Título do Trabalho
PATRIMÔNIO CULTURAL E ARTE: IMPACTOS DO ENSINO PELA IMAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Autores
  • Nathália Ferreira Nunes
Modalidade
Resumo
Área temática
Linguística, Letras e Artes - Artes
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1323474-patrimonio-cultural-e-arte--impactos-do-ensino-pela-imagem-na-educacao-infantil
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Educação Infantil; Patrimônio Cultural; Arte.
Resumo
O presente trabalho apresenta uma abordagem sobre o patrimônio cultural na educação infantil por meio de uma educação patrimonial pautada no ensino pela imagem. No anteprojeto de 1936, Mário de Andrade (IPHAN, 2002) critica a falta de atenção à educação pela imagem, refletindo a visão da sociedade de sua época sobre a subestimação desenho infantil (Coutinho, 2002). A pesquisa parte dessa desvalorização e da necessidade de reconhecimento do protagonismo infantil, por meio da arte, em uma perspectiva de aproximação ao patrimônio cultural. A arte é proposta como ferramenta para facilitar o acesso e vivência do patrimônio cultural por meio da leitura visual e práticas artísticas. O trabalho propõe por meio da arte um diálogo entre a educação patrimonial pela imagem no contexto educacional da educação infantil. O objetivo geral foi investigar como a Educação Patrimonial pautada no ensino pela imagem pode valorizar as práticas artísticas das crianças na Educação Infantil. Dessa maneira, buscou-se entender como essas abordagens poderiam promover o protagonismo infantil e quais as possibilidades e desafios da prática docente ao realizar atividades artísticas nesta etapa. Foi necessário também analisar a importância das referências imagéticas nas aulas de arte para o reconhecimento dos patrimônios culturais. A metodologia utilizada foi qualitativa, envolvendo revisão bibliográfica para identificar contribuições teóricas sobre o tema, além da coleta de dados realizada por meio de registros fotográficos das atividades, anotações em diário de bordo, que funcionou como instrumento de observação participante e a elaboração de relatórios com as percepções sobre o conteúdo abordado na escola-campo Centro Municipal de Educação Infantil Professor Hemetério Fernandes do Rego (Pastorsinho), em Seropédica (RJ), durante o Programa Residência Pedagógica (CAPES – Edital n° 28/2022) / Subprojeto interdisciplinar Belas Artes e Filosofia. Os resultados alcançados demonstram o quanto o ensino pela imagem foi relevante nesse processo. É importante destacar Dondis (1997), que contribuiu ao apresentar a alfabetização visual como forma de reconhecer e interpretar mensagens visuais, e Horta (1999), com considerações sobre a educação patrimonial. Kramer (1999) foi essencial ao valorizar o conhecimento das crianças, reconhecendo-as como seres sociais criadoras de cultura, e Andrade (2002) ao apontar a necessidade do ensino pela imagem como ferramenta fundamental para a conexão com o patrimônio cultural. Durante a atividade realizada na escola-campo, algumas crianças enfrentaram dificuldades com o material, mas foram supervisionadas pelos residentes e pela preceptora, garantindo a conclusão das produções. A atividade favoreceu habilidades motoras finas, atenção ao material e confiança nas próprias capacidades, em um ambiente acolhedor. O uso do isopor aproximou os alunos da gravura tradicional e da identidade cultural do Nordeste, favorecendo habilidades motoras finas, atenção, confiança e autonomia criativa. Ao trabalhar a leitura de imagens, as crianças interpretaram, refletiram e criaram, despertando nova percepção do mundo, consolidando seu protagonismo e sendo reconhecidas como agentes culturais. A exposição das produções artísticas foi um momento marcante, valorizando suas criações e reconhecendo as crianças como agentes culturais, capazes de transformar, interpretar e contribuir ativamente para o mundo ao seu redor. A investigação mostrou que o diálogo entre a Arte e o patrimônio cultural contribuiu para o reconhecimento do protagonismo infantil, consolidando-as como criadoras e produtoras de cultura. Justifica-se, assim, a validade de uma Educação Patrimonial pela Imagem para práticas que estimulam a interpretação, a reflexão e a criação. As observações no diário de bordo, os registros visuais, os relatórios e as pesquisas em livros, artigos e legislações foram essenciais para o envolvimento direto com a realidade educacional. Conclui-se que a pesquisa proporcionou experiência enriquecedora sem ignorar que é essencial que se tenha continuidade em novos estudos que aprofundem o reconhecimento das crianças como sujeitos de direitos e seres históricos e culturais.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

NUNES, Nathália Ferreira. PATRIMÔNIO CULTURAL E ARTE: IMPACTOS DO ENSINO PELA IMAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1323474-PATRIMONIO-CULTURAL-E-ARTE--IMPACTOS-DO-ENSINO-PELA-IMAGEM-NA-EDUCACAO-INFANTIL. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes