MULHERES, ETNODESENVOLVIMENTO E JUSTIÇA CLIMÁTICA: PROTAGONISMO FEMININO EM COMUNIDADES TRADICIONAIS NA DEFESA DE TERRITÓRIOS E DO MEIO AMBIENTE.

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
MULHERES, ETNODESENVOLVIMENTO E JUSTIÇA CLIMÁTICA: PROTAGONISMO FEMININO EM COMUNIDADES TRADICIONAIS NA DEFESA DE TERRITÓRIOS E DO MEIO AMBIENTE.
Autores
  • Maria Eduarda de Souza do Nascimento Pires
  • Isabelle Kristine dos Santos Barbosa
  • Beatriz Lima de Andrade
  • Thainara De Andrade Marcelino
  • Alexandre Monteiro de Carvalho
  • Suellen Rodrigues Barros
  • Douglas Maxwell Monteiro Carvalho
  • maxwel souza gabriel
  • Antonio Petterson de Souza Nóbrega
  • Natan Barbosa Juvenal Dos Santos
  • Cleyson Soares Saturnino
  • Arthur Pinheiro Miranda
  • Douglas Oliveira da Costa
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Sociais Aplicadas - Direito
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1318933-mulheres-etnodesenvolvimento-e-justica-climatica--protagonismo-feminino-em-comunidades-tradicionais-na-defesa-d
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Mulheres; Etnodesenvolvimento; Justiça Climática; Comunidades Tradicionais; Protagonismo Feminino.
Resumo
A discussão sobre justiça climática tem revelado a centralidade do protagonismo feminino em comunidades tradicionais na defesa de seus territórios e modos de vida, articulando luta social, saberes ancestrais e resistência frente às desigualdades históricas. O presente trabalho tem como tema “Mulheres, etnodesenvolvimento e justiça climática: protagonismo feminino em comunidades tradicionais na defesa de territórios e do meio ambiente” e parte da compreensão de que as mudanças climáticas, intensificadas pela exploração predatória da natureza e pela ausência de políticas públicas efetivas, atingem de forma desproporcional mulheres negras, indígenas e ribeirinhas, cujas trajetórias de resistência se conectam à preservação ambiental e à manutenção da identidade cultural de seus povos. O objetivo da pesquisa foi analisar como as mulheres de diferentes contextos (quilombolas do Sapê do Norte (ES), ribeirinhas do Pantanal Sul-mato-grossense e lideranças indígenas e quilombolas da Amazônia) articulam práticas de etnodesenvolvimento, estratégias de defesa territorial e ações de enfrentamento às mudanças climáticas, afirmando-se como protagonistas de processos de justiça climática. A metodologia baseou-se em pesquisa bibliográfica e documental, a partir da leitura de dissertações, artigos e ensaios teóricos que abordaram essas realidades, como os trabalhos de SANTOS (2022) sobre as lideranças quilombolas do Espírito Santo, de RONDON (2024) sobre a resiliência feminina no Pantanal, de CASTELO BRANCO (2024) sobre litigância climática e interseccionalidade, e de MIRANDA e BARROSO (2023) sobre o conceito de corpo-território na Amazônia. Esses estudos foram mobilizados de modo articulado, possibilitando construir uma análise comparativa das experiências da resistência feminina em diferentes biomas e comunidades. Os resultados da análise apontaram que, no Sapê do Norte, as mulheres quilombolas assumem papel central na luta contra a expropriação territorial, atuando como guardiãs de saberes tradicionais, educadoras comunitárias e lideranças políticas que ressignificam a ancestralidade como estratégia de resistência (SANTOS, 2022). No Pantanal, as ribeirinhas evidenciam a resiliência diante de desastres ambientais como queimadas e secas, fortalecendo práticas de manejo sustentável e reafirmando a importância do conhecimento ecológico local para a preservação do bioma e a sobrevivência comunitária (RONDON, 2024). Já na Amazônia, o conceito de corpo-território traduz a inseparabilidade entre a vida das mulheres e a integridade dos territórios, revelando como a exploração da natureza se manifesta também como violência contra seus corpos, sendo a mobilização de mulheres indígenas e quilombolas em eventos internacionais, como a COP 27, um exemplo de resistência global (MIRANDA; BARROSO, 2023). Por fim, observou-se que a litigância climática e o ecofeminismo, discutidos por CASTELO BRANCO (2024), fornecem importantes chaves interpretativas para compreender como esses movimentos acionam o Estado e produzem contranarrativas de soberania alimentar, hídrica e energética, como se vê na Marcha das Margaridas e no Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu. Como conclusão, evidenciou-se que o protagonismo feminino em comunidades tradicionais vai além da luta local: é um ato político que confronta colonialidade, patriarcado e racismo ambiental, ao mesmo tempo em que propõe alternativas de etnodesenvolvimento baseadas na biodiversidade, na justiça social e na sustentabilidade. Nesse sentido, a centralidade das mulheres na defesa de territórios e na construção de estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas reafirma sua condição de agentes indispensáveis na busca por um mundo mais justo e igualitário.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PIRES, Maria Eduarda de Souza do Nascimento et al.. MULHERES, ETNODESENVOLVIMENTO E JUSTIÇA CLIMÁTICA: PROTAGONISMO FEMININO EM COMUNIDADES TRADICIONAIS NA DEFESA DE TERRITÓRIOS E DO MEIO AMBIENTE... In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1318933-MULHERES-ETNODESENVOLVIMENTO-E-JUSTICA-CLIMATICA--PROTAGONISMO-FEMININO-EM-COMUNIDADES-TRADICIONAIS-NA-DEFESA-D. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes