NOVO MODELO DE EXERCÍCIO RESISTIDO EM SISTEMA DE POLIAS PRESERVA A FUNÇÃO VASCULAR E INDUZ HIPERTROFIA MUSCULAR EM RATOS

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
NOVO MODELO DE EXERCÍCIO RESISTIDO EM SISTEMA DE POLIAS PRESERVA A FUNÇÃO VASCULAR E INDUZ HIPERTROFIA MUSCULAR EM RATOS
Autores
  • Jéssica da Silva Santos
  • Ronaldo André Castelo dos Santos de Almeida
  • Letícia de Sousa Amorim
  • Raphael da Silva Lau
  • Wellington da Silva Côrtes
  • Anderson Luiz Bezerra da Silveira
  • Emerson Lopes Olivares
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Biológicas - Fisiologia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324423-novo-modelo-de-exercicio-resistido-em-sistema-de-polias-preserva-a-funcao-vascular-e-induz-hipertrofia-muscular-
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
treinamento de força, hipertrofia muscular, sistema de polias e colete.
Resumo
O treinamento resistido (TR) é amplamente reconhecido por seus benefícios à saúde e tem sido objeto de investigação em diferentes áreas, incluindo ciências do esporte, nutrição e medicina. Contudo, as restrições éticas e metodológicas em estudos com humanos tornam necessário o uso de modelos animais. A aplicação do TR em animais exige metodologias específicas, mas protocolos comuns apresentam limitações. Entre eles, destaca-se o método tradicional de escalar escadas com cargas presas à cauda, o qual, apesar de eficiente, pode prejudicar a circulação da artéria lateral da cauda e interferir em resultados fisiológicos, sobretudo em estudos com ratos espontaneamente hipertensos (SHR). Com base nessas limitações, o presente estudo propõe um novo modelo experimental de TR em ratos, utilizando um sistema de polias e colete para fixação das cargas, eliminando a necessidade de amarrar pesos à cauda. O aparato consiste em uma escada inclinada (80°) de 111,5 cm, equipada com degraus adequados e câmara de descanso no topo. As cargas eram presas ao colete do animal e tracionadas pelo sistema de polias, preservando cerca de 94% da sobrecarga original. Após o período de adaptação de sete dias, os animais foram divididos em dois grupos: grupo controle (CTR, sem exercício, n=4) e grupo treinado (TR, n=6), submetido a dez semanas de TR progressivo, três vezes por semana. O protocolo seguiu incrementos graduais de carga com base no teste de carga máxima transportada (MLCT), reavaliado periodicamente. O treinamento foi realizado em SHR, escolhidos por apresentarem características específicas relacionadas à hipertensão arterial. Os procedimentos deste estudo foram aprovados pela CEUA sob o nº 14/2022/ICBS/UFRRJ. Os resultados mostraram que, embora o grupo TR tenha apresentado menor ganho de peso corporal em relação ao CTR (p < 0.001), houve diferença significativa no peso do músculo flexor longo do hálux (FHL) (p < 0,01), mas não no sóleo. A diferença é atribuída ao predomínio de fibras rápidas no FHL, mais responsivas ao estímulo hipertrófico do TR, em contraste com a predominância de fibras vermelhas (oxidativas) no sóleo. A análise da expressão gênica por PCR incluiu os genes Trim63, MYF6 e FBXO32, selecionados por sua relevância no controle da massa muscular. O gene Trim63, envolvido na regulação do crescimento muscular e na degradação de proteínas associadas à atrofia, não apresentou diferenças significativas de expressão entre os grupos analisados (p > 0,05). Da mesma forma, a expressão do gene MYF6, relacionado ao processo de miogênese, manteve-se estável, sem diferenças estatisticamente significativas (p > 0,05). O gene FBXO32, associado à degradação proteica, também não apresentou variação significativa entre os grupos (p > 0,05). Além disso, houve aumento progressivo da força medida pelo MLCT, confirmando a efetividade do modelo para ganho de desempenho. Entre as vantagens do modelo, destacam-se a eliminação do risco de bloqueio da circulação caudal, a ausência de estímulos aversivos, a maior adaptação e conforto proporcionados pelo colete e a aplicabilidade em animais hipertensos, minimizando interferências hemodinâmicas. Por fim, o estudo apresenta um modelo alternativo, prático e refinado para TR em roedores, especialmente SHR. O protocolo permitiu ganhos de força, promoveu hipertrofia do FHL e não prejudicou a circulação da cauda, além de ser eticamente mais adequado.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Jéssica da Silva et al.. NOVO MODELO DE EXERCÍCIO RESISTIDO EM SISTEMA DE POLIAS PRESERVA A FUNÇÃO VASCULAR E INDUZ HIPERTROFIA MUSCULAR EM RATOS.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324423-NOVO-MODELO-DE-EXERCICIO-RESISTIDO-EM-SISTEMA-DE-POLIAS-PRESERVA-A-FUNCAO-VASCULAR-E-INDUZ-HIPERTROFIA-MUSCULAR-. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

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