A IMPORTÂNCIA DAS FONTES PRIMÁRIAS COMO CAMINHO METODOLÓGICO NO PROCESSO FORMATIVO DO PIBID-LICENCIATURA EM EDUCAÇÃODO CAMPO, UFRRJ NO MUNICÍPIO DE SEROPÉDICA

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
A IMPORTÂNCIA DAS FONTES PRIMÁRIAS COMO CAMINHO METODOLÓGICO NO PROCESSO FORMATIVO DO PIBID-LICENCIATURA EM EDUCAÇÃODO CAMPO, UFRRJ NO MUNICÍPIO DE SEROPÉDICA
Autores
  • Anna Julia da Silva Almeida
  • Juan Leon Rodrigues Toledo
  • Anilse de Souza Faria anilsedesouza34@gmail.com
  • Dila Carvalho
  • Álvares Virgilio de Oliveira
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Educação
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325031-a-importancia-das-fontes-primarias-como-caminho-metodologico-no-processo-formativo-do-pibid-licenciatura-em-educ
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
PIBID; Fontes Primárias, Ensino de História; Ensino de Filosofia
Resumo
O uso de fontes primárias como metodologia de pesquisa no processo formativo de graduandos da Licenciatura em Educação do Campo tem contribuído significativamente para o diálogo entre escola e universidade no contexto de atuação do Programa de Iniciação à Docência-PIBID LEC, UFRRJ. A apropriação dessa ferramenta vem sendo experienciada pelos bolsistas, alocados atualmente na Escola CAIC Paulo Dacorso Filho, sob a supervisão do professor Álvares Virgílio de Oliveira (CAIC) e a coordenadora de área, professora Edileia de Carvalho Souza Alves (LEC-UFRRJ) no contexto das ações “pibidianas” desenvolvidas nas aulas de Filosofia e História do 9º ano. O presente estudo busca discutir a importância do uso das fontes primárias (CAMPOS & CURY, 1997) na promoção de práticas educativas que estimulem a curiosidade epistemológica e o diagnóstico da realidade por meio do trabalho coletivo. Trata-se do recorte de um projeto em curso, intitulado: “Um olhar histórico e filosófico sobre o resgate da amoreira como símbolo de pertencimento ao território de Seropédica”. As fontes primárias aqui utilizadas foram: as hemerotecas digitais (bndigital.bn.gov.br); sites memórias (memoria.bn.gov.br) e jornais do comércio da época. A escolha do tema se deu no decorrer das aulas onde percebemos o desconhecimento, por parte dos estudantes, sobre a história de Seropédica, lugar onde vivem. Deste contexto de observação, ocorreu-nos a seguinte questão: Apesar de todo legado histórico do município em relação à agricultura no estado do Rio de Janeiro, principalmente, no contexto de produção da seda, a partir do plantio da amoreira no final do século XIX e início do século XX, pouco se sabe e se fala sobre a história de formação de Seropédica entre a população mais jovem, em idade escolar. Logo, o apagamento/memoricídio dessa história, traz implicações que reverberam no sentimento de não pertencimento ao território, bem como, na naturalização dos problemas sociais vivenciados pelo município ao longo do tempo. Uma questão que precisa ser lida como urgente no contexto da formação local, tendo em vista que os territórios mais afetados pela desigualdade social são áreas periféricas e rururbanas, a exemplo de Seropédica. E, neste sentido, como compreender o cenário político e social deste território nos dias atuais (desigualdades, inchaço populacional, racismo, violência urbana, questão climática, etc.), sem recorrermos a história de formação de Seropédica e a importância do seu legado? Como nos sentir parte de uma história se fomos expropriados, inclusive, do direito de conhecê-la? Qual é o papel da escola inserida neste território no sentido de promover uma educação contra-colonial, capaz de rasurar o tecido social epistêmico que continua invisibilizando histórias, sujeitos e territórios ao longo da história? É neste sentido que acreditamos contribuir o uso de fontes primárias nos processos de investiga-ação que preza pela curiosidade epistemológica, questão necessária para as discussões suscitadas nas aulas de história e filosofia. Assim, concluímos que o uso de fontes primárias vem propiciando a construção coletiva de um conhecimento que se contrapõe à hegemonia do saber produzido na forma escolar. Trata-se de uma metodologia interdisciplinar, capaz de consolidar em sala de aula, práticas pedagógicas contextualizadas e transformadoras da realidade. Ao evidenciar o apagamento histórico existente no currículo, busca estimular o pensamento crítico acerca do modelo desenvolvimentista de cidade que predomina no projeto municipal, onde o campo/o rural é concebido pelas lentes do não-lugar, mesmo abrigando a UFRRJ, um dos principais pólos de pesquisa, extensão e formação crítica na área de agroecologia, a primeira e maior Licenciatura em Educação do Campo do estado do Rio de Janeiro com formação em Alternância e sendo uma região com significativas áreas de conservação ambiental, sistemas agroflorestais e de produção agroecológica.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ALMEIDA, Anna Julia da Silva et al.. A IMPORTÂNCIA DAS FONTES PRIMÁRIAS COMO CAMINHO METODOLÓGICO NO PROCESSO FORMATIVO DO PIBID-LICENCIATURA EM EDUCAÇÃODO CAMPO, UFRRJ NO MUNICÍPIO DE SEROPÉDICA.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325031-A-IMPORTANCIA-DAS-FONTES-PRIMARIAS-COMO-CAMINHO-METODOLOGICO-NO-PROCESSO-FORMATIVO-DO-PIBID-LICENCIATURA-EM-EDUC. Acesso em: 30/05/2026

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