CARACTERIZAÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA DA MADEIRA DE ESPÉCIES NATIVAS DA MATA ATLÂNTICA PROVENIENTES DE REFLORESTAMENTO.

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
CARACTERIZAÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA DA MADEIRA DE ESPÉCIES NATIVAS DA MATA ATLÂNTICA PROVENIENTES DE REFLORESTAMENTO.
Autores
  • Lívia Martins Nunes Pereira
  • João Vicente Figueiredo Latorraca
  • Mariane da Silva Moreira
  • Glaycianne Christine Vieira dos Santos Ataíde
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324236-caracterizacao-anatomica-macroscopica-da-madeira-de-especies-nativas-da-mata-atlantica-provenientes-de-reflorest
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Anatomia da madeira, Identificação, Nativas
Resumo
A Mata Atlântica é um dos Biomas com a maior diversidade de espécies. Entretanto, também é um dos mais ameaçados, pois possui a maior taxa de degradação do Brasil. Recentemente, há um aumento dos plantios florestais com espécies nativas, buscando não só a recuperação das áreas inicialmente degradas, como também a geração de produtos. Todavia, são escassos trabalhos de caracterização anatômica de madeiras nativas. O reconhecimento da anatomia é fundamental para processos de transformação e fabricação desse material, isso ocorre pois as disposições e dimensões dos elementos presentes no lenho influenciam diretamente no processamento desse material. A anatomia da madeira é um dos métodos mais utilizados para a identificação de espécies florestais, por conta da singularidade da estrutura anatômica de cada espécie. O reconhecimento das propriedades anatômicas da madeira é fundamental para atender a ampla utilização desse material de maneira a evitar o uso desse recurso inadequadamente. Nesse sentido, objetivou-se realizar a caracterização anatômica da madeira de quatro espécies nativas da Mata Atlântica provenientes de plantios de reflorestamento: Angico vermelho (Parapiptadenia pterosperma), Ipê Felpudo (Zeyheria tuberculosa), Jacarandá da Bahia (Dalbergia nigra) e Vinhático (Plathymenia foliolosa). Para as análises, foram realizadas as descrições macroscópicas gerais, considerando também as propriedades organolépticas da madeira e a proporção de cerne e alburno. As fotomacrografias foram obtidas a partir de câmera 13 MP, com auxílio de uma lupa de 10x de aumento e processadas através do software ImageJ. Os resultados revelaram diferenças marcantes entre as espécies quanto à distinção de cerne e alburno, coloração, textura e organização dos elementos anatômicos. O angico vermelho apresentou cerne castanho-rosado bem distinto do alburno, textura fina a média, vasos pequenos a médios, numerosos e visíveis a olho nu, raios muito finos e não estratificados, com presença de parênquima axial paratraqueal vasicêntrico. O ipê felpudo, ao contrário, mostrou cerne e alburno indistintos, com coloração bege clara, textura média, vasos de diâmetro reduzido, pouco visíveis mesmo sob lente, frequentemente obstruídos por ipeína; com raios finos e estratificados, com presença de parênquima axial paratraqueal confluente, em faixas marginais e ocasionalmente vasicêntrico. O jacarandá-da-bahia se diferenciou pela presença de vasos médios a grandes, pouco numerosos e predominantemente solitários, com predominância de parênquima axial paratraqueal escasso e em finas faixas descontínuas; com cor amarelo-esbranquiçada e textura fina. Já o vinhático apresentou cerne amarelo-acastanhado contrastante com o alburno claro, textura fina a média, vasos pequenos a médios, relativamente numerosos, com raios muito finos, não estratificados e presença de parênquima axial paratraqueal predominantemente vasicêntrico. De maneira geral, todas as espécies analisadas apresentaram camadas de crescimento bem demarcadas por zonas fibrosas, embora a visibilidade e frequência dos vasos, bem como a estratificação dos raios, tenham sido os principais parâmetros de distinção entre as espécies. O angico vermelho e o vinhático destacaram-se pela maior visibilidade dos vasos sem auxílio de lentes, enquanto o ipê felpudo apresentou maior dificuldade de observação devido a presença de poros menores. Já o jacarandá-da-bahia foi diferenciado pela quantidade elevada de vasos em comparação às demais espécies. Assim, conclui-se que a análise anatômica possibilitou a identificação de maneira consistente, como a presença ou ausência de distinção entre cerne e alburno, a dimensão e abundância dos vasos, tipos de parênquimas axiais e o padrão de raios nas madeiras, os quais mostraram-se eficientes na diferenciação dessas espécies. Os resultados reforçam a relevância da caracterização macroscópica de madeiras como critério confiável e fundamental para identificação, com potencial de aplicação no reconhecimento de madeiras e, principalmente em processos de manejo em reflorestamentos.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PEREIRA, Lívia Martins Nunes et al.. CARACTERIZAÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA DA MADEIRA DE ESPÉCIES NATIVAS DA MATA ATLÂNTICA PROVENIENTES DE REFLORESTAMENTO... In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324236-CARACTERIZACAO-ANATOMICA-MACROSCOPICA-DA-MADEIRA-DE-ESPECIES-NATIVAS-DA-MATA-ATLANTICA-PROVENIENTES-DE-REFLOREST. Acesso em: 24/05/2026

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