ANÁLISES MOLECULARES DOS ENDOPARASITOS DE MUGIL LIZA VALENCIENNES, 1836 (TELEOSTEI: MUGILIDAE) DA LAGOA RODRIGO DE FREITAS, RJ, BRASIL

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
ANÁLISES MOLECULARES DOS ENDOPARASITOS DE MUGIL LIZA VALENCIENNES, 1836 (TELEOSTEI: MUGILIDAE) DA LAGOA RODRIGO DE FREITAS, RJ, BRASIL
Autores
  • Marco Antonio Santos Silva Júnior
  • Laura Frantelmo Cavalheiro
  • MICHELLE DANIELE DOS SANTOS CLAPP
Modalidade
Resumo
Área temática
Multidisciplinar
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325059-analises-moleculares-dos-endoparasitos-de-mugil-liza--valenciennes-1836-(teleostei--mugilidae)-da-lagoa--rodrig
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Ascocotyle (Phagicola) longa, Haploporidae, Haplosplanchnidae, tainhas
Resumo
A lagoa Rodrigo de Freitas, localizada na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, é um estuário marinho de grande relevância socioambiental. Seus ecossistemas sofrem uma intensa pressão antrópica, entretanto, ainda asseguram atividades econômicas que garantem o sustento de diversas famílias do entorno, como a pesca artesanal. O estudo da fauna parasitária de peixes de interesse econômico é de extrema importância não só à nível ecológico, mas também no combate a zoonoses associadas ao consumo desses peixes crus ou malcozidos. A partir disto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a fauna endoparasitária de Mugil liza, popularmente conhecido como tainha, da lagoa Rodrigo de Freitas. Doze espécimes de tainhas foram coletados, na lagoa Rodrigo de Freitas, em dezembro de 2024 e julho de 2025, acondicionados em gelo e transportados até o Laboratório de Biologia e Ecologia de Parasitos (LABEPAR) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, onde foram necropsiados, com seus dados biométricos anotados em formulário de necrópsia, e seus órgãos internos detalhadamente analisados. O comprimento total médio das doze tainhas coletadas foi 55,0 ± 2,70 (51,0-59,0 cm) e o peso médio foi 1,580 ± 0,26 (1,148-2,014 g), sendo quatro machos, seis fêmeas e dois juvenis. Os endoparasitos encontrados foram identificados morfologicamente e posteriormente submetidos a análise molecular. Na análise molecular, foram realizadas as etapas de extração do DNA com o uso do Kit Brasílica – Nova Biotecnologia, seguido da amplificação por reação da cadeia da polimerase (PCR) e finalizando com a eletroforese em gel. Aos parasitos encontrados foram calculados os descritores ecológicos como prevalência (P), intensidade média (IM) e abundância média (AM). A partir das características morfológicas, foi possível identificar duas famílias pertencentes a sub-classe Digenea: Haploporidae, parasitando cinco tainhas (P = 42,0%; IM = 13,6; AM = 5,7), não sendo possível a identificação genérica; e Haplosplanchinidae parasitando dois peixes, com duas espécies identificas, sendo elas Schikhobalotrema sp. (P = 8,3%; IM = 1,0; AM = 0,08) e Hymenocotta sp. (P = 8,3%; IM = 1,0; AM = 0,08), com todos os endoparasitos encontrados no intestino das tainhas. Além disso, foi confirmada também a ocorrência do trematódeo Ascocotyle (Phagicula) longa, presente tanto no fígado quanto na musculatura de oito peixes (P = 66,7%), sendo espécie já documentada e registrada com potencial zoonótico para a transmissão da fagicolose, através da ingestão do peixe cru ou malcozido, reforçando a necessidade de um monitoramento ambiental contínuo e uma melhor fiscalização nos estabelecimentos que utilizam o pescado para a preparação de pratos. Na realização da análise molecular não foi possível a visualização de bandas na eletroforese em gel, impossibilitando a identificação das espécies a nível molecular. Buscou-se ampliar o estudo a partir da análise morfológica dos parasitos encontrados em outros sítios como as brânquias, resultando no registro do Copepoda Ergasilus caraguatatubensis (P = 75,0%, IM = 4,0 e AM = 3,0), cuja presença já foi registrada em trabalhos anteriores realizados no LABEPAR. O estudo revelou uma baixa diversidade endoparasitária de M. liza na lagoa Rodrigo de Freitas, possivelmente associada a ausência de seus hospedeiros intermediários no ambiente, fato que já foi corroborado em necropsias anteriores e reafirmou a presença de A. (Phagicula) longa, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo. Assim, o estudo evidencia a importância da manutenção das pesquisas associadas a fauna endoparasitária de peixes da lagoa Rodrigo de Freitas, devido à sua importância social, ambiental e de saúde pública.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

JÚNIOR, Marco Antonio Santos Silva; CAVALHEIRO, Laura Frantelmo; CLAPP, MICHELLE DANIELE DOS SANTOS. ANÁLISES MOLECULARES DOS ENDOPARASITOS DE MUGIL LIZA VALENCIENNES, 1836 (TELEOSTEI: MUGILIDAE) DA LAGOA RODRIGO DE FREITAS, RJ, BRASIL.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325059-ANALISES-MOLECULARES-DOS-ENDOPARASITOS-DE-MUGIL-LIZA--VALENCIENNES-1836-(TELEOSTEI--MUGILIDAE)-DA-LAGOA--RODRIG. Acesso em: 30/05/2026

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