EDUCAÇÃO LIBERTADORA, ANCESTRALIDADE E CULTURAS POPULARES: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO PIBID EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UFRRJ

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
EDUCAÇÃO LIBERTADORA, ANCESTRALIDADE E CULTURAS POPULARES: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO PIBID EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UFRRJ
Autores
  • Victoria dos Santos de Souza
  • Indyara Silva de Castro
  • Edileia de Carvalho Souza
  • Karine Oliveira Bastos
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Educação
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325132-educacao-libertadora-ancestralidade-e-culturas-populares--praticas-pedagogicas-no-pibid-educacao-do-campo-da-uf
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Educação do Campo; Práxis Pedagógica; Inclusão Curricular; Educação Popular.
Resumo
Este trabalho apresenta as atividades realizadas no âmbito do subprojeto do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), intitulado “A Educação do Campo nas escolas da periferia do Rio de Janeiro: a alternância pedagógica como ação transformadora da realidade”. A experiência ocorreu no Centro de Atenção Integral à Criança Paulo Dacorso Filho (CAIC), localizado no município de Seropédica, entre novembro de 2024 e agosto de 2025, tendo como público-alvo duas turmas do 6º ano do ensino regular, na disciplina de Filosofia. Para além da aplicação dos conhecimentos adquiridos nos processos de formação da iniciação à docência, este trabalho fundamenta-se em referências teóricas como as obras de Ailton Krenak e Paulo Freire, que convocam a compreender as dimensões sociais e culturais como constitutivas da vida e da práxis pedagógica. Nesse sentido, não se trata apenas de citar autores, mas de mobilizar suas perspectivas como ferramentas de ação, tensionando e transformando o modo como se pensa e se pratica a educação. Seguindo a lógica de uma educação libertadora e inclusiva, que valoriza e integra o conhecimento popular, foram propostas atividades que aproximaram a sala de aula da experiência cultural do carnaval, tomando como objeto de estudo e análise o samba-enredo de 2025 da escola de samba G.R.E.S Unidos de Bangu. Tal samba-enredo, além de sua dimensão estética e musical, constitui um registro de narrativas históricas e sociais ao exaltar a resistência da Aldeia Marakanã, comunidade indígena que desde 2003 habita o bairro Maracanã, no Rio de Janeiro, resistindo às pressões de supressão territorial, como a tentativa de remoção durante as obras da Copa do Mundo de 2014. A execução dessa atividade também contou com a presença de Maíra Guajajara, graduanda em Educação do Campo e representante da Aldeia Marakanã, que visitou o CAIC e compartilhou com os estudantes aspectos de sua cultura, saberes e práticas artísticas. Sua participação possibilitou que a sala de aula se configurasse como espaço de escuta e diálogo intercultural, colocando a voz indígena no centro do processo pedagógico. Esse encontro mobilizou, ainda, o tema da ancestralidade, entendida não apenas como vínculo genealógico, mas como um eixo pedagógico que articula memória, resistência e continuidade histórica. Nesse sentido, a presença de Maíra Guajajara deu concretude à ideia de que os saberes ancestrais, quando compartilhados no espaço escolar, atuam como força de ressignificação, permitindo que os estudantes se compreendam também como sujeitos de uma história coletiva e plural. A atividade, portanto, ampliou as possibilidades de aprendizagem ao evidenciar que o carnaval pode ser compreendido não apenas como manifestação festiva, mas como território político e pedagógico em que a ancestralidade se reinventa no presente. Do mesmo modo, a Aldeia Marakanã se afirma não apenas como objeto de estudo, mas como sujeito ativo de luta, ancestralidade e reinvenção urbana. Assim, a experiência configura-se como gesto prático de efetivação das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que determinam a obrigatoriedade da inclusão da história e das culturas afro-brasileira e indígena no currículo escolar. Incorporar tais legislações significa, portanto, mais do que atender a uma exigência legal: implica abrir espaço para o resgate, a valorização e o reconhecimento das contribuições desses grupos na formação da sociedade brasileira, deslocando silenciamentos históricos e reafirmando outras epistemes e ancestralidades como parte legítima do espaço escolar.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUZA, Victoria dos Santos de et al.. EDUCAÇÃO LIBERTADORA, ANCESTRALIDADE E CULTURAS POPULARES: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO PIBID EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UFRRJ.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325132-EDUCACAO-LIBERTADORA-ANCESTRALIDADE-E-CULTURAS-POPULARES--PRATICAS-PEDAGOGICAS-NO-PIBID-EDUCACAO-DO-CAMPO-DA-UF. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

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