vitor et al.. DIAGNÓSTICO PARTICIPATIVO E DEMANDAS DA PESCA ARTESANAL: RESULTADOS PRELIMINARES DO PROJETO PESCANTAR NA COSTA VERDE E REGIÃO DOS LAGOS NO RIO DE JANEIRO.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325378-DIAGNOSTICO-PARTICIPATIVO-E-DEMANDAS-DA-PESCA-ARTESANAL--RESULTADOS-PRELIMINARES-DO-PROJETO-PESCANTAR-NA-COSTA-V. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

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