AZULEJOS DE PAPEL: PATRIMÔNIO CULTURAL, IDENTIDADE E DEMOCRATIZAÇÃO DA ARTE NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
AZULEJOS DE PAPEL: PATRIMÔNIO CULTURAL, IDENTIDADE E DEMOCRATIZAÇÃO DA ARTE NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Autores
  • João Gabriel de Oliveira Vieira da Silva
  • Laura Vitória Accioli Frassetti
  • Thalles Yvson Alves de Souza
  • Marcelo Amaral Coelho
Modalidade
Resumo
Área temática
Linguística, Letras e Artes - Artes
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325247-azulejos-de-papel--patrimonio-cultural-identidade-e-democratizacao-da-arte-na-educacao-de-jovens-e-adultos
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Azulejo de papel. CEJA. Democratização da arte. Identidade. Patrimônio Cultural.
Resumo
Este resumo relata uma oficina realizada no Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA) Professora Rosa Soares, localizado no município de Mesquita, no Rio de Janeiro. A oficina Azulejos de papel: patrimônio cultural, identidade e democratização da arte na Educação de Jovens e Adultos foi ministrada no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), Edital CAPES 10/2024, subprojeto Belas Artes (UFRRJ), coordenado pelo prof. Marcelo Amaral Coelho e supervisionado pelo prof. Thalles Yvson Alves de Souza. A oficina foi ministrada pelos bolsistas Laura Frassetti e João Gabriel Silva. A atividade teve como objetivo possibilitar a experiência estética e crítica por meio da técnica do azulejo de papel, articulando criação artística com materiais acessíveis e reflexão sobre patrimônio cultural, identidade e democratização da arte no espaço público. A metodologia compreendeu uma pesquisa bibliográfica a fim de levantar material teórico que subsidiou o compartilhamento do conteúdo. Assim como, uma pesquisa iconográfica que permitiu formar um corpus de imagens que se conectam com o contexto geográfico dos participantes. Alinhada à Abordagem Triangular, de Ana Mae Barbosa (2022) e aos princípios pedagógicos de Paulo Freire (1981), a oficina combinou contextualização histórica, apreciação visual e produção prática. Inicialmente houve um diálogo entre os participantes com intuito de dar espaço aos seus saberes prévios e suas vivências sobre a azulejaria. Em seguida, foi realizada uma apresentação de obras e artistas percorrendo a evolução desta linguagem artística desde as técnicas tradicionais (Al-zillij, Corda Seca, Majólica) até expressões contemporâneas - compreendendo produções de artistas como Maria Keil, Athos Bulcão, Vhils, Adriana Varejão e etc. Isso permitiu enfatizar o papel do azulejo como registro histórico, criação artística e expressão de identidade coletiva. Na etapa prática, utilizou-se papelão como suporte e papéis coloridos reciclados, além de livros descartados para fazer os recortes dando origem aos elementos que formariam os azulejos - adaptando a técnica para uma versão acessível. Os participantes experimentaram a composição modular criando unidades que se integraram em painéis coletivos ou individuais, nos quais imprimiram narrativas pessoais e comunitárias. Ao final, uma roda de conversa estimulou a reflexão sobre o lugar da arte no espaço público, questionando onde suas criações poderiam ser instaladas para democratizar o acesso à cultura. Os resultados demonstraram um envolvimento significativo dos alunos no processo criativo, já que, por meio da apresentação de slides, identificaram e puderam entender o que de fato era o azulejo e como esse meio artístico permeia nossa sociedade. Isso associado à produção prática de azulejos de papel feita com materiais reciclados que estão presentes em suas vivências. Também foi observado um pleno reconhecimento da existência deste meio artístico nos entornos da Baixada Fluminense. Constituindo-se, portanto, numa aproximação entre os participantes e o conteúdo da oficina. De modo, foi possível ligar de maneira intuitiva o conteúdo abordado com peças artísticas presentes no cotidiano. A experiência evidenciou que práticas pedagógicas baseadas em temáticas culturalmente relevantes que permeiam nossas vivências podem valorizar repertórios identitários, promover inclusão e ressignificar o espaço educativo como lugar de protagonismo e expressão por meio da arte. Concluindo-se, então, que a técnica dos azulejos de papel é uma ferramenta eficaz para conectar educação artística e valorização patrimonial; interligar sustentabilidade e valorização patrimonial na EJA; fortalecer o diálogo entre memória, criação autoral e democratização da arte.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, João Gabriel de Oliveira Vieira da et al.. AZULEJOS DE PAPEL: PATRIMÔNIO CULTURAL, IDENTIDADE E DEMOCRATIZAÇÃO DA ARTE NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325247-AZULEJOS-DE-PAPEL--PATRIMONIO-CULTURAL-IDENTIDADE-E-DEMOCRATIZACAO-DA-ARTE-NA-EDUCACAO-DE-JOVENS-E-ADULTOS. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

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