GUERREIRAS TUPINAMBÁS E JUSTIÇA CLIMÁTICA: RESISTÊNCIA ANCESTRAL POR UM MUNDO SUSTENTÁVEL, JUSTO E IGUALITÁRIO

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
GUERREIRAS TUPINAMBÁS E JUSTIÇA CLIMÁTICA: RESISTÊNCIA ANCESTRAL POR UM MUNDO SUSTENTÁVEL, JUSTO E IGUALITÁRIO
Autores
  • Aislan Petrucio Silva de Araújo
  • Daniel Ribeiro Gallupe Coelho
  • Eldes Rangel Rocha Santos
  • Elizabeth Costa De Oliveira
  • Ramofly Bicalho
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Educação
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1321323-guerreiras-tupinambas-e-justica-climatica--resistencia-ancestral-por-um-mundo-sustentavel-justo-e-igualitario
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
tupinambás; guerreiras indígenas; justiça climática; sustentabilidade
Resumo
“Guerreiras Tupinambás e Justiça Climática: Resistência Ancestral por um Mundo Sustentável, Justo e Igualitário” As guerreiras Tupinambás, enquanto símbolo de resistência e preservação da memória ancestral, emergem no presente como protagonistas fundamentais para o debate contemporâneo sobre justiça climática, por um mundo mais sustentável, justo e igualitário, em um contexto em que as desigualdades sociais, ambientais e culturais se entrelaçam na luta pela vida. Este trabalho tem como objetivo refletir sobre a relevância dessas guerreiras tupinambás na contemporaneidade, compreendendo como suas práticas de resistência, que atravessam séculos de colonização e violência, podem inspirar formas de enfrentamento às crises ambientais e climáticas que afetam sobretudo os povos originários. A metodologia adotada baseia-se em uma análise bibliográfica, à memória oral transmitida por lideranças femininas tupinambá e a estudos recentes sobre justiça climática, buscando articular saberes acadêmicos e tradicionais em uma abordagem que valoriza o conhecimento indígena como ferramenta de transformação social. A discussão mostra que, desde os séculos XVI, as guerreiras Tupinambás não apenas lutaram em defesa de seus territórios e de seu povo, mas também desempenharam papel simbólico na preservação do equilíbrio entre humanos e natureza, pois a cosmovisão das guerreiras tupinambá concebe ao ambiente não como recurso explorável, mas como parte constitutiva da própria vida. Essa perspectiva contrasta com a lógica extrativista e capitalista, que se consolidou a partir da colonização e que hoje encontra no neoliberalismo sua forma mais agressiva, aprofundando a destruição dos ecossistemas e ampliando os impactos da crise climática. Ao colocar a justiça climática como eixo de reflexão, evidencia-se que os custos ambientais da modernidade recaem de modo desproporcional sobre povos indígenas e comunidades marginalizadas, enquanto os lucros da exploração se concentram em atores hegemônicos, reproduzindo desigualdades históricas. Nesse sentido, a atuação política e simbólica das guerreiras Tupinambás ressoa como chamada à ação, convocando a sociedade a repensar suas práticas de consumo, de produção e de relação com a terra, resgatando valores de coletividade, reciprocidade e cuidado. A luta dessas mulheres torna-se também luta pedagógica, pois ensina que a educação ambiental e a memória histórica são inseparáveis, e que sem ouvir as vozes indígenas não há possibilidade de futuro sustentável. Ao revisitar a história das guerreiras Tupinambás, a pesquisa mostra que elas não pertencem apenas ao passado, mas são presenças vivas que ecoam na contemporaneidade, reforçando a urgência de se construir um mundo onde a igualdade social esteja ligada à justiça climática, e onde a preservação da natureza caminhe junto com o respeito aos direitos dos povos tupinambás. Conclui-se, assim, que reconhecer e valorizar o legado dessas guerreiras é condição essencial para a construção de alternativas ao modelo de desenvolvimento predatório vigente, e que seu exemplo nos orienta a pensar em uma nova ética socioambiental, capaz de sustentar a vida em todas as suas formas e de garantir um futuro de dignidade para as próximas gerações. Palavras-chave: Tupinambás; guerreiras tupinambás; justiça climática; sustentabilidade. Referência 1: KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Referência 2: OLIVEIRA, João Pacheco de (org.). A presença indígena no Brasil contemporâneo. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2018.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ARAÚJO, Aislan Petrucio Silva de et al.. GUERREIRAS TUPINAMBÁS E JUSTIÇA CLIMÁTICA: RESISTÊNCIA ANCESTRAL POR UM MUNDO SUSTENTÁVEL, JUSTO E IGUALITÁRIO.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1321323-GUERREIRAS-TUPINAMBAS-E-JUSTICA-CLIMATICA--RESISTENCIA-ANCESTRAL-POR-UM-MUNDO-SUSTENTAVEL-JUSTO-E-IGUALITARIO. Acesso em: 20/05/2026

Trabalho

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