Título do Trabalho
RELATO DE EXPERIÊNCIA – PIBID DE QUÍMICA E INCLUSÃO
Autores
  • Vanessa Dos Santos Freitas
  • Diovana Nogueira Marino
  • Flora Tambellini Silva
  • Isabela dos Anjos Chagas de Lana
  • Eric Triles
  • Stephany P. Heidelmann
  • Roberto Barbosa de Castilho
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Exatas e da Terra - Química
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324496-relato-de-experiencia--pibid-de-quimica-e-inclusao
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
acessibilidade; ensino de Química; inclusão; materiais táteis; PIBID.
Resumo
Este trabalho apresenta um relato de experiência desenvolvido no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) do curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), realizado no Colégio Estadual Clodomiro Vasconcelos, em Itaguaí – RJ, com foco na promoção da acessibilidade e inclusão no ensino de Química. A proposta surgiu da necessidade de adaptar práticas pedagógicas diante da presença de uma estudante com deficiência visual no 3º ano do ensino médio, demandando estratégias inovadoras que assegurassem o direito à aprendizagem, respeitando a diversidade e estimulando seu protagonismo. O objetivo central consistiu em adaptar conteúdos de Química Orgânica e Ambiental por meio da produção de materiais didáticos táteis, como modelos moleculares tridimensionais com identificação em braile, cartões adaptados e atividades laboratoriais acessíveis, permitindo a compreensão de conceitos abstratos como símbolos atômicos, geometria molecular e ligações químicas. A metodologia adotada seguiu abordagem qualitativa, descritiva e aplicada, com base na observação participativa e análise de práticas pedagógicas inclusivas, organizada em etapas de levantamento das necessidades da aluna, revisão teórica sobre inclusão e acessibilidade, planejamento das aulas, produção dos materiais, execução das atividades em sala e laboratório e avaliação contínua com coleta de dados por meio de registros fotográficos, diários de campo e questionários. Além disso, buscou-se garantir o protagonismo da estudante em todas as fases, de modo que ela não fosse apenas usuária dos recursos adaptados, mas também colaboradora ativa na avaliação e no aperfeiçoamento dos materiais, o que fortaleceu a dimensão participativa da pesquisa. Os resultados evidenciaram ganhos significativos no desenvolvimento cognitivo e pessoal da estudante, que demonstrou maior autonomia na interpretação de símbolos químicos, compreensão das estruturas moleculares e preparo para avaliações externas, como o ENEM. Além dos avanços individuais, o projeto estimulou a cultura inclusiva da escola, motivando professores e alunos a adotarem práticas inovadoras, como provas em braile e produção de moléculas em impressoras 3D, ampliando a consciência sobre acessibilidade no espaço escolar e fortalecendo o compromisso institucional com a equidade. Para os bolsistas, a experiência foi enriquecedora, promovendo o aprendizado do sistema braile, o desenvolvimento de competências técnicas e pedagógicas e o fortalecimento de valores como empatia, criatividade e comunicação inclusiva, que são fundamentais para o exercício da docência na perspectiva da diversidade. Os desafios enfrentados, como falhas nos primeiros protótipos e ajustes necessários na escrita em braile e na orientação espacial das moléculas, reforçaram que a inclusão é um processo contínuo, dialógico e colaborativo, exigindo escuta ativa, avaliação constante e adaptação permanente das práticas pedagógicas. A discussão desses resultados dialoga com Mantoan (1), ao afirmar que a inclusão não deve se limitar a adaptações superficiais, mas envolver transformações estruturais na escola; com Libâneo (2), que defende a necessidade de planejamento cuidadoso e criatividade na didática para assegurar a equidade entre os alunos; e com Bardin (3), que destaca a importância da categorização e interpretação qualitativa dos dados para a compreensão profunda dos processos educativos. Em conclusão, a experiência mostrou que práticas inclusivas no ensino de Química são viáveis e transformadoras, beneficiando a estudante, a comunidade escolar e os futuros docentes. Além de ampliar as possibilidades de aprendizagem para pessoas com deficiência visual, a iniciativa contribuiu para consolidar valores de cidadania e respeito à diversidade, demonstrando que a inclusão é um caminho necessário para a construção de uma educação acessível. 1. Referência 1: MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: o que é? Por quê? Como fazer? 11. ed. São Paulo: Moderna, 2003. 2. Referência 2: LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2013. 3. Referência 3: BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2011.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FREITAS, Vanessa Dos Santos et al.. RELATO DE EXPERIÊNCIA – PIBID DE QUÍMICA E INCLUSÃO.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324496-RELATO-DE-EXPERIENCIA--PIBID-DE-QUIMICA-E-INCLUSAO. Acesso em: 13/06/2026

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