Título do Trabalho
INVESTIGAÇÃO SOROLÓGICA E HEMATOLÓGICA EM CÃES COM SUSPEITA CLÍNICA DE CINOMOSE CANINA.
Autores
  • Lohanna Peres de Castro Ribeiro
  • Bianca Gomes de Almeida
  • Camilla Carolinne Do Vale De Medeiros Da Cunha
  • Markos Panayotis de Oliveira Damatis
  • Elian de Almeida Cardoso
  • JULIA CECILIA MEDEIROS BARROS
  • Jéssica Francisco de Oliveira
  • Huarrisson Azevedo Santos
  • JULIANA MACEDO RAIMUNDO
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325080-investigacao-sorologica-e-hematologica-em-caes-com-suspeita-clinica-de-cinomose-canina
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Cinomose canina, diagnóstico, linfopenia, idade
Resumo
A cinomose canina permanece endêmica em diversas regiões urbanas do Brasil, caracterizando-se como uma enfermidade viral multissistêmica altamente contagiosa, com elevada morbidade e mortalidade em cães, sendo a segunda principal causa de morte por doenças infecciosas nessa espécie. A doença é causada pelo vírus da cinomose canina (CDV), da família Paramyxoviridae e gênero Morbillivirus, que apresenta tropismo por múltiplos tecidos, incluindo o sistema nervoso central, resultando em manifestações clínicas que evoluem de sinais sistêmicos inespecíficos a quadros neurológicos. O diagnóstico clínico, embora fundamental, pode ser dificultado em casos com sinais neurológicos focais, tornando o diagnóstico laboratorial indispensável. O objetivo deste estudo é comparar diferentes técnicas para o diagnóstico de cinomose em amostras biológicas de cães suspeitos clinicamente. Foram recebidas, de um laboratório privado, amostras de swab nasal ou ocular de cães atendidos no Hospital Veterinário Municipal Jorge Vaitsman e no centro de controle de zoonoses. Neste laboratório, as amostras foram direcionadas ao ensaio imunocromatográfico para detecção do antígeno do CDV e à realização de hemograma, quando disponível. No laboratório de Patologia Clínica Veterinária da UFRRJ, o RNA total foi extraído a partir de 200μL da suspensão de swab ocular ou nasal e sangue total utilizando-se o kit de Extração de RNA Viral Purelink (Invitrogen®), os quais serão submetidos à transcriptase reversa seguida da reação em cadeia da polimerase (RT-qPCR). Foram amostrados 61 cães clinicamente suspeitos de infecção pelo CDV. Destes, 54,1% (33/61) testaram positivos no ensaio imunocromatográfico, sendo 48,5% (16/33) machos e 51,5% (17/33) fêmeas. A análise etária indicou que 12,1% (4/33) eram filhotes (<1 ano), 21,2% (7/33) jovens adultos (1–2 anos), 33,3% (11/33) adultos (3–6 anos), 21,2% (7/33) idosos (7–11 anos) e 3,0% (1/33) geriátricos (>12 anos). Apenas um cão apresentou corpúsculo de Lentz à microscopia direta e positividade no teste imunocromatográfico, simultaneamente. Os dados hematológicos foram obtidos de 44 cães, destes 26 foram positivos ao teste imunocromatográfico e 18, negativos. Considerando as principais alterações hematológicas, 53,8% (14/26) dos cães positivos e 27,8% (5/18) dos cães negativos apresentaram linfopenia absoluta; 73,1% (19/26) dos cães positivos e 44,4% (8/18) dos cães negativos apresentaram linfopenia relativa. Por outro lado, 46,2% (12/26) dos cães positivos e 50% (9/18) dos cães negativos apresentaram anemia e 23,1% (6/26) dos cães positivos e 22,2% (4/18) dos cães negativos apresentaram trombocitopenia. No presente estudo, o CDV foi detectado com maior frequência em cães adultos, possivelmente devido à exposição cumulativa ao vírus e à vacinação inadequada ou ausente. Machos e fêmeas apresentaram risco de infecção semelhante. Evidenciou-se a baixa sensibilidade da microscopia direta para detecção do CDV nas amostras clínicas; por outro lado, o ensaio imunocromatográfico apresentou maior sensibilidade, corroborando sua utilidade em contextos clínicos e de abrigos, conforme descrito em literatura. A análise hematológica revelou linfopenia absoluta e relativa em parcela considerável dos cães positivos. Esses resultados são consistentes com a literatura, que descreve a linfopenia como uma das alterações hematológicas mais comuns, refletindo a imunossupressão causada pelo vírus, especialmente sobre linfócitos T e B. A similaridade dos índices de anemia e trombocitopenia entre cães positivos e negativos indica que estes parâmetros isolados não são específicos para o diagnóstico de cinomose, devendo ser interpretado em conjunto com outros achados clínicos e laboratoriais. O estudo confirma que a cinomose canina é endêmica em áreas urbanas do Rio de Janeiro, afetando cães de diferentes idades e com manifestações hematológicas variáveis e nem sempre específicas, com linfopenia sendo o marcador mais consistente, mas não exclusivo, da infecção. Assim, a combinação de avaliação clínica, ensaio imunocromatográfico e testes moleculares permanece essencial para a detecção precoce e manejo adequado da doença.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RIBEIRO, Lohanna Peres de Castro et al.. INVESTIGAÇÃO SOROLÓGICA E HEMATOLÓGICA EM CÃES COM SUSPEITA CLÍNICA DE CINOMOSE CANINA... In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325080-INVESTIGACAO-SOROLOGICA-E-HEMATOLOGICA-EM-CAES-COM-SUSPEITA-CLINICA-DE-CINOMOSE-CANINA. Acesso em: 30/05/2026

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