Título do Trabalho
DESENVOLVIMENTO DE MICROACARICIDA TERMOTOLERANTE A BASE DE POLIMERO INOVADOR
Autores
  • Giovanna Tavares Nascimento
  • Vinícius Teixeira de Souza
  • Laura Nobrega Meirelles
  • Thaís Almeida Corrêa
  • Emily Mesquita da Silva
  • Adriani da Silva Carneiro Lopes
  • VIT?RIA BORIO
  • Joana da Rocha Matos
  • Talita Silva Furtado
  • Liris Raphaella Turin de Morais Maki
  • Thalita Débora Hibner Silva Bureli
  • Isabelle da Costa Angelo
  • Vânia Rita Elias Pinheiro Bittencourt
  • Patrícia Silva Gôlo
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1321269-desenvolvimento-de-microacaricida-termotolerante-a-base-de-polimero-inovador
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Fungos entomopatogênicos; encapsulação; micoacaricidas; termotolerância; controle de carrapatos.
Resumo
A encapsulação de microacaricidas tem se destacado como uma estratégia inovadora no agronegócio, por possibilitar maior estabilidade e eficácia de agentes ativos, além de reduzir custos e impactos ambientais. Essa tecnologia é amplamente aplicada em fertilizantes, pesticidas e herbicidas, pois promove a liberação controlada dos compostos, reduzindo a necessidade de reaplicações e aumentando a eficiência no campo. Além disso, a encapsulação protege agentes biológicos, como fungos entomopatogênicos, que são utilizados no controle sustentável de pragas agrícolas e pecuárias. Esses microrganismos apresentam alto potencial de uso por serem ambientalmente seguros e atuarem como alternativa viável ao controle químico. No entanto, sua utilização ainda é limitada pela suscetibilidade a fatores ambientais adversos, como irradiação ultravioleta (UV), temperaturas elevadas e baixa umidade relativa. No caso dos micoacaricidas, produtos formulados a partir de fungos entomopatogênicos para o controle de carrapatos, a encapsulação surge como ferramenta promissora. Carrapatos do gênero Rhipicephalus, em especial R. microplus, causam grandes prejuízos econômicos à pecuária brasileira, tanto por danos diretos aos hospedeiros quanto pela transmissão de patógenos. O uso intensivo de acaricidas químicos tradicionais seleciona populações de carrapatos resistentes, comprometendo a eficácia do controle e reforçando a necessidade de estratégias alternativas. A encapsulação de conídios fúngicos, ao protegê-los contra condições ambientais desfavoráveis, pode viabilizar o desenvolvimento de bioprodutos destinados ao controle ambiental desses parasitos, considerando que a maior parte do ciclo do carrapato ocorre fora do hospedeiro. Neste trabalho, conídios de Beauveria bassiana foram formulados em micropartículas de alginato de sódio (2% e 3%), com ou sem a adição de quitosana (0,3%), por meio da técnica de gelificação iônica. O protocolo inicial previa o uso de Metarhizium anisopliae, mas dificuldades na manutenção do isolado levaram à substituição por B. bassiana, também reconhecido como fungo entomopatogênico de relevância. Foram estabelecidos dez grupos experimentais: suspensões aquosas e micropartículas de alginato em diferentes concentrações, associadas ou não à quitosana (Q), expostas ou não ao calor (E e NE) (42 °C). A avaliação focou na termotolerância dos conídios, aspecto fundamental para a viabilidade da formulação em condições de campo. A suspensão fúngica não exposta ao calor apresentou alta taxa de germinação conidial (99,37 ± 0,67%), enquanto a exposta apresentou queda expressiva (6,69 ± 1,02%; P<0,0001), confirmando a sensibilidade térmica dos conídios não encapsulados. Nos grupos formulados, as taxas de germinação conidial foram: A2% NE (99,07 ± 0,77%); A2% E (99,27 ± 0,39%); A2%+Q NE (98,99 ± 0,90%); A2%+Q E (98,84 ± 0,77%); A3% NE (98,99 ± 0,74%); A3% E (98,62 ± 1,21%), além de A3%+Q NE (99,38 ± 0,44%) e A3%+Q E (99,27 ± 0,39%). Não foram observadas diferenças estatísticas entre os grupos de micropartículas (P > 0,05), todos apresentando viabilidade significativamente superior à da suspensão aquosa exposta ao calor (P < 0,0001). Esses resultados demonstram que a encapsulação protegeu os conídios da ação térmica, independentemente da exposição ao calor, da concentração de alginato (2% ou 3%) ou da associação com quitosana (P > 0,05). Ao reduzir a vulnerabilidade dos conídios frente a fatores ambientais e ampliar sua persistência no campo, essa tecnologia pode contribuir de forma decisiva para diminuir o uso de acaricidas químicos, retardar a evolução da resistência e oferecer alternativas sustentáveis para a pecuária. Assim, o presente estudo não apenas demonstra a eficiência da microencapsulação na proteção térmica de B. bassiana, mas também abre perspectivas para o desenvolvimento de formulações que conciliem eficácia biológica, segurança ambiental e viabilidade econômica.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

NASCIMENTO, Giovanna Tavares et al.. DESENVOLVIMENTO DE MICROACARICIDA TERMOTOLERANTE A BASE DE POLIMERO INOVADOR.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1321269-DESENVOLVIMENTO-DE-MICROACARICIDA-TERMOTOLERANTE-A-BASE-DE-POLIMERO-INOVADOR. Acesso em: 29/05/2026

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