MAPAS DE DISTRIBUIÇÃO DE MINERAIS SECUNDÁRIOS EM AMÍGDALAS DE BASALTOS DA FORMAÇÃO VALE DO SOL EM SANTA CATARINA E SUA APLICAÇÃO EM PROJETOS DE SEQUESTRO DE CARBONO.

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
MAPAS DE DISTRIBUIÇÃO DE MINERAIS SECUNDÁRIOS EM AMÍGDALAS DE BASALTOS DA FORMAÇÃO VALE DO SOL EM SANTA CATARINA E SUA APLICAÇÃO EM PROJETOS DE SEQUESTRO DE CARBONO.
Autores
  • Pietra Rocha Gomes
  • Sérgio de Castro Valente
  • Theresa Rocco Pereira Barbosa
  • Bruna Vale de Oliveira
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Exatas e da Terra - GeoCiências
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1323510-mapas-de-distribuicao-de-minerais-secundarios%a0em-amigdalas-de-basaltos-da-formacao-vale-do-sol%a0em%a0santa-catarina
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Captura de Carbono, Minerais secundários, Basalto
Resumo
Projetos para a captura e sequestro de carbono por mineralização em basaltos têm sido propostos como um meio de atenuar os efeitos danosos das emissões de CO2 na atmosfera. Os basaltos são rochas adequadas para esse tipo de projeto, pois seus minerais primários contêm íons bivalentes, como magnésio (Mg), cálcio (Ca) e ferro (Fe), que reagem para gerar carbonatos. Esses carbonatos, por sua vez, aprisionam o CO2 em suas estruturas cristalinas. Além disso nos basaltos frequentemente ocorre a mineralização de minerais secundários como argilominerais com Fe2+, como as esmectitas, podem vir a formar siderita, um carbonato de ferro. A presença de diferentes texturas e estruturas nos basaltos, conhecidas como litofácies, pode criar excelentes reservatórios para os fluidos mineralizantes que são injetados nessas rochas. A Formação Vale do Sol, que faz parte do Grupo Serra Geral, na Bacia do Paraná, é constituída de basaltos da Província Magmática do Paraná (PMP). Com um volume superior a 600.000 km³ e uma extensão maior que 1.000.000 km², a PMP se tornou uma área de grande interesse para projetos de CCS no Brasil. Uma das características dessas rochas são as suas cavidades (vesículas, poros e amígdalas) que, depois de formadas, são preenchidas por minerais secundários. Este estudo de iniciação científica investigou a distribuição desses minerais em três associações de litofácies (Peperito, Simple Pahoehoe e Rubbly Pahoehoe) da Formação Vale do Sol numa área do estado de Santa Catarina:. A metodologia utilizada incluiu uma etapa de revisão bibliográfica, compilação de dados de campo, análises petrográficas em escalas macroscópica e microscópica, organização do banco de dados, planilhamento e o geoprocessamento de dados utilizando ferramentas como o Google Earth Engine e o Qgis. As descrições petrográficas (microscopia) revelaram a presença de minerais secundários como celadonita, esmectita, quartzo, zeólita e carbonato, dispersos pelas matrizes e preenchendo cavidades em diferentes proporções nas rochas estudadas. A presença e o tipo de minerais secundários em cada litofácies influenciam diretamente a qualidade das rochas como reservatório. Por exemplo, a ocorrência de quartzo junto de zeólitas nas mesmas cavidades pode criar uma barreira para a percolação do fluido carbonatado, já que o quartzo não reage com o CO2. Porém, ele pode funcionar como um selante para o reservatório pelo mesmo motivo. A partir da organização e análise desses dados, foram elaborados mapas de calor para visualizar a distribuição desses minerais secundários nas cavidades das rochas. Esses mapas demonstraram geograficamente a concentração desses minerais em diferentes associações de litofácies, o que permitiu identificar zonas com maior ou menor potencial para a mineralização e aprisionamento de carbono levando em consideração minerais secundários mais ou menos reativos ao CO2. Apesar dos mapas isoladamente não servirem a tomadas de decisões quanto à injeção de fluidos carbonatados, principalmente devido a vieses de amostragem, eles permitem identificar espacialmente onde estão as associações de litofácies com maior concentração de minerais secundários relevantes, como carbonatos, esmectitas e zeólitas, que são essenciais para transformação do CO2 injetado em minerais estáveis ou o quartzo e a celadonita que atuariam como selantes de reservatórios. Os resultados da pesquisa mostraram que métodos simples e de baixo custo, como análises petrográficas de minerais secundários e uso de mapas de calor para a visualização de suas distribuições geográficas, podem ser utilizados como primeiro critério para identificar o potencial de diferentes associaçõs de litofácies para projetos de captura e sequestro de carbono.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GOMES, Pietra Rocha et al.. MAPAS DE DISTRIBUIÇÃO DE MINERAIS SECUNDÁRIOS EM AMÍGDALAS DE BASALTOS DA FORMAÇÃO VALE DO SOL EM SANTA CATARINA E SUA APLICAÇÃO EM PROJETOS DE SEQUESTRO DE CARBONO... In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1323510-MAPAS-DE-DISTRIBUICAO-DE-MINERAIS-SECUNDARIOS%a0EM-AMIGDALAS-DE-BASALTOS-DA-FORMACAO-VALE-DO-SOL%a0EM%a0SANTA-CATARINA. Acesso em: 30/05/2026

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