O MAPA DA ILHA DE CALOR URBANA NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO ENTRE 2021 E 2024 POR MEIO DAS IMAGENS DE SATÉLITE TERMAL ASTER

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
O MAPA DA ILHA DE CALOR URBANA NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO ENTRE 2021 E 2024 POR MEIO DAS IMAGENS DE SATÉLITE TERMAL ASTER
Autores
  • Vitor Yan Carvalho de Abreu
  • Andrews José de Lucena
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Exatas e da Terra - GeoCiências
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325293-o-mapa-da-ilha-de-calor-urbana-na-cidade-do-rio-de-janeiro-entre-2021-e-2024-por-meio-das-imagens-de-satelite-te
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
#sensoriamentoremoto , #climatologia , #geografia , #geociências , #clima , #TSC , #satélite , #aster , #Rio , #RJ
Resumo
Este estudo tem como objetivo identificar os espaços mais propensos ao fenômeno da Ilha de Calor Urbana (ICU) na cidade do Rio de Janeiro, no período de 2021 a 2024, utilizando imagens diurnas e noturnas obtidas pelo sensor ASTER (Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer), com resolução espacial entre 15 e 90 metros. A metodologia envolveu a aquisição das imagens via Earth Data Search, aplicando filtros de cobertura de nuvens (0–10%) e seleção de polígonos KML correspondentes às cinco áreas de planejamento (APs) da cidade do Rio de Janeiro. As imagens foram organizadas, corrigidas radiometricamente em Python e avaliadas no QGIS, com exclusão de pixels sem valor. Ao todo, foram processadas uma imagem diurna e quatro imagens noturnas, cobrindo diferentes períodos do ciclo diário e possibilitando contrastar o padrão térmico da cidade em distintos contextos sazonais. A análise incluiu identificação visual dos pixels mais quentes e frios, cálculo de médias por bairro via Estatísticas Zonais e geração de ranking das áreas segundo a TSC. Os resultados mostram padrão de heterogeneidade térmica entre áreas urbanizadas versus áreas com maior cobertura vegetal. A imagem noturna de julho de 2022 registrou TSC médias mais baixas no Recreio dos Bandeirantes (17,8°C, AP4), Anchieta (18,5°C, AP3), Parque Columbia (18,8°C, AP3), Vargem Pequena (19,1°C, AP4) e Vasco da Gama (19,1°C, AP1). As maiores médias de TSC foram registradas em bairros das AP2, como Urca (22,3°C), Vidigal e Humaitá (21,8°C cada), Lagoa e Paquetá (21,7°C cada). Sendo essas médias também consideradas baixas devido à estação do ano e ao dia específico da análise, durante o inverno. Em novembro de 2023, a primavera apresentou temperaturas mais baixas ao redor do Maciço da Tijuca (22,7–24,2°C) e máximas em zonas mais impmeáveis, como o Aeroporto de Jacarepaguá (40,5°C) e Uptown Barra (38,95°C). A imagem diurna de abril de 2024 evidenciou temperaturas mais baixas em áreas vegetadas do Alto da Boa Vista, Tijuca e Jardim Botânico (21,1–23°C) e temperaturas elevadas em bairros mais adensados da Zona Norte (37–38,7°C), como em Parque Colúmbia (38,7°C), Jardim América (38,4°C), Cordovil (38,4°C), Pavuna (38,1°C) e Coelho Neto (38,1°C). A análise noturna de maio de 2024 na AP5 indicou valores de até 60°C em Santa Cruz, associados a atividades industriais da empresa Ternium, enquanto que áreas menos urbanizadas apresentaram médias mais baixas (26,4–27,5°C), por exemplo, em Campo dos Afonsos (26,4°C), Gericinó e Vila Militar (27,1°C), Realengo (27,3°C) e Deodoro (27,5°C). Dados de setembro de 2024 na AP3 confirmaram a persistência da diferença entre microclimas urbanos e áreas verdes, com médias de TSC mais altas nos bairros de maior densidade do ambiente construído (25,7–26,1°C) e mais baixas em áreas menos densas (24,1–24,5°C). As médias mais baixas foram observadas no Complexo do Alemão (24,1°C), Parque Anchieta (24,2°C), Ramos (24,3°C), Água Santa (24,4°C) e Bonsucesso (24,5°C), enquanto as maiores médias de TSC foram registradas em Moneró (26,1°C), Del Castilho (25,9°C), Maria da Graça (25,8°C), Cachambi (25,7°C) e Vila da Penha (25,7°C). Este estudo demonstra que o sensoriamento remoto permite analisar a evolução da TSC e identificar áreas críticas para a ICU, fornecendo subsídios para políticas públicas de planejamento urbano e estratégias de adaptação climática. Quanto ao ASTER, o seu sensor termal apresenta boa vantagem por conta das imagens noturnas, contudo, a disponibilidade reduzida de imagens para toda a cidade é uma limitação, resultando em análises parciais por APs e na fragmentação temporal do estudo. Os próximos passos da pesquisa incluem ampliação do período de análise para 2025, elaboração de mosaicos para superar limitações espaciais e a extensão a outros municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ABREU, Vitor Yan Carvalho de; LUCENA, Andrews José de. O MAPA DA ILHA DE CALOR URBANA NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO ENTRE 2021 E 2024 POR MEIO DAS IMAGENS DE SATÉLITE TERMAL ASTER.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325293-O-MAPA-DA-ILHA-DE-CALOR-URBANA-NA-CIDADE-DO-RIO-DE-JANEIRO-ENTRE-2021-E-2024-POR-MEIO-DAS-IMAGENS-DE-SATELITE-TE. Acesso em: 30/05/2026

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