MÉTODOS DE APLICAÇÃO DE FORMULAÇÕES DE METARHIZIUM ANISOPLIAE ASSOCIADO AO ÓLEO ESSENCIAL DE ILLICIUM VERUM NO CONTROLE DE AEDES AEGYPTI (DIPTERA: CULICIDAE)

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
MÉTODOS DE APLICAÇÃO DE FORMULAÇÕES DE METARHIZIUM ANISOPLIAE ASSOCIADO AO ÓLEO ESSENCIAL DE ILLICIUM VERUM NO CONTROLE DE AEDES AEGYPTI (DIPTERA: CULICIDAE)
Autores
  • Leila Eugenio Lemos
  • Victor Hugo Machado Luques Dias
  • Bruna Ferreira de Oliveira Silva
  • Isabelle Oliveira Santiago
  • Pedro Herculano Santos Silva
  • Sara Ferreira Abud
  • Haika Victória Sales Moreira
  • Douglas Siqueira de Almeida Chaves
  • Patrícia Silva Gôlo
  • Vânia Rita Elias Pinheiro Bittencourt
  • Isabelle da Costa Angelo
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1321048-metodos-de-aplicacao-de-formulacoes-de-metarhizium-anisopliae-associado-ao-oleo-essencial-de-illicium-verum-no-c
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Fungos entomopatogênicos, controle microbiano, bioinseticida, saúde pública
Resumo
No Rio de Janeiro, uma recente epidemia de dengue destacou a importância de controlar o vetor, Aedes aegypti, em áreas urbanas. O uso de inseticidas químicos, que são neurotóxicos e bioacumulativos, tem causado resistência nos mosquitos. Por isso, o controle biológico usando fungos entomopatogênicos (FEP), como Metarhizium anisopliae, surge como uma alternativa de baixo impacto ambiental. A combinação desses fungos com óleos essenciais de Illicium verum (OEIV) pode potencializar a ação do fungo, aumentando sua resistência a condições adversas e melhorando sua adesão ao inseto, etapa inicial do processo de infecção. Este estudo teve como objetivo avaliar o tempo de viabilidade conidial do fungo M. anisopliae LCMS01 associado ao OEIV em diferentes concentrações, bem como a efetividade da técnica de borrifamento da formulação sobre a superfície da água para o controle de larvas de A. aegypti em condições de semicampo. A viabilidade das formulações foi avaliada em diferentes tempos de refrigeração (0h, 72h e 7 dias). Os resultados indicaram que o tempo de refrigeração interfere diretamente na capacidade de germinação dos conídios (F(8,72) = 223.3, P<0,0001). Após 7 dias de refrigeração, a germinação e a quantidade de Unidades Formadoras de Colônia (UFC) da suspensão aquosa de M. anisopliae foram reduzidas em 3.8% e 18.3%, respectivamente. A variação de tempo (F(1.741, 41.79) = 3629) e a combinação com o tratamento (F(4, 48) = 226.9) também apresentaram diferenças estatísticas (P<0.0001) para a contagem de UFC, enquanto somente a variação do tratamento não interferiu (P=9238). Já o crescimento radial da colônia foi negativamente afetado pelo tempo (F(1.396, 33.51)=123.4) e pela associação com o OEIV (F(24, 48)=144.3), sendo observada redução da taxa geral de crescimento radial das colônias em 22.73% e 23.81% após 7 dias, com os tratamentos de OEIV 60 ppm e OEIV 80 ppm, respectivamente (P<0.0001). A atividade larvicida das formulações aplicadas através da técnicado borrifamento apresentou diferença estatística (F(5,48)=70.58, P<0.0001) entre os tratamentos. O grupo tratado com FEP apresentou diferença estatística significativa (P<0.0001, X²=156.2), com taxa de sobrevivência de 0% no terceiro dia de avaliação. As formulações que associavam o fungo ao OEIV também foram eficazes, reduzindo a sobrevivência das larvas em comparação com o grupo controle e o OEIV sem o fungo. Na formulação FEP+OEIV 60 ppm, a taxa de sobrevivência foi reduzida para 27,77% em 7 dias (P<0.0001, X²=95.52) enquanto formulação FEP+OEIV 80ppm, teve sobrevivência reduzida para 38,88% (P<0.0001, X²=69.34). O tratamento com OEIV 60ppm sozinho não mostrou diferença estatística (P=0.2003, X²=1.64) em relação ao controle, mantendo 92,22% de sobrevivência no sétimo dia, assim como o OEIV 80ppm (P=0.0791, X²=3.08), com 90,10% de sobrevivência. Em comparação com o FEP sozinho, as formulações FEP+OEIV 60ppm (P<0.0001, X²=89.52) e FEP+OEIV 80ppm (P<0.0001, X²=90.32) apresentaram uma redução estatisticamente significativa na taxa de sobrevivência das larvas, sugerindo que a associação do fungo com OEIV apresenta potencial de sinergismo. Portanto. a refrigeração por 7 dias reduz a viabilidade do fungo ao longo do tempo. O borrifamento de M. anisopliae LCMS01 se mostrou uma técnica eficaz no controle de larvas de A. aegypti em semi-campo. A combinação de FEP+OEIV foi mais eficaz, sugerindo um possível sinergismo. Maiores estudos são necessários para desenvolver uma técnica de aplicação ideal para formulações que contenham a combinação de FEP e OEIV.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LEMOS, Leila Eugenio et al.. MÉTODOS DE APLICAÇÃO DE FORMULAÇÕES DE METARHIZIUM ANISOPLIAE ASSOCIADO AO ÓLEO ESSENCIAL DE ILLICIUM VERUM NO CONTROLE DE AEDES AEGYPTI (DIPTERA: CULICIDAE).. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1321048-METODOS-DE-APLICACAO-DE-FORMULACOES-DE-METARHIZIUM-ANISOPLIAE-ASSOCIADO-AO-OLEO-ESSENCIAL-DE-ILLICIUM-VERUM-NO-C. Acesso em: 29/05/2026

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