COMO O TRANSPORTE PÚBLICO PODE SER UM FATOR DE INCLUSÃO/EXCLUSÃO, AS LINHAS DE ÔNIBUS 114I E 412I COMO ESTUDO DE CASO

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
COMO O TRANSPORTE PÚBLICO PODE SER UM FATOR DE INCLUSÃO/EXCLUSÃO, AS LINHAS DE ÔNIBUS 114I E 412I COMO ESTUDO DE CASO
Autores
  • Willian Xavier de Souza
  • Lirian Melchior
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Geografia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1323911-como-o-transporte-publico-pode-ser-um-fator-de-inclusaoexclusao-as-linhas-de-onibus-114i-e-412i-como-estudo-de
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Mobilidade urbana, baixada fluminense, transporte público, segregação
Resumo
O transporte público se posiciona dentro da vida de corpos periféricos como parte de sua rotina e algo que será determinante dentro de suas dinâmicas e circulações dentro do espaço geográfico. Na região metropolitana do Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense concentra alguns dos piores índices relacionados a distância, qualidade de transporte e custos de deslocamento, com isso, o transporte público frequentemente atua como fator de aumento da segregação socioespacial, contradizendo com o objetivo inicial de uma malha de transporte público, que é utilizada para reduzir desigualdades e promover integração urbana. Esta pesquisa integra um projeto maior intitulado “Mobilidade pendular e reestruturação metropolitana do Rio de Janeiro” e possui como objeto de análise de como o transporte público é um agente fundamental para promover a segregação socioespacial da população. Desde 2023, o DETRO (Departamento de transportes rodoviários) vem trabalhando a implementação de novas linhas de ônibus na região metropolitana, principalmente na Baixada Fluminense. Com o apoio da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e das prefeituras das cidades de Seropédica e Japeri, foram criadas as linhas 114I Japeri X Seropédica e 412I Pavuna X Seropédica, tentando solucionar parte dos graves problemas de deslocamento urbano de cidades extremamente segregadas, como Japeri e Seropédica. Passados cerca de dois anos de implementação dos novos serviços, realizamos uma análise qualitativa e quantitativa dos impactos positivos e negativos que ambas as linhas tiveram para seus usuários, diante disso, é possível trazer a questão de inclusão ou exclusão que o transporte público pode gerar para a população da periferia, o estudo buscou não apenas entender a viabilidade operacional dos serviços, mas entender seu potencial inclusivo ou excludente, através de barreiras que impedem de cumprir seu objetivo social. Para a realização deste trabalho tivemos como referências principais as obras de David Harvey, Milton Santos e Eduardo Vasconcellos que nos ajudaram à reflexão teórica sobre mobilidade, transportes e segregação socioespacial. Além disto realizamos análises de dados através de informações fornecidas pelo DETRO e pelas empresas de ônibus e aplicamos 100 questionários aos usuários das linhas. Os resultados obtidos demonstram um contraste significativo entre as duas linhas, evidenciando o papel das operadoras privadas na dinâmica de mobilidade regional. Com a análise feita em ambas as linhas, foi possível destacar que a operação da Transportes Blanco na linha Seropédica X Japeri apresenta como fator determinante para a não adesão de usuários a falta de qualidade do serviço, com intervalos altos e falhas mecânicas constantes. Além disto, a linha circula com apenas um veículo que possuí 15 anos de uso e não possui elevador de cadeirantes. Já na linha Seropédica X Pavuna, os usuários destacaram a qualidade dos serviços da Linave Transportes, que desde o seu início de impantação, a linha segue investindo e atraindo os usuários, o que justifica a crescente adesão ao serviço, no entanto, sua tarifa de R$ 11,15 é fator determinante para a segregação da população de baixa renda e seu afastamento desse novo serviço. De acordo com Vasconcellos (2000, p. 195), “o transporte é um serviço vital para qualquer sociedade. Ele assegura o direito à comunicação, integra o espaço e as atividades e é essencial para a economia”, no entanto, na Baixada Fluminense, o transporte público age como um vetor de desigualdade e não como integrador social, as linhas estudadas são exemplos de como fatores múltiplos podem interferir no papel que Vasconcellos destaca para o transporte. Referências bibliográficas: HARVEY, David. Cidades Rebeldes, 2012 SANTOS, Milton. Espaço e Sociedade. Petrópolis: Vozes, 1979. VASCONCELLOS, Eduardo Alcântara. Transporte urbano nos países em desenvolvimento: reflexões e propostas. 3. Ed – São Paulo: Annablume, 2000.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUZA, Willian Xavier de; MELCHIOR, Lirian. COMO O TRANSPORTE PÚBLICO PODE SER UM FATOR DE INCLUSÃO/EXCLUSÃO, AS LINHAS DE ÔNIBUS 114I E 412I COMO ESTUDO DE CASO.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1323911-COMO-O-TRANSPORTE-PUBLICO-PODE-SER-UM-FATOR-DE-INCLUSAOEXCLUSAO-AS-LINHAS-DE-ONIBUS-114I-E-412I-COMO-ESTUDO-DE. Acesso em: 30/05/2026

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