COMPARAÇÃO DA ATIVIDADE IN VITRO DE DIFERENTES METODOLOGIAS FRENTE A LARVAS DE COCHLIOMYIA HOMINIVORAX (COQUEREL, 1858)

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
COMPARAÇÃO DA ATIVIDADE IN VITRO DE DIFERENTES METODOLOGIAS FRENTE A LARVAS DE COCHLIOMYIA HOMINIVORAX (COQUEREL, 1858)
Autores
  • Maria Eduarda Correa de Oliveira
  • Jessica D'avilla de Assis
  • Anna Carolina Teixeira de Jesus
  • Eduardo Fellipe Melo Santos Soares
  • Vinícius Monteiro Ferreira
  • Diefrey Ribeiro Campos
  • Fabio Scott
  • Thaís Ribeiro Correia Azevedo
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324848-comparacao-da-atividade-in-vitro-de-diferentes-metodologias-frente-a-larvas-de-cochliomyia-hominivorax-(coquerel
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Bicheira, Controle, Miíase Primária, Resistência Parasitária
Resumo
Cochliomyia hominivorax é a principal espécie de díptero responsável pela miíase primária, também conhecida como bicheira, caracterizada pela infestação de tecidos vivos por larvas parasitas obrigatórias, que acometem animais de sangue quente. Em animais domésticos, especialmente animais de produção, essas infestações resultam em elevada morbidade, mortalidade e prejuízos econômicos significativos, devido às condições cutâneas traumáticas que resultam em infecções secundárias. No Brasil, o controle de C. hominivorax baseia-se, predominantemente, no uso de inseticidas sintéticos, conhecidos popularmente como “mata-bicheiras”, compostos principalmente por organofosforados, como o clorpirifós. Entretanto, o surgimento de resistência parasitária, traz a necessidade da realização de novos estudos para confirmação da eficiência desses ativos em diferentes formas de uso. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade in vitro do clorpirifós em duas diferentes metodologias, sobre larvas de C. hominivorax. Para o presente estudo, foram utilizadas 2.640 larvas de terceiro instar (pré-pupa), originárias de colônia laboratorial mantida no Centro de Pesquisa Clínica e Inovação Tecnológica em Medicina Veterinária (DPA - IV – UFRRJ), e foram distribuídas em duas metodologias de testes de contato, sendo eles de impregnação e de imersão. Para a realização do teste de impregnação, o clorpirifós foi diluído em acetona PA para obtenção das concentrações de 1, 10, 25, 250, 500, 1.000, 2.500, 5.000 e 10.000µg/mL. Discos de papel filtro (área de 23,76 cm²) foram impregnados com 0,47mL de cada solução e mantidos à temperatura ambiente por 30 minutos, até a completa evaporação do solvente. Após a secagem, os papéis foram acondicionados em placas de Petri (60 × 15 mm), onde foram desafiadas 10 larvas por repetição. No teste de imersão, preparou-se inicialmente um concentrado emulsionável de clorpirifós, contendo dimetilsulfóxido, acetona, octilfenol de polietilenoglicol e n-metilpirrolidona, seguido de diluição em água para obtenção das mesmas concentrações descritas no teste de impregnação. As larvas foram então imersas nas soluções, por 1, 3 ou 5 minutos. Todos os ensaios foram realizados em sextuplicata. Paralelamente a cada teste, foram conduzidos controles com placebo (diluentes utilizados e, quando aplicável, os mesmos tempos de imersão) e um controle negativo, para verificação da viabilidade das larvas provenientes da colônia. Após os procedimentos, todo o material experimental foi mantido em câmaras climatizadas a 28 ± 2 °C e 80 ± 10% de umidade relativa por um período de 10 dias. Foram avaliados os números de larvas vivas e mortas com 24, 48 e 72 horas após exposição e, no décimo dia, foi avaliada o número de moscas emergidas do pupário. A concentração letal (CL) 50 foi estimada por meio da análise de Probit realizado no programa RStudio com intervalo de confiança de 95%. Os resultados indicaram que em 24 e 48h não houve mortalidade significativa em ambos os métodos, apenas após 72h foi possível estimar a CL50. Na comparação entre as metodologias, na impregnação a CL50 estimada foi de 280,0µg/mL, já na imersão 1 min foi de 1863,0µg/mL, 3 min 663,6µg/mL e 5 min 830,9µg/mL. Em relação ao potencial de inibição de emergência das moscas, no método de impregnação a CL50 calculada foi de 57,8µg/mL, enquanto nas imersões 1, 3 e 5 min os valores foram 637, 135,6 e 142,5µg/mL respectivamente. Os resultados demonstraram que o clorpirifós empregado na metodologia de impregnação é mais eficiente em comparação à imersão, em relação a mortalidade de larvas e inibição da emergência de moscas de C. hominivorax.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Maria Eduarda Correa de et al.. COMPARAÇÃO DA ATIVIDADE IN VITRO DE DIFERENTES METODOLOGIAS FRENTE A LARVAS DE COCHLIOMYIA HOMINIVORAX (COQUEREL, 1858).. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324848-COMPARACAO-DA-ATIVIDADE-IN-VITRO-DE-DIFERENTES-METODOLOGIAS-FRENTE-A-LARVAS-DE-COCHLIOMYIA-HOMINIVORAX-(COQUEREL. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes