NOVAS ESPÉCIES DE MARILIA MÜLLER, 1880 (INSECTA: TICHOPTERA: ODONTOCERIDAE) PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO, SUDESTE DO BRASIL

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
NOVAS ESPÉCIES DE MARILIA MÜLLER, 1880 (INSECTA: TICHOPTERA: ODONTOCERIDAE) PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO, SUDESTE DO BRASIL
Autores
  • Gabriel Santos Coelho David
  • Ana Lucia Henriques De Oliveira
  • Jorge Luiz Nessimian
  • Leandro Lourenço Dumas
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Biológicas - Zoologia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324727-novas-especies-de-marilia-muller-1880-(insecta--tichoptera--odontoceridae)-para-o-estado-do-rio-de-janeiro-sud
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Taxonomia; insetos aquáticos; Mata Atlântica; espécie nova; diversidade.
Resumo
Odontoceridae é uma pequena família de tricópteros com aproximadamente 180 espécies distribuídas por todo mundo. A fauna Neotropical é composta por três gêneros: Anastomoneura Huamantinco & Nessimian, 2004 e Barypenthus Burmeister, 1839, ambos monotípicos e endêmicos do Brasil, e Marilia Müller, 1880, com distribuição para o Novo Mundo, Australásia e região Oriental. Atualmente o gênero Marilia conta com 83 espécies viventes e mais três fósseis. A grande diversidade deste gênero se encontra na região Neotropical, onde 56 espécies são registradas. No Brasil, 28 espécies são encontradas, das quais 15 ocorrem na Mata Atlântica. Adultos de Marilia apresentam dimorfismo sexual notável, no qual machos de algumas espécies podem ter olhos extremamente desenvolvidos que quase se tocam no vértice da cabeça, em contraste com as fêmeas. A Mata Atlântica é considerada um dos 35 principais hotspots de biodiversidade do planeta, mas apenas 28% da sua mata nativa ainda permanecem preservados, a maior parte dentro de Unidades de Conservação. Neste trabalho, são descritas e ilustradas duas novas espécies de Marilia para área de Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro. Os espécimes foram coletados por meio de armadilhas luminosas do tipo Pensilvânia colapsável e de interceptação de voo do tipo Malaise suspensas sobre corpos d'água. Todos os espécimes foram preservados em etanol 80-96%. Para observação e ilustração das estruturas genitais, o abdômen foi removido e diafanizado com KOH 10% ou ácido lático 85%. Os esboços foram digitalizados e usados ​​como modelos para vetores gráficos. As fotografias foram tiradas com uma câmera digital acoplada ao estereomicroscópio. Marilia sp. nov. 1 pode ser diagnosticada pela (1) presença de olhos bem desenvolvidos, tocando-se no vértice; (2) fórmula do esporão tibial 2-4-4; (3) segmento IX dorsalmente convexo, projetando-se acima do segmento X, conferindo uma aparência de corcunda; (4) segmento IX com placa mediana sub-retangular em vista lateral; (5) apêndices pré-anais alongados, subtriangulares, de comprimento similar ao tergo X; e (6) tergo X com ápice em forma de flecha e projeção mediana dorsal distinta. Já Marilia sp. nov. 2 pode ser distinguida (1) pela presença de olhos normais, pouco desenvolvidos e claramente separados no vértice; (2) fórmula de esporão tibial 2-4-2; (3) segmento IX com sutura médio-lateral única, que se bifurca próximo a margem posterior do segmento (variável em relação aos lados direito e esquerdo no mesmo espécime); e (4) tergo X subtriangular, com ápice pontiagudo e uma área de crista membranosa mediana em vista dorsal. A Mata Atlântica brasileira abriga grande diversidade de tricópteros, com aproximadamente 550 espécies, sendo mais da metade delas endêmicas do bioma. Esse total representa cerca de 60% de todas as espécies de tricópteros registradas no Brasil. Este trabalho amplia o número de espécies de Marilia registradas para o Rio de Janeiro para sete. Mesmo diante do grande número de espécies descritas para o gênero no país na última década, novas espécies seguem sendo descobertas, o que indica que a diversidade de Marilia no país ainda se encontra subestimada. Trabalhos taxonômicos como este são fundamentais para reduzir as lacunas de conhecimento acerca dos tricópteros no país, especialmente aqueles resultantes do déficit Linneano.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

DAVID, Gabriel Santos Coelho et al.. NOVAS ESPÉCIES DE MARILIA MÜLLER, 1880 (INSECTA: TICHOPTERA: ODONTOCERIDAE) PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO, SUDESTE DO BRASIL.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324727-NOVAS-ESPECIES-DE-MARILIA-MULLER-1880-(INSECTA--TICHOPTERA--ODONTOCERIDAE)-PARA-O-ESTADO-DO-RIO-DE-JANEIRO-SUD. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

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