CRESCIMENTO DA BETERRABA SOB DIFERENTES DOSES DE FERTILIZANTE ORGÂNICO ORIUNDO DA DIGESTÃO ANAERÓBIA

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
CRESCIMENTO DA BETERRABA SOB DIFERENTES DOSES DE FERTILIZANTE ORGÂNICO ORIUNDO DA DIGESTÃO ANAERÓBIA
Autores
  • Giovanna Tavares Mendonça Romano
  • Gabriel de Souza Roriz
  • Thaisa Cipriano Alves de Souza
  • Fábia Denise Amaral
  • Conan Ayade Salvador
  • Henrique Vieira de Mendonça
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Engenharia Agrícola
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325172-crescimento-da-beterraba-sob-diferentes-doses-de-fertilizante-organico-oriundo-da-digestao-anaerobia
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
fertirrigação orgânica, adubação nitrogenada, ITAFERT, desenvolvimento vegetativo, Beta vulgaris L.
Resumo
No setor agropecuário brasileiro são geradas cargas de resíduos que superam os mecanismos naturais de reciclagem e autopurificação. A digestão anaeróbia se apresenta como uma tecnologia acessível e eficiente de biorremediação, permitindo a obtenção do digestato que atua como corretivo de solo no aporte de nutrientes essenciais, promovendo sua reciclagem, e contribuindo com a redução do uso de fertilizantes minerais. Contudo, devido a variabilidade em sua composição química faz-se necessária a definição de critérios agronômicos para o seu uso na agricultura. Objetivou-se com isso avaliar o crescimento da beterraba (Beta vulgaris L.) híbrida cv. Cabernet cultivada sob diferentes doses de fertilizante orgânico oriundo do processo de digestão anaeróbia, visando verificar a possibilidade de substituição da fertilização mineral. O experimento foi realizado na área experimental adjacente ao Instituto de Tecnologia/UFRRJ. Coletou-se o solo (Planossolo Háplico) nas profundidades de 0-20 cm, e após secos ao ar foram destinados a caracterização física e química. Utilizou-se o Fertilizante Orgânico ITAFERT fornecido pela empresa Mottainai Brasil, certificado pelo MAPA e classificado como simples classe A (n° EP: RJ 001700-0), o qual passou por caracterização física e química, com amostras em triplicata. A condução experimental foi em bancada com cobertura plástica (100 micras) e tela sombrite com sombreamento nominal de 50%. As plantas foram cultivadas em vasos de 8,5 L contendo solo com densidade de 1,55 g cm-3, substrato orgânico para plantas (75% turfa sphagnum e 25% vermiculita), bidim e argila expandida. Os vasos foram preenchidos com a argila expandida e o bidim para possibilitar a drenagem, em seguida com uma mistura de 2/3 de solo para 1/3 de substrato ocupando o volume de cerca de 6709 cm3. O sistema de irrigação contou com gotejadores autocompensante com vazão nominal de 2 L h-1 (Netafim). O manejo da irrigação foi realizado a cada dois dias, sendo a evapotranspiração da cultura estimada a partir do método de Penman-Monteith-FAO, com base nos dados climáticos da estação automática Ecologia Agrícola pertencente ao INMET. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com 5 tratamentos (doses do biofertilizante) e oito plantas por tratamento, uma por vaso, consideradas repetições. Os tratamentos foram definidos a partir da recomendação da adubação nitrogenada para a cultura (90 kg ha-1): T0 – somente irrigação; T1 – ureia (90 kg ha-1); T2, T3 e T4 – doses do ITAFERT (45, 90 e 180 kg ha-1, respectivamente). As doses foram calculadas considerando a metodologia DEA/UFV. As plantas foram cultivadas no inverno, sendo as mudas produzidas em bandejas preenchidas com substrato orgânico, transplantadas aos 37 dias após o plantio e colhidas 48 dias após o transplantio. Ao fim do período de cultivo avaliou-se as seguintes variáveis morfológicas: altura das plantas, número de folhas e a massa fresca da parte aérea (MFPA), sendo os dados submetidos à análise de variância e teste de médias pelo teste Tukey a 5% de significância. Os dados obtidos não apresentaram diferença estatística significativa entre os tratamentos. O tratamento T0 e T3 expressaram os maiores valores médios de altura da planta, sendo 47,01 e 45,04 cm, respectivamente. Já o número de folhas apresentou os maiores valores médios nos tratamentos T4 e T1, ambos com cerca de 11 folhas. Os maiores valores médios de MFPA foram observadas nos tratamentos T0 e T3 (85,2 e 84,2 g). Constata-se que o potencial genético da variedade de beterraba avaliada, aliado a traços de nitrogênio no substrato podem ter contribuído para os valores observados no tratamento T0. Ainda assim, o uso do fertilizante orgânico apresentou potencial semelhante da adubação nitrogenada convencional, especialmente para as duas maiores doses avaliadas, contribuindo para um menor impacto ambiental e redução da dependência de fertilizantes minerais.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ROMANO, Giovanna Tavares Mendonça et al.. CRESCIMENTO DA BETERRABA SOB DIFERENTES DOSES DE FERTILIZANTE ORGÂNICO ORIUNDO DA DIGESTÃO ANAERÓBIA.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325172-CRESCIMENTO-DA-BETERRABA-SOB-DIFERENTES-DOSES-DE-FERTILIZANTE-ORGANICO-ORIUNDO-DA-DIGESTAO-ANAEROBIA. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

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