NOMES DE ESCRAVIDÃO E NOMES DE LIBERDADE (FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DA CANDELÁRIA, RIO DE JANEIRO, SÉCULO XVIII)

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
NOMES DE ESCRAVIDÃO E NOMES DE LIBERDADE (FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DA CANDELÁRIA, RIO DE JANEIRO, SÉCULO XVIII)
Autores
  • Larissa da Silva Loubach
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - História
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1323774-nomes-de-escravidao-e-nomes-de-liberdade-(freguesia-de-nossa-senhora-da-candelaria-rio-de-janeiro-seculo-xviii
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Escravidão, liberdade, batismo, onomástica, Rio de Janeiro colonial, Nossa Senhora da Candelária, século XVIII, nomes de escravizados, nomes de livres, registros paroquiais, catolicismo, calendário litúrgico, identidade colonial, sociedade escravista.
Resumo
Introdução: O trabalho analisa os nomes das pessoas batizadas como livres e batizadas como escravas na freguesia de Nossa Senhora da Candelária, cidade e capitania do Rio de Janeiro, durante o século XVIII. Baseada em numerosos e detalhados registros paroquiais de batismo, a pesquisa salienta a grande e fulcral importância do sacramento católico para perceber a diferença das formas de nomear escravos e livres no ato batismal. Cabe ressaltar que a freguesia escolhida se localizava no centro da cidade do Rio de Janeiro, que, durante o século XVIII, era a porta de entrada e de saída da região das minas gerais, posteriormente denominada de capitania de Minas Gerais. Mais do que isso, era nesta vital freguesia que, até os anos 1770, desembarcavam os cativos africanos vindos de diferentes lugares deste continente do além mar. Sendo assim, a análise dos batismos das populações livre e escrava ressalta um contexto de grande expansão do comércio atlântico de cativos e de pujança da atividade aurífera em Minas e mercantil na cidade do Rio de Janeiro. Naquele contexto, era preciso nomear os que nasciam livres e os que nasciam escravos, pois vigorava o princípio do Mater certa, pater incertus, isto é, a condição de livre ou de escravo dependia da condição jurídica das mães, não dos pais, uma vez que a hierarquia escravista influenciava na prática de nomeação. Materiais e métodos: Para realizar esta abordagem sobre as práticas de nomeação, a pesquisa de iniciação científica está calcada em registros de batismo da referida freguesia para o século XVIII. Os registros de batismos são fontes adequadas para tal fim porque informam data e local dos batismos, nomes dos pais, das mães, dos padrinhos, das madrinhas, dos padres batizantes, dos padres redatores dos assentos e outras informações eventuais como alforria de pia (alforria no ato batismo) etc. A partir de tais informações, aplicamos a técnica quantitativa para medir a frequência de determinados nomes para escravos e de outros determinados nomes para livres, como tendência dominante, não como regra fixa. Escolástica, Felicidade e Bento, por exemplo, eram nomes utilizados muito mais para escravos do que para livres. Além de medir a prática de nomeação de acordo com a condição jurídica das mães, a pesquisa observa se os nomes dos pais, das mães, dos padrinhos e das madrinhas interferiam nos nomes dados aos batizados, assim como se padres batizantes ou redatores escolhiam os nomes. Por fim, a investigação utiliza o calendário litúrgico com o objetivo de verificar se os nomes obedeciam ou não a influências do referido calendário. Resultados: Os resultados alcançados até o momento demonstram que havia nomes mais utilizados para escravos e outros mais dirigidos para livres, mas igualmente constatam que os nomes dos pais, das mães, dos padrinhos, das madrinhas, dos padres redatores dos assentos e dos padres batizantes também pesavam nas práticas de nomeação, inclusive a influência dos sacerdotes em escolher os nomes. O calendário devocional também foi igualmente importante. Conclusão: Pelos dados da pesquisa, podemos concluir que as hierarquias escravistas, o parentesco espiritual (padrinhos e madrinhas), a paternidade, a maternidade e o catolicismo, por meio do calendário litúrgico, moldaram a identidade e as identificações nominais da população da América portuguesa.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LOUBACH, Larissa da Silva. NOMES DE ESCRAVIDÃO E NOMES DE LIBERDADE (FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DA CANDELÁRIA, RIO DE JANEIRO, SÉCULO XVIII).. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1323774-NOMES-DE-ESCRAVIDAO-E-NOMES-DE-LIBERDADE-(FREGUESIA-DE-NOSSA-SENHORA-DA-CANDELARIA-RIO-DE-JANEIRO-SECULO-XVIII. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

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