MONITORAMENTO TERMOGRÁFICO DA FASE TÉRMICA DO SUBSTRATO COM DIFERENTES DENSIDADES DE OVOS DE HERMETIA ILLUCENS

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
MONITORAMENTO TERMOGRÁFICO DA FASE TÉRMICA DO SUBSTRATO COM DIFERENTES DENSIDADES DE OVOS DE HERMETIA ILLUCENS
Autores
  • Eduarda Azevedo Do Nascimento Silva
  • Davi Medeiros Reis da Silva
  • Amanda Cristina da Silva Segundo
  • Lavinya Paula Da Silva
  • Nicolas Suzano Dourado
  • Vinicius Pimentel Silva
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Zootecnia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324229-monitoramento-termografico-da-fase-termica-do-substrato-com-diferentes-densidades-de-ovos-de-hermetia-illucens
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Calor metabólico; Entomologia; Produção de inseto
Resumo
O desempenho produtivo da larva da mosca soldado negro (LMNS) pode ser influenciado pela temperatura do substrato, que se eleva pela associação entre a fermentação microbiana e metabolismo larval. O monitoramento térmico com câmeras infravermelhas permite identificar Hotspots (pontos quentes) associados à alta densidade larval e seus efeitos sobre a bioconversão. O objetivo do estudo foi avaliar o efeito de diferentes densidades de ovos postos para eclosão em substrato nutricional sobre a dinâmica térmica na criação da LMSN. O experimento foi conduzido no Laboratório de Bromatologia Animal. Os ovos das LMSN foram produzidos pela empresa Lets Fly (FAPERJ - E-26/290.012/2023). O projeto foi aprovado pela CEUA n° 0234-02-2025. Utilizou-se o delineamento inteiramente casualizado com medidas repetidas no tempo. Sendo o tratamento representado por 3 diferentes massas de ovos (g): 0,10; 0,20 e 0,30. Enquanto o efeito do tempo avaliado em 6 momentos (dias). Cada tratamento foi composto por cinco repetições (n= 5, caixas). O ensaio foi conduzido em caixas (24 x 34x 10,5 cm), com dieta à base de resíduo de pré-consumo humano, fibra de coco e amido. A mistura foi homogeneizada e ajustada para conter 83% de umidade. Foram adicionados 2,65 Kg de massa úmida da dieta/tratamento/caixa. A temperatura e a umidade da sala de criação foram monitoradas durante todo experimento com termo-higrômetro digital com sensor externo. As imagens termográficas do fundo das caixas foram coletadas do 10° ao 15° dia após a introdução dos ovos, sempre no período da manhã, utilizando câmera termográfica portátil HIKMICRO (modelo Poket2). A temperatura máxima (Tmáx, °C) na caixa foi registrada e utilizada para calcular a variação térmica (VarT, °C) entre o ambiente e a máxima registrada na caixa. Os valores médios das variáveis resposta foram avaliadas quanto a normalidade e homoscedasticidade e, atendendo as premissas, foram analisadas pela ANOVA incluindo medidas repetidas no tempo, utilizando o software “R Cran” (versão 4.5). As médias foram comparadas pelo teste Tukey a 5%. O aumento da massa de ovos postos no substrato para eclosão apresentou interação significativa para o efeito Ovos x dia (p<0,005) resultando em variações em Tmáx e VarT. Na inclusão de 0,2g e 0,3g de ovos, o pico térmico ocorreu no 10° dia do ciclo de criação, atingindo valores máximos de 34,6°C e 36,4°C, respectivamente. Enquanto a inclusão de 0,1g de ovos, o pico ocorreu no 11° dia com 35,8°C, indicando que maiores densidades causaram a antecipação da geração de calor metabólico. A variação térmica foi de 6,9 e 8,7°C para maiores densidades, enquanto para a menor densidade foi de 8,8°C. A partir do 13º dia, as temperaturas se mantiveram acima da registrada no ambiente, mas diminuíram gradualmente e tenderam a se igualar entre os tratamentos. Os resultados indicam que maiores densidades geram picos curtos de produção de calor, enquanto densidades menores prolongam a fase termofílica, influenciando a desidratação do substrato e o momento ideal para a separação mecânica em sistemas de produção de insetos. Sabe-se que o pico de produção de calor também está associado a umidade do substrato próximo a 50%, contudo, a variável umidade não foi quantificada no presente estudo. Conclui-se que a densidade larval altera a dinâmica térmica do substrato, consequentemente gera a necessidade de ajustes no manejo de separação e tempo de criação de LMSN.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Eduarda Azevedo Do Nascimento et al.. MONITORAMENTO TERMOGRÁFICO DA FASE TÉRMICA DO SUBSTRATO COM DIFERENTES DENSIDADES DE OVOS DE HERMETIA ILLUCENS.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324229-MONITORAMENTO-TERMOGRAFICO-DA-FASE-TERMICA-DO-SUBSTRATO-COM-DIFERENTES-DENSIDADES-DE-OVOS-DE-HERMETIA-ILLUCENS. Acesso em: 13/06/2026

Trabalho

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