ESTUDO DA CORROSÃO EM AÇO AISI 316L DE EQUIPAMENTO DO SISTEMA DE SECAGEM DE ZEÓLITA COM TEOR DE CLORETO DE AMÔNIO

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
ESTUDO DA CORROSÃO EM AÇO AISI 316L DE EQUIPAMENTO DO SISTEMA DE SECAGEM DE ZEÓLITA COM TEOR DE CLORETO DE AMÔNIO
Autores
  • JHENNIFER ARAUJO DE MENEZES
  • Simone Pereira Taguchi Borges
  • Téo Vinícius Coelho da Silva
  • Prof. Dr. Jorge Luiz Rosa
Modalidade
Resumo
Área temática
Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalurgia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324406-estudo-da-corrosao-em-aco-aisi-316l-de-equipamento-do-sistema-de-secagem-de-zeolita-com-teor-de-cloreto-de-amoni
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Aço inoxidável 316L, Corrosão, cloreto de amônio, zeólita
Resumo
O estudo investigou a corrosão de um equipamento de secagem de zeólita cuja hélice de transporte é feita de aço inoxidável austenítico AISI 316L, apresentando falha após seis meses de operação. Este tipo de aço é amplamente utilizado em indústrias de processo devido à sua combinação de propriedades e excelente resistência à corrosão, soldabilidade e tenacidade (1). Embora o AISI 316L seja projetado com cromo e níquel para estabilizar sua camada protetora contra cloretos, sua resistência pode ser comprometida por fatores como o pH e a temperatura do ambiente (2). A falha de um componente tão crítico como a hélice de transporte acarreta custos de manutenção elevados, que podem chegar a 50 mil reais por ano, para cada secador. Diante desse cenário, o objetivo central da pesquisa foi caracterizar detalhadamente a corrosão do material e estabelecer a relação entre a degradação observada e a presença de cloreto de amônio, um contaminante proveniente do processo de produção da zeólita. Amostras da hélice corroída foram coletadas e cortadas em chapas de aproximadamente 50x30mm com uma cortadeira de precisão. As amostras foram então lavadas com água desmineralizada e secas em estufa a 100°C por quatro horas, e a microestrutura foi avaliada por microscopia eletrônica de varredura (MEV) utilizando tanto elétrons secundários quanto retroespalhados. A análise elementar por escaneamento de energia dispersiva (EDS) foi empregada para determinar a composição química da superfície corroída, e a difratometria de raios X (DRX) foi utilizada para identificar as fases cristalinas presentes nas amostras. A superfície do material apresentava uma coloração marrom-alaranjada, indicativa de oxidação, com pontos brancos de contaminação por zeólita. As imagens de MEV confirmaram uma morfologia irregular na superfície corroída, com diversas trincas. A região da solda (identificada como a parte mais clara da micrografia) apresentou algumas porosidades, e a fratura ocorreu fora dessa área. A análise elementar por EDS na superfície identificou a composição com maior concentração da fase oxidada do ferro confirmando o processo de oxidação. Além dos elementos característicos do aço 316L, como cromo, níquel e molibdênio, também relatado por Mondesi (3). Foi identificada também a presença de silício e alumínio, que são componentes do aluminossilicato da zeólita do meio, e cloro possivelmente de contaminação de cloreto de amônio arrastado durante o processo industrial. O estudo aponta corrosão por pites do aço AISI 316L, induzida pela contaminação do ambiente de secagem. A falha da hélice foi uma consequência direta da perda de integridade do metal de base por corrosão sob tensão. Para minimizar o problema da corrosão o estudo indica a implementação de um quadro sistemático de medidas de proteção, o uso de recobrimentos no material ou a substituição do aço AISI 316L por ligas mais resistentes à corrosão como o aço Superduplex ou o Incoloy 800H, contudo maiores estudos precisam ser realizados para avaliar a eficiência dos materiais. 1. COLPAERT, H. Metalografia dos produtos siderúrgicos comuns. 4ª ed., P 527 2. SOUZA, F.M., SANTIAGO, R. SANTANA, A.I.C. Observação do efeito da concentração de Cloreto e do PH do meio oxidante sobre os processos corrosivos nos aços AISI 304 e 316. In INTERCORR2016, Nº 196, Búzios-RJ, 2016 3. MODENESI, Paulo J. Soldabilidade dos aços inoxidáveis. São Paulo: SENAI-SP; 2001. 100 p.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MENEZES, JHENNIFER ARAUJO DE et al.. ESTUDO DA CORROSÃO EM AÇO AISI 316L DE EQUIPAMENTO DO SISTEMA DE SECAGEM DE ZEÓLITA COM TEOR DE CLORETO DE AMÔNIO.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324406-ESTUDO-DA-CORROSAO-EM-ACO-AISI-316L-DE-EQUIPAMENTO-DO-SISTEMA-DE-SECAGEM-DE-ZEOLITA-COM-TEOR-DE-CLORETO-DE-AMONI. Acesso em: 30/05/2026

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