MEMÓRIA E ANCESTRALIDADE COMO DIMENSÕES FORMATIVAS NO E DO PIBID-EDUCAÇÃO DO CAMPO, UFRRJ: TESSITURAS PEDAGÓGICAS A PARTIR DA HISTÓRIA DOS TRABALHADORES DA IMPERIAL COMPANHIA SEROPÉDICA FLUMINENSE

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
MEMÓRIA E ANCESTRALIDADE COMO DIMENSÕES FORMATIVAS NO E DO PIBID-EDUCAÇÃO DO CAMPO, UFRRJ: TESSITURAS PEDAGÓGICAS A PARTIR DA HISTÓRIA DOS TRABALHADORES DA IMPERIAL COMPANHIA SEROPÉDICA FLUMINENSE
Autores
  • MARIA CLAUDIA DE CARVALHO FERREIRA DOS SANTOS
  • ANDREZA RAMALHO DA SILVA FERNANDES
  • Wendel Wallace Souza da Silva
  • Álvares Virgilio de Oliveira
  • Edileia de Carvalho Souza
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Educação
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325008-memoria-e-ancestralidade-como-dimensoes-formativas-no-e-do-pibid-educacao-do-campo-ufrrj--tessituras-pedagogica
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
PIBID; Memória; Ancestralidade; Trabalhadores Livres e escravizados
Resumo
O presente trabalho se insere nas atividades desenvolvidas pelo PIBID-Educação do Campo (LEC-UFRRJ), a partir do Projeto: “A Educação do Campo nas escolas da periferia do Rio de Janeiro: a alternância pedagógica como ação transformadora da realidade. Trata-se da atuação pedagógica dos discentes alocados no Centro de Atenção Integral à Criança Paulo Dacorso Filho (CAIC), em Seropédica. Versa sobre a história dos trabalhadores da antiga Imperial Companhia Seropédica Fluminense durante os anos de 1830 a 1862, buscando enfocar a relação dessa história com as experiências atuais de agricultura familiar na região. Trata-se de um recorte investigativo atrelado a um projeto mais amplo, e em curso, que se intitula: “O resgate da amoreira como símbolo histórico de Seropédica” (Ensino, pesquisa e extensão PIBID-LEC/CAIC), realizado no âmbito das disciplinas de história e filosofia, com turmas do 9º ano. A relevância pedagógica e científica da escolha por este tema no âmbito do processo formativo no CAIC, se dá ao percebermos o não-lugar de Seropédica e de todo o seu legado histórico para o estado do Rio de Janeiro, não apenas na percepção dos estudantes com quem atuamos, mas também na própria construção do curricular de história e filosofia no município. Uma questão que pode ser interpretada como um memoricídio/epistemicídio da história de um território e de um povo que contribuiu de forma significativa para a história da agricultura, consolidando-se como um marco da sericultura no Brasil (BARROS, 2021). O caminho metodológico aqui adotado consiste no uso de entrevista e a observação participante. Soma-se a este percurso, uma pesquisa bibliográfica que possibilitou identificarmos alguns dados históricos sobre a situação dos trabalhadores da antiga Imperial Companhia Seropédica Fluminense. A Imperial Companhia Seropédica Fluminense, fundada nos anos 1830 e consolidada como sociedade anônima em 1854, reuniu em seu funcionamento um quadro heterogêneo de trabalhadores que espelhava as contradições sociais e econômicas do Brasil oitocentista. Em 1858, havia cerca de 108 pessoas vinculadas ao estabelecimento, entre homens, mulheres e crianças, nacionais e estrangeiros, livres e escravizados. Dados históricos mostram que o projeto de industrialização no Brasil do século XIX se sustentou sobre formas variadas de exploração do trabalho livre, tutelado e escravizado e que a vida desses trabalhadores, embora marcada pela coerção, também foi atravessada por práticas de resistência e construção de sociabilidades próprias (BRITO, 2021). É no tocante às práticas de resistência e construção de sociabilidades próprias que reconhecemos a importância da memória e da ancestralidade, dimensões fundamentais para compreendermos a história de formação do território, seu legado agrícola, social, cultural e relações de trabalho (PEREIRA, 2024). A importância de tais dimensões passa pelo sentido do resgate das vozes que foram silenciadas em detrimento de uma história oficial que privilegia a perspectiva do Estado e das elites agrárias. Neste sentido, entendemos que a memória dos moradores mais velhos, agricultores e trabalhadores rurais que ainda hoje, vivem no município, traz à tona experiências invisibilizadas, como histórias populares, saberes de cultivo, festas religiosas, culturas, práticas agroecológicas, bem como formas de relações de trabalho que atravessam também a realidade cotidiana dos estudantes e de seus familiares que constituem hoje a classe trabalhadora de Seropédica. Outrossim, a memória social e a ancestralidade, a partir das referências locais, ou seja, deste território produzido como esquecido, revelam experiências vividas e a consciência história de sujeitos e grupos marginalizados historicamente (CARVALHO, 2019). Em suma, produzir processos educativos dispostos a olhar para os lugares de memória, como a desses trabalhadores, produzimos visibilidade para uma geografia social do trabalho, estimulando a reflexão sobre os espaços onde vivemos e como a história, memória e ancestralidade são tratadas.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, MARIA CLAUDIA DE CARVALHO FERREIRA DOS et al.. MEMÓRIA E ANCESTRALIDADE COMO DIMENSÕES FORMATIVAS NO E DO PIBID-EDUCAÇÃO DO CAMPO, UFRRJ: TESSITURAS PEDAGÓGICAS A PARTIR DA HISTÓRIA DOS TRABALHADORES DA IMPERIAL COMPANHIA SEROPÉDICA FLUMINENSE.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325008-MEMORIA-E-ANCESTRALIDADE-COMO-DIMENSOES-FORMATIVAS-NO-E-DO-PIBID-EDUCACAO-DO-CAMPO-UFRRJ--TESSITURAS-PEDAGOGICA. Acesso em: 30/05/2026

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