Título do Trabalho
AGENDA 2030 E O RACISMO AMBIENTAL NA BAIXADA FLUMINENSE.
Autores
  • Camilly Queiroz
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Ciência Política
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324887-agenda-2030-e-o-racismo-ambiental-na-baixada-fluminense
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Agenda 2030, Racismo ambiental, Baixada Fluminense, Mudanças climáticas.
Resumo
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um conjunto de 17 objetivos e 169 metas para alcançar um futuro mais sustentável até 2030. Com um forte apelo de defesa aos direitos humanos, os ODS visam construir um futuro para a humanidade unindo a melhora de vida da população mundial com a criação da proteção ao meio ambiente. Criados em 2015, os ODS são um guia para a formação de políticas públicas. Suas metas podem ser incorporadas pelos países, estados e cidades, conformadas às suas realidades socioeconômicas. Dentre eles, está o Objetivo 11, que visa tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Entretanto, observamos grande parte da população que não é contemplada pelo atual projeto de desenvolvimento e que sofre diariamente com a falta de infraestrutura básica, impedindo um avanço significativo da agenda no Rio de Janeiro. O processo de urbanização no estado do Rio de Janeiro empurrou a população mais vulnerabilizada para áreas de riscos de tragédias ambientais, como encostas íngremes ou áreas próximas a rios. Portanto, é possível afirmar que as tragédias socioambientais não são “naturais”, advindas de um evento fora da curva. Os danos causados possuem, na maioria, número e endereço: pessoas negras e de baixa renda. Segundo o Mapa das Desigualdades de 2022, 76,3% da população negra reside em domicílios que não são destinados à habitação em Nova Iguaçu. Já em Seropédica, esse dado corresponde a 64,9%. Com chuvas cada vez mais intensas, as enchentes se multiplicam e atingem uma parcela crescente dos cidadãos. Entre 2021 e 2022, somente em Nova Iguaçu, 964.896 pessoas foram afetadas em decorrência das fortes chuvas. Segundo o IBGE, existem 488 áreas de risco a deslizamentos e 938 áreas de risco a inundações na cidade. Nesse cenário, são as famílias negras as que mais sofrem com as consequências da crise climática. São anuais perdas materiais, soterramentos de casas, desaparecimentos e mortes por afogamento. Portanto, verificamos que essas tragédias possuem raízes histórico-sociais - são resultados da formação histórica do estado, da grave desigualdade que assola o território somada à inação política em torno do problema. Essa pesquisa busca responder qual o motivo dessa parcela da população não ter acesso às políticas públicas de qualidade que promovam a mitigação e adaptação às mudanças climáticas? a partir do estudo de caso de duas cidades da baixada fluminense: Nova Iguaçu e Seropédica entre os anos de 2015 e 2025. Separadas pelo Rio Guandu, as duas cidades possuem perfis bastante distintos, mas ainda assim, ilustram como o racismo ambiental se manifesta. Essa pesquisa será realizada por meio de uma abordagem quantitativa e qualitativa, com a análise de relatórios disponíveis sobre os dados das duas cidades e uma revisão bibliográfica sobre a temática do racismo ambiental e suas implicações, além de um estudo comparativo entre as duas regiões. Por fim, serão mapeados os atuais órgãos públicos e organizações da sociedade civil que atuam em prol da construção de uma cidade e comunidades sustentáveis, em consonância com os objetivos de desenvolvimento sustentável.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

QUEIROZ, Camilly. AGENDA 2030 E O RACISMO AMBIENTAL NA BAIXADA FLUMINENSE... In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324887-AGENDA-2030-E-O-RACISMO-AMBIENTAL-NA-BAIXADA-FLUMINENSE. Acesso em: 13/06/2026

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