DIVERSIDADE TAXONÔMICA E FUNCIONAL DE PEIXES EM PRAIAS ARENOSAS DA COSTA DO RIO DE JANEIRO: GRADIENTES AMBIENTAIS NATURAIS E PRESSÕES ANTRÓPICAS

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
DIVERSIDADE TAXONÔMICA E FUNCIONAL DE PEIXES EM PRAIAS ARENOSAS DA COSTA DO RIO DE JANEIRO: GRADIENTES AMBIENTAIS NATURAIS E PRESSÕES ANTRÓPICAS
Autores
  • Pedro Henrique dos Reis Flor da Silva
  • Leonardo Almeida Freitas
  • Francisco Gerson Araújo
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Biológicas - Ecologia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324666-diversidade-taxonomica-e-funcional-de-peixes-em-praias-arenosas-da-costa-do-rio-de-janeiro--gradientes-ambientai
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
ictiofauna, urbanização costeira, praias arenosas, pegada humana, diversidade funcional
Resumo
As zonas costeiras estão entre os ecossistemas mais produtivos e dinâmicos do planeta, desempenhando funções ecológicas fundamentais e sustentando uma biodiversidade rica e funcionalmente diversa. No entanto, essas regiões vêm sofrendo intensos impactos decorrentes da urbanização, industrialização, poluição e mudanças climáticas, resultando na degradação de habitats, perda de espécies e alteração dos processos ecológicos. Essas transformações se intensificaram nas últimas décadas, tornando urgente compreender os padrões e mecanismos que regulam a estrutura e o funcionamento das comunidades biológicas costeiras. Este estudo teve como objetivo investigar a estrutura das comunidades de peixes em praias arenosas com diferentes graus de influência antrópica e características ambientais naturais, avaliando a composição taxonômica e funcional da ictiofauna e analisando como variáveis físico-químicas, naturais ou alteradas por ações humanas, influenciam sua diversidade. Foram avaliadas comunidades de peixes em 27 praias ao longo da costa do Rio de Janeiro, abrangendo os setores Norte, Central e Sul, por meio de arrastos de praia e medições de variáveis ambientais (temperatura, pH, oxigênio dissolvido, salinidade, transparência, inclinação, altura da onda e distância do rio), além da quantificação de índices de urbanização (IU) e de pegada humana (HFI). Seis índices de diversidade funcional (riqueza, equitabilidade, divergência, dispersão, originalidade e especialização) foram calculados, e a análise de coordenadas principais (PCoA) foi aplicada para identificar e agrupar as espécies em grupos funcionais baseados em seus traços funcionais. A pesquisa atendeu às diretrizes internacionais, nacionais e institucionais para uso de animais, conforme o protocolo da UFRRJ (nº 11874), e as coletas ocorreram sob Licença Permanente do ICMBio (SISBIO nº 10707), em conformidade legal e ética para pesquisa com fauna silvestre no Brasil. A partir de 81 amostras, foram registrados 30.228 indivíduos pertencentes a 64 espécies. Os resultados revelaram diferenças significativas entre os setores em termos de riqueza, abundância e biomassa, com gradiente crescente no sentido Norte–Sul. O setor Norte apresentou menor riqueza e biomassa, associado à alta turbidez e baixos valores de urbanização e HFI. Em contraste, o setor Sul registrou a maior riqueza, abundância e biomassa, além do maior IU, enquanto o setor Central, mesmo com urbanização intermediária, apresentou os maiores valores de HFI, refletindo pressões regionais mais intensas. A análise IndVal identificou espécies indicadoras distintas para os setores Norte (Trachinotus goodei) e Sul (Atherinella brasiliensis, Anchoa tricolor e Anchoa januaria), enquanto o setor Central não apresentou espécies indicadoras significativas. A PCoA distinguiu 12 grupos funcionais e revelou uma separação clara entre espécies demersais e pelágicas, indicando que a distribuição vertical constitui um importante fator estruturante dessas comunidades. Quanto à diversidade funcional, não houve dominância de um único setor, evidenciando distribuição complementar das características funcionais: o setor Norte apresentou os maiores valores de FEve e FDis, o setor Central destacou-se em FRic e FSpe, e o setor Sul obteve os valores mais elevados de FDiv e FOri, sendo que apenas FEve e FSpe apresentaram variação estatisticamente significativa entre os setores. Estes resultados evidenciam que tanto variáveis físico-químicas quanto gradientes de urbanização e pressão humana moldam a estrutura e composição das comunidades de peixes nas praias do estado do Rio de Janeiro. Considerando que o setor Sul demonstrou maior originalidade e diversidade funcional, este setor apresenta maior vulnerabilidade a perturbações ambientais, uma vez que abriga espécies com funções únicas e especializadas dificilmente substituíveis. Portanto, o setor Sul deve ser priorizado em políticas de conservação ambiental para proteger os papéis ecossistêmicos únicos desempenhados por suas espécies, garantindo a preservação das características funcionais.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Pedro Henrique dos Reis Flor da; FREITAS, Leonardo Almeida; ARAÚJO, Francisco Gerson. DIVERSIDADE TAXONÔMICA E FUNCIONAL DE PEIXES EM PRAIAS ARENOSAS DA COSTA DO RIO DE JANEIRO: GRADIENTES AMBIENTAIS NATURAIS E PRESSÕES ANTRÓPICAS.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324666-DIVERSIDADE-TAXONOMICA-E-FUNCIONAL-DE-PEIXES-EM-PRAIAS-ARENOSAS-DA-COSTA-DO-RIO-DE-JANEIRO--GRADIENTES-AMBIENTAI. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

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