Título do Trabalho
STICKERS MANUAIS COMO EXPRESSÕES DO TERRITÓRIO: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA CRÍTICA E COLABORATIVA
Autores
  • Jonathan Lima de Freitas Toledo
  • Melissa Trugillo Costa
  • Luciana Dilascio Neves
Modalidade
Resumo
Área temática
Linguística, Letras e Artes - Artes
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325070-stickers-manuais-como-expressoes-do-territorio--uma-proposta-pedagogica-critica-e-colaborativa
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
arte-educação; cultura hip hop; territorialidade; arte urbana; educação crítica.
Resumo
Este trabalho apresenta uma proposta pedagógica desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), orientada por uma perspectiva crítica e colaborativa inspirada nos aportes de Freire (1999), especialmente no que concerne à valorização da experiência e do diálogo como elementos centrais no processo educativo, e na Abordagem Triangular de Ana Mae Barbosa (2010), que compreende a arte como linguagem, território de possibilidades e espaço de construção de sentidos. Nesse contexto, foi realizada a oficina “Stickers Manuais: Expressões do Território”, durante a Semana Rural da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, com o objetivo de estimular a criação de cartelas de adesivos manuais que expressassem as vivências, memórias e vínculos afetivos dos participantes com seus territórios. A atividade foi desenvolvida de forma a promover um espaço de experimentação estética, em que materiais acessíveis — como papel adesivo, papel contact, lápis de cor e marcadores — foram disponibilizados, reforçando a importância da democratização do acesso aos meios de criação artística. O referencial da arte urbana, em especial a linguagem dos stickers enquanto forma de intervenção e comunicação visual no espaço público, constituiu um eixo central da atividade, articulando-se com a cultura hip hop e com a noção de territorialidade discutida tanto em seu aspecto geográfico, a partir de Haesbaert (2005) e Oliveira (2011), quanto em sua dimensão simbólica e cultural, com base em Hall (2003) e Gomes (1999). A metodologia empregada consistiu na apresentação de cartelas autorais pelos oficineiros como ponto de partida e inspiração: uma delas estabelecia diálogos com a cultura ballroom e a dança voguing, aproximando o fazer artístico da experiência pessoal e comunitária, enquanto outra dialogava com a obra de Diego Rivera, valorizando figuras de trabalhadores urbanos, como garis e entregadores, e destacando a relevância das classes populares como protagonistas visuais. Essa estratégia metodológica buscou criar um ambiente de identificação, em que os participantes se reconhecessem tanto nas linguagens artísticas quanto nos temas sociais ali representados. Os resultados da oficina evidenciaram o potencial da prática como um exercício de pertencimento, de afirmação de identidades e de reflexão crítica sobre os espaços vividos, revelando a potência da arte urbana enquanto ferramenta de mediação entre corpo, cultura e território. As produções elaboradas pelos participantes mostraram a diversidade de narrativas pessoais e coletivas, reafirmando a pertinência de práticas educativas que, ao mesmo tempo em que valorizam o gesto criador, também reconhecem o contexto social e cultural de cada sujeito. A discussão gerada no grupo durante e após a confecção dos adesivos destacou o caráter dialógico da proposta, permitindo que a oficina se configurasse como espaço de trocas significativas e de ressignificação de experiências, reforçando o princípio freiriano de que ensinar é um ato político e transformador. Nesse sentido, a atividade demonstrou que o uso da linguagem dos stickers, historicamente ligada à ocupação do espaço urbano e à resistência cultural, pode ser trazido para o campo da arte-educação como prática pedagógica, potencializando a construção de subjetividades e a expressão criativa em contextos coletivos. Conclui-se, portanto, que experiências educativas fundamentadas em linguagens artísticas contemporâneas e urbanas contribuem não apenas para a formação estética, mas também para o fortalecimento de vínculos comunitários e para a promoção de uma pedagogia crítica comprometida com a transformação social.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

TOLEDO, Jonathan Lima de Freitas; COSTA, Melissa Trugillo; NEVES, Luciana Dilascio. STICKERS MANUAIS COMO EXPRESSÕES DO TERRITÓRIO: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA CRÍTICA E COLABORATIVA.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325070-STICKERS-MANUAIS-COMO-EXPRESSOES-DO-TERRITORIO--UMA-PROPOSTA-PEDAGOGICA-CRITICA-E-COLABORATIVA. Acesso em: 30/05/2026

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