Título do Trabalho
CARACTERÍSTICA FÍSICO- QUÍMICAS DO COLOSTRO E LEITE DE ÉGUAS DA RAÇA MANGALARGA MARCHADOR
Autores
  • Yasmin Fonseca
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Zootecnia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1323787-caracteristica-fisico--quimicas-do-colostro-e-leite-de-eguas-da-raca--mangalarga-marchador
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
leite equino; nutrição animal; composição físico -química; potros.
Resumo
Autores: Yasmin Fernandes Fonseca, Giovanna da Silva Reis, Adriana de Lima e Silva, Márcio Reis Pereira de Sousa, Fernando Queiroz de Almeida, Maria Izabel Vieira de Almeida O estudo da composição do leite equino é relevante para compreender sua contribuição no desenvolvimento de potros e seu potencial uso para consumo humano, apresenta características nutricionais distintas do leite bovino, como maior teor de lactose e menor teor de gordura, favorecendo digestibilidade e aplicações terapêuticas (1,2). Colostro é essencial por fornecer imunidade passiva por meio de imunoglobulinas e nutrientes fundamentais ao desenvolvimento dos neonatos, enquanto o leite equino tem sido estudado como alternativa nutricional em casos de alergia a proteínas do leite bovino, em dietas de idosos e como terapia auxiliar em doenças metabólicas, gastrointestinais e inflamatórias (3,4). Considerando esses aspectos, o objetivo foi avaliar a composição físico-química do colostro e leite de éguas da raça Mangalarga Marchador, determinando seus principais constituintes e discutindo seu potencial de aproveitamento no consumo humano. O estudo foi conduzido no setor de Equinocultura da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, utilizando 11 éguas lactantes mantidas em sistema de creep-feeding com potros em pastagens de Cynodon dactylon. Foram coletadas amostras de colostro no dia do parto e de leite entre 60 e 120 dias pós-parto, armazenadas a -18 °C até análise. Foram determinados teores de gordura, proteína, lactose, sólidos totais, sólidos não gordurosos, densidade, ponto crioscópico e contagem padrão em placas, conforme metodologias da AOAC (1995), Silva & Queiroz (2002) e Tronco (2010). Os dados foram avaliados em delineamento inteiramente casualizado. Resultados demonstraram que o leite apresentou baixo teor de gordura (0,73 ± 0,38%), proteína estável (3,45 ± 0,08%), lactose elevada (5,10 ± 0,08%), sólidos não gordurosos de 9,26 ± 0,20% e densidade média de 1,034 g/mL, com ponto crioscópico de -0,579 °C. A qualidade microbiológica foi considerada satisfatória, com contagem padrão média em placas de 663,6 UFC/mL. Esses achados confirmam o perfil característico do leite equino, mais rico em lactose que o leite bovino (5,10% x 4,5% respectivamente), tornando-o mais digestível e atrativo para formulação de produtos alternativos. A estabilidade dos teores de proteína e a baixa variação da densidade reforçam sua consistência nutricional, enquanto o baixo teor lipídico pode ser vantajoso para dietas especiais. Do ponto de vista zootécnico, os resultados sustentam a adequação do leite das éguas Mangalarga Marchador às exigências nutricionais dos potros, especialmente nos primeiros meses de vida, além de evidenciar seu potencial de aproveitamento humano, tanto in natura quanto no desenvolvimento de derivados funcionais. Conclui-se que o leite das éguas Mangalarga Marchador apresenta perfil físico-químico adequado ao crescimento dos potros e potencial promissor como alternativa ao leite bovino, associando qualidade nutricional, digestibilidade e boas condições higiênico-sanitárias. Referências 1.Oftedal et al., The composition of hooded seal (Cystophora cristata) milk: an adaptation for postnatal fattening. Can J Zool. 1988;66:318–322.2. 2.Santos et al., Lactação em éguas da raça Mangalarga Marchador: produção e composição do leite e ganho de peso dos potros lactentes, 2005. 3.Motta et al., Performance and milk fatty acid composition of dairy cows fed sugar cane-based diets containing increasing levels of sunflower oil 2011. 4.Oliveira et al., Composição físico-química de leites em diferentes fases de lactação. Revista Acadêmica: Ciência Animal, vol. 8, n.º 5.Reis et al., Composição do leite de éguas da raça Mangalarga Marchador v. 66, n. 2, pp. 130-135, abriljunho de 2007 6.Prestes et al., Estudo do leite de éguas sadias ou portadoras de mastite subclínica, pelo teste de Whiteside, análise microbiológica e contagem de células somáticas. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 1999; 36(3-8).
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FONSECA, Yasmin. CARACTERÍSTICA FÍSICO- QUÍMICAS DO COLOSTRO E LEITE DE ÉGUAS DA RAÇA MANGALARGA MARCHADOR.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1323787-CARACTERISTICA-FISICO--QUIMICAS-DO-COLOSTRO-E-LEITE-DE-EGUAS-DA-RACA--MANGALARGA-MARCHADOR. Acesso em: 13/06/2026

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