CONTAÇÃO DE HISTÓRIA COMO PRÁTICA DE REFLEXÃO CRÍTICA: LITERATURA INFANTOJUVENIL E RACISMO AMBIENTAL EM PROJETOS DE EXTENSÃO

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
CONTAÇÃO DE HISTÓRIA COMO PRÁTICA DE REFLEXÃO CRÍTICA: LITERATURA INFANTOJUVENIL E RACISMO AMBIENTAL EM PROJETOS DE EXTENSÃO
Autores
  • Ranya Da Silva Souza
  • Edcarla Corrêa Do Nascimento
  • Fabrícia Vellasquez Paiva
  • Kaio da Silva Oliveira
Modalidade
Resumo
Área temática
Multidisciplinar
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325047-contacao-de-historia-como-pratica-de-reflexao-critica--literatura-infantojuvenil-e-racismo-ambiental-em-projetos
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Literatura, Racismo Ambiental, Educação Crítica, Juventude.
Resumo
O projeto de extensão Narrativas Sociais em Outras Histórias e Novas Memórias: espaços, temas e sujeitos revisitados em literatura infantojuvenil, desenvolvido pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), surge como uma proposta de promoção do acesso à arte, à cultura e à educação crítica. A iniciativa é voltada para adolescentes do ensino normal (formação de professores) da Escola Estadual Presidente Dutra, localizada em Seropédica, e utiliza a contação de histórias como ferramenta de mediação pedagógica e cultural. A proposta busca não apenas incentivar a leitura, mas também promover reflexões sobre questões sociais, ambientais e históricas, conectando as narrativas literárias ao cotidiano dos estudantes e possibilitando um espaço de diálogo e construção coletiva de conhecimento. Entre as oficinas realizadas, destacou-se uma atividade conduzida em roda de conversa ao ar livre, realizada na quadra da escola. A escolha do espaço buscou proporcionar maior contato com o ambiente natural, ampliando as percepções sensoriais e simbólicas dos adolescentes e favorecendo a compreensão da importância do meio ambiente para a vida em sociedade. Nessa ocasião, foi apresentado o livro O mundo inteiro, de Liz Garton e Maria Frazee, obra que aborda de forma poética e sensível as relações humanas, a coletividade e o vínculo indissociável entre sociedade e natureza. Após a leitura, os estudantes participaram de uma dinâmica de interpretação e expressão, em que puderam manifestar, de forma oral e criativa, suas compreensões acerca da história. O debate que emergiu espontaneamente levou à reflexão sobre o conceito de racismo ambiental, compreendido como a distribuição desigual de riscos e danos ambientais que afetam, de maneira desproporcional, populações vulneráveis. Os alunos refletiram que, na prática, nem todos possuem o direito a um ambiente saudável, já que comunidades pobres, periféricas e majoritariamente negras são frequentemente as mais expostas à poluição, à falta de saneamento básico e aos impactos ambientais resultantes da exploração predatória dos recursos naturais. Esse diálogo evidenciou que a contação de histórias pode transcender o caráter lúdico e assumir papel de formação cidadã, permitindo aos adolescentes reconhecerem as conexões entre literatura, meio ambiente e justiça social. O momento contribuiu para fortalecer uma consciência crítica, fomentando o entendimento de que a equidade ambiental é parte fundamental da equidade social. De acordo com Herculano (2008, p. 31), “o racismo ambiental caracteriza-se pela imposição desproporcional dos riscos ambientais às populações pobres, negras e marginalizadas”, evidenciando que a luta contra as desigualdades ambientais é também uma luta por direitos humanos e equidade social. A experiência da oficina demonstrou que a literatura infantojuvenil, quando utilizada de forma reflexiva, pode se tornar uma estratégia pedagógica potente na formação de sujeitos críticos e conscientes. Ao relacionar narrativas literárias ao contexto social e ambiental dos estudantes, o projeto de extensão viabilizou a expansão de horizontes de análise e discussão, fortalecendo a percepção de que todos devem ter acesso a condições de vida dignas e a ambientes saudáveis. Assim, a contação de histórias, para além de promover a imaginação e a sensibilidade, assumiu uma função social transformadora, colocando em evidência a necessidade de se debater equidade e justiça ambiental desde os espaços escolares. HERCULANO, Selene. O clamor por justiça ambiental e contra o racismo ambiental. Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente, v. 3, n. 1, p. 1-21, 2008 SCANLON, Elizabeth Garton; FRAZEE, Marla. O mundo inteiro. Tradução de Marília Garcia. 2. ed. São Paulo: Paz & Terra, 2013. 40 p. 2.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUZA, Ranya Da Silva et al.. CONTAÇÃO DE HISTÓRIA COMO PRÁTICA DE REFLEXÃO CRÍTICA: LITERATURA INFANTOJUVENIL E RACISMO AMBIENTAL EM PROJETOS DE EXTENSÃO.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325047-CONTACAO-DE-HISTORIA-COMO-PRATICA-DE-REFLEXAO-CRITICA--LITERATURA-INFANTOJUVENIL-E-RACISMO-AMBIENTAL-EM-PROJETOS. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

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