SECAR OU NÃO SECAR? EFEITOS DA DESSECAÇÃO DO SEDIMENTO NA ECLOSÃO DOS OVOS DE RESISTÊNCIA DO ZOOPLÂNCTON

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
SECAR OU NÃO SECAR? EFEITOS DA DESSECAÇÃO DO SEDIMENTO NA ECLOSÃO DOS OVOS DE RESISTÊNCIA DO ZOOPLÂNCTON
Autores
  • Analuz Dias Rocha
  • Jayme Magalhães Santangelo
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Biológicas - Ecologia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324035-secar-ou-nao-secar-efeitos-da-dessecacao-do-sedimento-na-eclosao-dos-ovos-de-resistencia-do-zooplancton
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Dormência, diapausa, dessecação, sedimento
Resumo
Em ambientes aquáticos temporários, muitas espécies zooplanctônicas dependem da eclosão de ovos de resistência para a recolonização da coluna d’água a cada nova inundação. A formação desse banco de ovos no sedimento é uma estratégia de sobrevivência fundamental, que permite a persistência das populações durante as fases de seca. Compreender os fatores que modulam essa eclosão é crucial, especialmente em um cenário de mudanças climáticas que altera os regimes de seca e inundação, impactando diretamente a dinâmica e a resiliência desses frágeis ecossistemas. No entanto, a dessecação dos ovos nem sempre é um requisito para a eclosão, o que sugere uma complexa diversidade de respostas entre as diferentes espécies que compõem a comunidade. Já no laboratório, estudos com bancos de ovos podem incluir ou não a dessecação do sedimento. As diferentes abordagens têm como objetivo maximizar o número de eclosões, seja para avaliar o potencial de recuperação de uma área ou para entender a biodiversidade oculta no sedimento. O objetivo desse estudo foi comparar a eclosão de ovos de sedimentos úmidos, dessecados e de sua combinação (úmidos e dessecados juntos), esperando-se encontrar mais eclosões em tratamentos que combinem sedimentos úmidos e secos. Para tal, sedimentos úmidos foram coletados em 3 lagos de Seropédica (RJ). Para cada lago foram obtidas 6 alíquotas de sedimento. Metade dessas alíquotas foi dessecada por 55 dias. Após essa etapa, pares de sedimentos úmidos e/ou secos foram combinados de forma a produzir 3 tratamentos do sedimento para cada lago: (1) apenas úmidos; (2) apenas secos e (3) úmidos e secos combinados, totalizando 9 unidades experimentais. Os sedimentos foram incubados por 10 dias sob condições controladas de laboratório para garantir que apenas as variáveis do tratamento influenciassem o resultado, removendo-se os organismos eclodidos a cada 2 ou 3 dias para posterior contagem e identificação taxonômica. Ao final do estudo foram observados 2334 indivíduos de 17 táxons pertencentes a rotíferos, cladóceros, copépodes e ostrácodes. Não houve diferença estatisticamente significativa na riqueza de espécies. Já a abundância de eclosões foi significativamente maior no tratamento com sedimentos secos do que úmidos, não diferindo da mistura de sedimentos secos e úmidos. A composição de espécies baseada na similaridade de Bray-Curtis diferiu marginalmente (p = 0.09) entre os tratamentos, o que indica uma tendência de que as comunidades sejam diferentes, embora essa diferença não tenha sido forte o suficiente para ser considerada estatisticamente conclusiva neste experimento. Esses resultados mostram que a combinação de diferentes tratamentos no sedimento antes da incubação não resulta em comunidades distintas, mas que o número de eclosões difere. Tal fato pode estar ligado à uma maior quebra de dormência após a dessecação. Isso sugere que a seca funciona como um gatilho ambiental poderoso, sincronizando a eclosão de uma grande fração da comunidade assim que as condições se tornam favoráveis. Estudos que visem maximizar o número de espécies eclodidas podem testar outros fatores anteriormente à incubação, e não apenas durante a eclosão. A investigação de um espectro mais amplo de estímulos ambientais será essencial para um entendimento completo das estratégias de regeneração dessas comunidades.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ROCHA, Analuz Dias; SANTANGELO, Jayme Magalhães. SECAR OU NÃO SECAR? EFEITOS DA DESSECAÇÃO DO SEDIMENTO NA ECLOSÃO DOS OVOS DE RESISTÊNCIA DO ZOOPLÂNCTON.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1324035-SECAR-OU-NAO-SECAR-EFEITOS-DA-DESSECACAO-DO-SEDIMENTO-NA-ECLOSAO-DOS-OVOS-DE-RESISTENCIA-DO-ZOOPLANCTON. Acesso em: 30/05/2026

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