VÉRTEBRA TRANSICIONAL LOMBOSACRA ASSOCIADA À LUXAÇÃO MEDIAL DE PATELA UNILATERAL EM FELINO – RELATO DE CASO

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
VÉRTEBRA TRANSICIONAL LOMBOSACRA ASSOCIADA À LUXAÇÃO MEDIAL DE PATELA UNILATERAL EM FELINO – RELATO DE CASO
Autores
  • Edmilla Pastor Marquez
  • Alexandre Martins Ferreira
  • Bianca da Silva Salmon Pompeu
  • Hélio José Santos Bagetti Filho
  • Marcelo Abidu Figueiredo
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1323600-vertebra-transicional-lombosacra-associada-a-luxacao-medial-de-patela-unilateral-em-felino--relato-de-caso
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Vértebra transicional, felinos, radiologia.
Resumo
A vértebra transicional é a anormalidade espinal congênita mais comum em gatos (NEWITT et al., 2008; NEWITT et al., 2009), com maior incidência nas junções sacrocaudal e toracolombar e não tendo associação com sinais clínicos (NEWITT et al., 2008). A vértebra transicional lombosacra (VTLS) é definida como uma vértebra anormal situada entre a última vértebra lombar normal e a primeira vértebra sacral normal; geralmente, essa vértebra tem características de ambos os segmentos e pode ser simétrica ou assimétrica na morfologia (NEWITT et al., 2009). Anormalidades na junção lombosacra são relativamente incomuns em gatos. As alterações mais comuns são sacralização de L7 e a lombarização de S1, com uma distribuição semelhante aos cães, com sacralização de L7 mais comum que a lombarização de S1 (NEWITT et al., 2008). A luxação patelar tem sido infrequentemente relatada em gatos (DÜZGÜN, 2005; LOUGHIN et al., 2006) e quando ocorre, geralmente a patela luxa medialmente. A condição pode ser uni ou bilateral, podendo resultar de malformações congênitas ou secundário a trauma. Os sinais clínicos podem incluir o bloqueio articular do joelho após extensão, andar arrastado ou agachado. Apesar da luxação patelar poder resultar em claudicação, os gatos afetados não são sempre claudicantes e uma luxação de patela oculta pode ser um achado incidental (LOUGHIN et al., 2006). O objetivo deste relato é a caracterização de um felino com vértebra transicional lombosacra associada à luxação medial de patela unilateral. Foi atendido em uma clínica veterinária localizada no Rio de Janeiro, um felino sem raça definida, jovem, macho, não castrado, apresentando claudicação de membro pélvico direito, sem histórico conhecido de trauma. O animal foi submetido a exame radiográfico da pelve, sendo posicionado utilizando contenção mecânica nos decúbitos lateral direito e dorsal para aquisição das imagens. A imagem radiográfica da incidência ventrodorsal demonstrou presença de vértebra transicional lombosacra assimétrica tipo 3 do lado direito com fusão do processo transverso ao sacro e inserido ao ílio e tipo 1 do lado esquerdo com processo transverso curto, direcionado lateralmente, parcialmente em contato com o ílio e extremidade livre. Nota-se ainda dois processos espinhosos em sacro, luxação medial em patela direita. A incidência laterolateral direita demonstrou espaço discal de dimensões reduzidas entre o sacro e a vértebra pré-sacral e sacro composto de apenas dois elementos vertebrais. Pressupõem-se, como a imagem não contempla a totalidade das vértebras lombares, pela posição da vértebra pré-sacral entre as asas dos ílios, que há uma possível sacralização de L7 (vértebra pré-sacral) e não fusão de S3 ao sacro. O caso relatado demonstrou VTLS e luxação patelar medial em um gato que apresentou claudicação em membro pélvico direito, sem histórico de trauma. Os achados radiográficos foram compatíveis com VTLS tipo 3 segundo classificação proposta por Lappalainen et al. (2012), e luxação patelar medial direita. A patela direita permaneceu luxada medialmente sendo possível o registro na imagem radiográfica do seu deslocamento, supondo-se assim que se tratava de uma luxação medial de grau 3, corroborando os dados de Cerná et al. (2021) de que na maioria dos casos investigados em seu estudo de luxação patelar unilateral, a mesma se deu medialmente, sendo observado a luxação medial de grau 3 somente na patela direita não havendo explicação para essa maior incidência. A luxação patelar medial unilateral congênita, apesar de menos frequente em gatos, deve ser considerada como causa de claudicação do membro pélvico sem histórico de trauma. A identificação de VTLS é um achado incidental, não contribuindo a princípio para a sintomatologia do animal. O relato contribui para a catalogação de condições incomuns e concomitantes, fornecendo dados epidemiológicos a estudos futuros que podem viabilizar estratégias de controle genético dessas afecções.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MARQUEZ, Edmilla Pastor et al.. VÉRTEBRA TRANSICIONAL LOMBOSACRA ASSOCIADA À LUXAÇÃO MEDIAL DE PATELA UNILATERAL EM FELINO – RELATO DE CASO.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1323600-VERTEBRA-TRANSICIONAL-LOMBOSACRA-ASSOCIADA-A-LUXACAO-MEDIAL-DE-PATELA-UNILATERAL-EM-FELINO--RELATO-DE-CASO. Acesso em: 11/05/2026

Trabalho

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