REESTRUTURAÇÃO TERRITORIAL-PRODUTIVA E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL: ESTUDO SOBRE A RAÍZEN COMBUSTÍVEIS (DUQUE DE CAXIAS):

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
REESTRUTURAÇÃO TERRITORIAL-PRODUTIVA E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL: ESTUDO SOBRE A RAÍZEN COMBUSTÍVEIS (DUQUE DE CAXIAS):
Autores
  • JOÃO OCTÁVIO DE PAULA SANTOS
  • Rafaela Carvalho Silva
  • Rodrigo Romão
  • Priscila de Queiroz Silva Gusmão
  • Ramofly Bicalho
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Geografia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324986-reestruturacao-territorial-produtiva-e-responsabilidade-socioambiental--estudo--sobre-a-raizen-combustiveis-(duq
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Justiça climática; Responsabilidade socioambiental; Reestruturação produtiva; Desigualdade socioespacial.
Resumo
Nas últimas décadas, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro tem sido marcada por profundas transformações territoriais e produtivas, associadas à instalação de grandes empreendimentos industriais e logísticos. Essas iniciativas se inserem em um contexto de expansão do capital e de redefinição das periferias metropolitanas, especialmente na Baixada Fluminense, onde se concentram contradições históricas ligadas à segregação socioespacial, às desigualdades sociais e aos impactos ambientais. Tal cenário tem suscitado discussões em torno da justiça climática, da responsabilidade socioambiental das empresas e do papel formativo da Educação Ambiental e da Educação do Campo no fortalecimento das comunidades atingidas. Este trabalho analisou os impactos da reestruturação territorial-produtiva nas bordas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, tomando como estudo de caso a unidade da Raízen Combustíveis em Duque de Caxias (RJ). O objetivo foi compreender como grandes empreendimentos industriais e logísticos influenciaram territórios periféricos, historicamente marcados pela segregação socioespacial, e como essas transformações se relacionaram com o debate contemporâneo sobre justiça climática, responsabilidade socioambiental, Educação Ambiental e Educação do Campo. A pesquisa partiu da premissa de que os territórios metropolitanos periféricos se tornaram espaços estratégicos de acumulação do capital, mas também zonas de conflito, onde coexistiram crescimento econômico, desigualdade social e pressões ambientais. A metodologia adotada baseou-se na perspectiva da Geografia Econômica crítica, com recorte espacial centrado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a partir de revisão bibliográfica sobre reestruturação produtiva, neoliberalismo e ecologia política, além da utilização de dados de órgãos oficiais, como o IBGE, e da análise do Relatório Integrado da Raízen (Safra 2024/2025). Os resultados apontaram que a Baixada Fluminense, apesar de desempenhar papel estratégico no redirecionamento do capital industrial, apresentou profundas contradições: enquanto Duque de Caxias figurou entre os maiores PIBs do país e ocupou posição de destaque nas exportações, seu Índice de Desenvolvimento Humano esteve entre os mais baixos do Brasil. Essa contradição reforçou que o dinamismo econômico não se converteu em melhorias sociais efetivas, mas aprofundou desigualdades. Casos de outros municípios como Macaé, Itaboraí e São Gonçalo demonstraram padrão semelhante, marcado pela implantação de grandes projetos ligados à economia do petróleo e à logística, que resultaram em crescimento urbano desordenado, pressão sobre ecossistemas e precarização das condições de vida local. Nesse contexto, a justiça climática e a Educação Ambiental tornaram-se centrais para compreender como os custos socioambientais recaíram majoritariamente sobre populações periféricas, enquanto os benefícios econômicos se concentraram em atores hegemônicos. Ao mesmo tempo, a Educação do Campo, entendida como prática formativa crítica, revelou-se fundamental para dar protagonismo às comunidades atingidas, estimulando processos de conscientização e resistência frente às desigualdades socioambientais. A discussão evidenciou que a responsabilidade socioambiental corporativa, embora presente em relatórios institucionais, revelou limites quando confrontada com os efeitos concretos da industrialização nas periferias metropolitanas. Concluiu-se que a experiência de Duque de Caxias revelou as contradições de um modelo de desenvolvimento neoliberal que redefiniu territórios e ampliou desigualdades. Concluiu-se que a experiência de Duque de Caxias revelou as contradições de um modelo de desenvolvimento neoliberal que redefiniu territórios e ampliou desigualdades. Em contrapartida, a justiça climática e a Educação do Campo, orientadas por equidade social, sustentabilidade ambiental e maior protagonismo das comunidades impactadas, se apresentam como alternativas críticas e combatentes das desigualdades socioambientais aprofundadas por grandes empreendimentos logísticos, como a Raízen.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, JOÃO OCTÁVIO DE PAULA et al.. REESTRUTURAÇÃO TERRITORIAL-PRODUTIVA E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL: ESTUDO SOBRE A RAÍZEN COMBUSTÍVEIS (DUQUE DE CAXIAS):.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324986-REESTRUTURACAO-TERRITORIAL-PRODUTIVA-E-RESPONSABILIDADE-SOCIOAMBIENTAL--ESTUDO--SOBRE-A-RAIZEN-COMBUSTIVEIS-(DUQ. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

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