Título do Trabalho
ESTOQUE DE BIOMASSA E CARBONO EM PLANTIOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL NO RIO DE JANEIRO
Autores
  • Marie Guerart da Silva Dutra
  • Naila Garcia Braga
  • Sara da Silva Vasconcelos
  • Nádia Luiza da Silva Brandão
  • Emanuel José Gomes de Araújo
  • Rafaella De Angeli Curto
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324425-estoque-de-biomassa-e-carbono-em-plantios-de-restauracao-florestal-no-rio-de-janeiro
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Regeneração Florestal; Mata Atlântica; Mudança do Clima.
Resumo
A elevação da temperatura terrestre, decorrente das altas emissões de CO₂ associadas às atividades humanas, resultou nas mudanças climáticas atualmente enfrentadas em escala global. No Brasil, o desmatamento é uma das principais fontes de emissões e a restauração florestal se apresenta como estratégia essencial para mitigar impactos e recuperar serviços ecossistêmicos. O presente estudo buscou quantificar e avaliar os estoques de biomassa e carbono em áreas de restauração de diferentes idades na Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA). A pesquisa foi realizada em quatro áreas de restauração florestal com 6, 11, 16 e 20 anos, onde foram alocadas unidades amostrais de 600 m² em delineamento sistemático para mensuração de todos os indivíduos com diâmetro à 1,30 m do solo (DAP) ≥ 5,0 cm. Foram mensurados o diâmetro e a altura total (Ht), variáveis utilizadas na estimativa da Biomassa Seca da Parte Aérea (BPA) por meio da equação alométrica proposta por Scolforo (1) para Floresta Ombrófila Densa: Ln(BPA) = –10,6409 + 2,1533·Ln(DAP) + 0,8248·Ln(Ht), a qual apresenta coeficiente de determinação ajustado (R²aj = 97,66%) e erro padrão de 34,99%. Os valores de biomassa obtidos foram posteriormente convertidos em carbono, adotando-se o fator de 0,47 (2), e extrapolados para hectare. Também foram calculadas estatísticas descritivas, distribuições em classes de DAP, Ht e estoque de carbono, além de intervalo de confiança (95%), teste t para comparação entre áreas. Os resultados indicaram que as áreas da REGUA apresentam valores médios de diâmetro, altura e área basal compatíveis com o estágio intermediário de regeneração, variando de 12,13 a 15,41 cm de DAP, 10,58 a 12,68 m de altura e 17,26 a 24,79 m²/ha de área basal. A distribuição diamétrica seguiu o padrão de “J invertido”, sugerindo recrutamento contínuo, enquanto a distribuição de alturas mostrou maior amplitude nas áreas mais antigas, com indivíduos alcançando até 30 m, refletindo o avanço da sucessão ecológica. O estoque de carbono aumentou conforme a idade das áreas, passando de 32,65 Mg/ha (6 anos) a 67,31 Mg/ha (20 anos), com diferença significativa apenas entre a área de 6 anos e as mais avançadas. Observou-se ainda que o carbono se concentra inicialmente em classes diamétricas menores, migrando gradualmente para classes superiores com o amadurecimento da floresta. Portanto, as áreas de restauração da REGUA apresentam trajetória sucessional positiva, com avanços estruturais e aumento contínuo de biomassa e carbono. As florestas jovens concentram indivíduos de menor porte e maiores taxas de crescimento, enquanto as mais antigas exibem maior complexidade estrutural, presença de árvores de maior diâmetro e maiores estoques de carbono, embora inferiores aos de florestas maduras. A área de 6 anos destacou-se por apresentar estoque significativamente menor, mas, entre 11, 16 e 20 anos, não houve diferenças estatísticas relevantes, refletindo a variabilidade natural da regeneração. Assim, as áreas estudadas encontram-se em estágio intermediário de recuperação, reforçando a relevância da restauração florestal para a mitigação das mudanças climáticas. 1. SCOLFORO, J. R. et al. Equações para o peso de matéria seca das fisionomias, em Minas Gerais. Inventário Florestal de Minas Gerais: Equações de Volume, Peso de Matéria Seca e Carbono para Diferentes Fitofisionomias da Flora Nativa. 2008. 2. IPCC – INTERGOVERNAMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE. 2006 IPCC guidelines for national greenhouse gas inventories: volume 4 – agriculture, forestry and other land use. Prepared by the National Greenhouse Gas Inventories Programme. Edited by EGGLESTON, H. S.; BUENDIA, L.; MIWA, K.; NGARA, T.; TANABE, K. Hayama, Japan: IGES – Institute for Global Environmental Strategies, 2006.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

DUTRA, Marie Guerart da Silva et al.. ESTOQUE DE BIOMASSA E CARBONO EM PLANTIOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL NO RIO DE JANEIRO.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324425-ESTOQUE-DE-BIOMASSA-E-CARBONO-EM-PLANTIOS-DE-RESTAURACAO-FLORESTAL-NO-RIO-DE-JANEIRO. Acesso em: 30/05/2026

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