COMPOSIÇÃO DE ESPÉCIES DE ANUROS EM ÁREA HETEROGÊNEA DE VASSOURAS, MUNICÍPIO DO VALE DO CAFÉ, RIO DE JANEIRO, BRASIL

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
COMPOSIÇÃO DE ESPÉCIES DE ANUROS EM ÁREA HETEROGÊNEA DE VASSOURAS, MUNICÍPIO DO VALE DO CAFÉ, RIO DE JANEIRO, BRASIL
Autores
  • Iago Ferraz De Oliveira Silva
  • Victor Perrotta Filgueiras
  • Giselle Rocha Bittencourt Lima
  • Patrícia Alves Abrunhosa
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Biológicas - Ecologia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1323946-composicao-de-especies-de-anuros-em-area-heterogenea-de-vassouras-municipio-do-vale-do-cafe-rio-de-janeiro-br
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
biodiversidade, anurofauna, anuros, vassouras, ecologia
Resumo
A região do Médio Paraíba Fluminense, especialmente nos 15 municípios do Vale do Café, é marcada historicamente pela substituição da vegetação nativa pela cultura cafeeira e pecuária extensiva, resultando em extensas áreas degradadas ou perturbadas e impondo potenciais desafios à conservação das espécies. O Brasil abriga 1.202 das 7.867 espécies de anuros descritas até o momento, sendo cerca de 700 registradas na Floresta Atlântica, das quais 90% são endêmicas. Isso ressalta a importância do conhecimento sobre a fauna de regiões como o Vale do Café. No entanto, poucos dos seus municípios tiveram sua diversidade de anuros investigada. O presente trabalho (ainda em execução) objetiva, por meio do levantamento de espécies, enriquecer o conhecimento da composição da anurofauna em Vassouras, município do Vale do Café, Rio de Janeiro. O local de estudo é uma propriedade com cerca de 4.920 m² disponíveis para excursões de campo, composta por áreas de ocupação humana, áreas de vegetação heterogênea (fragmentos de floresta primária, bambuzais, áreas degradadas colonizadas por gramíneas e vegetações ciliares) e corpos hídricos (lago e riacho com cachoeiras). Os terrenos são irregulares, característica do relevo Mar de Morros, típico do Médio Paraíba Fluminense. Foram realizadas amostragens mensais, de 1-3 dias, entre dezembro de 2023 à julho de 2025, com visitas a todas as áreas, entre as 18:00 e 02:00 horas. Através de busca ativa por encontros visuais e acústicos, registramos a diversidade de espécies e identificamos os ambientes utilizados. Indivíduos encontrados eram gravados, quando em atividade acústica, fotografados e, eventualmente, coletados como espécimens-testemunho. Em 34 campos, distribuídos em 17 meses, registramos 15 espécies, divididas em seis famílias: Bufonidae (Rhinella crucifer e R. icterica), Cycloramphidae (Thoropa miliaris), Hylidae (Boana albomarginata, B. faber, B. semilineata, Dendropsophus anceps, D. bipunctatus, D. elegans e Scinax alter), Leptodactylidae (Adenomera marmorata, Leptodactylus labyrinthicus e L. latrans), Microhylidae (Chiasmocleis lacrimae) e Phyllomedusidae (Phyllomedusa burmeisteri). A família com maior riqueza de espécies foi Hylidae (≈46,7%) seguida de Leptodactylidae (≈20%), Bufonidae (≈13,3%) e as demais (≈6,7% cada). O ambiente com maior diversidade foi o lago e seu entorno, onde a maioria das espécies foi encontrada pelo menos uma vez, com exceção de B. albomarginata, C. lacrimae, D. anceps e R. crucifer. Nas regiões de ocupação humana, foram encontradas R. icterica, R. crucifer, T. miliaris, B. faber e D. anceps. Nas regiões marginais às cachoeiras e riachos registramos R. crucifer, R. icterica, T. miliaris, L. latrans e C. lacrimae. Em bambuzais e capinzais registramos coros de A. cf. marmorata. Em fragmentos florestais mais distantes das fontes de água não foram encontrados indivíduos. A única espécie que vocalizou durante todo o período foi B. faber. As demais vocalizaram de forma menos regular, mesmo durante a estação chuvosa (novembro à março). Não encontramos registros de R. crucifer, T. miliaris e L. labyrinthicus em levantamentos anteriores realizados em municípios dos arredores. A diversidade de espécies registradas na propriedade, que representa apenas um pequeno recorte da região, revela a potencial riqueza da região do Vale do Café. Além disso, embora essas espécies não sejam consideradas ameaçadas de acordo com a IUCN, os anuros como um todo representam um grupo de risco frente às mudanças climáticas e perda de habitat. Associado ao histórico de degradação do Médio Paraíba Fluminense, reforçamos a importância de estudos como esse, uma vez que geram dados imprescindíveis para a elaboração de medidas de conservação e educação ambiental, potenciais que podem ser explorados positivamente devido ao crescente interesse turístico e social do Vale do Café em natureza e meio ambiente.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Iago Ferraz De Oliveira et al.. COMPOSIÇÃO DE ESPÉCIES DE ANUROS EM ÁREA HETEROGÊNEA DE VASSOURAS, MUNICÍPIO DO VALE DO CAFÉ, RIO DE JANEIRO, BRASIL.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1323946-COMPOSICAO-DE-ESPECIES-DE-ANUROS-EM-AREA-HETEROGENEA-DE-VASSOURAS-MUNICIPIO-DO-VALE-DO-CAFE-RIO-DE-JANEIRO-BR. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

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