Título do Trabalho
BEGÔNIAS RARAS E AMEAÇADAS DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DOS ÓRGÃOS, RIO DE JANEIRO, BRASIL
Autores
  • Isabela da Silva Bueno
  • Eliane de Lima Jacques
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Biológicas - Botânica
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1318761-begonias-raras-e-ameacadas-do-parque-nacional-da-serra-dos-orgaos-rio-de-janeiro-brasil
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Begoniaceae, Mata Atlântica, Conservação da biodiversidade, Distribuição altitudinal, Endemismo
Resumo
Begônias raras e ameaçadas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro, Brasil Bolsista FAPERJ: Isabela da Silva Bueno1 (IF – UFRRJ) (Processo E-26200953/2024-297571) Orientadora: Dra. Eliane de Lima Jacques2 (DBOT – ICBS – UFRRJ) 1isabueno@ufrrj.br; 2ejacques@uffrj.br A Mata Atlântica é considerada um dos principais hotspots de biodiversidade mundial, abrigando elevado número de espécies endêmicas e ameaçadas. Entre seus grupos mais diversos, destaca-se o gênero Begonia L. (Begoniaceae), com 2.198 espécies reconhecidas globalmente, das quais 222 ocorrem no Brasil, a maioria endêmica. No estado do Rio de Janeiro, a Serra dos Órgãos constitui área estratégica para conservação, mas sofre pressões antrópicas e carece de estudos sobre a distribuição e o estado de conservação de suas espécies. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a riqueza, a distribuição altitudinal e o estado de conservação das Begonia registradas no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), visando subsidiar ações de manejo e preservação. A pesquisa utilizou registros provenientes de herbários virtuais e bases reconhecidas (Begonia Resource Centre, Flora e Funga do Brasil, GBIF, SpeciesLink), complementados por consultas ao herbário RBR/UFRRJ. Os dados foram organizados em planilhas digitais, depurados para eliminar inconsistências e submetidos à validação taxonômica. Em seguida, as informações geográficas foram analisadas em Sistemas de Informação Geográfica (SIG), associando ocorrências a gradientes altitudinais do PARNASO. Aos registros sem coordenadas foram aplicados georreferenciamento retrospectivo, com base nas descrições de localidade e conforme critérios de precisão da IUCN, garantindo maior confiabilidade às análises. Após a validação, foram obtidos 530 registros correspondentes a 39 espécies de Begonia na área de estudo. Destas, 14 espécies apresentaram dados consistentes para análise detalhada. Entre as mais representativas destacaram-se B. fruticosa (45 registros), B. angulata (41) e B. pulchella (28). As análises revelaram padrões distintos de distribuição: B. angularis e B. fruticosa ocorreram em todas as faixas altitudinais, com predominância na floresta montana; B. angulata e B. edmundoi foram mais frequentes em altitudes elevadas; enquanto B. pulchella apresentou maior ocorrência em ambientes montanos e altomontanos. No conjunto, as espécies avaliadas apresentaram variação altitudinal entre 348 m e 2.218 m, refletindo a heterogeneidade ambiental do PARNASO. Quanto ao estado de conservação, das 14 espécies analisadas, três foram classificadas como Pouco Preocupantes (LC), cinco permanecem Não Avaliadas (NE) e seis foram enquadradas como Em Perigo (EN), entre elas B. coccinea, B. depauperata e B. edmundoi. Esses resultados ressaltam a vulnerabilidade dessas espécies em função de distribuição restrita e pressões ambientais. Além disso, as diferenças na quantidade e qualidade dos registros evidenciam limitações das bases de herbários, indicando a necessidade de novos esforços de coleta em campo e da integração de informações para aprimorar o conhecimento sobre a flora da região. Conclui-se que a integração de herbários virtuais, técnicas de georreferenciamento retrospectivo e análises em SIG mostrou-se uma metodologia eficaz para avaliar padrões de diversidade e conservação em ambientes montanhosos. Os resultados ampliam o conhecimento florístico sobre Begonia no PARNASO, oferecem subsídios para revisões da Lista Vermelha da Flora do Brasil e reforçam a importância de estratégias de conservação voltadas a espécies endêmicas e ameaçadas em áreas prioritárias da Mata Atlântica. Palavras-chave: Begoniaceae, Mata Atlântica, Conservação da biodiversidade, Distribuição altitudinal, Endemismo
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BUENO, Isabela da Silva; JACQUES, Eliane de Lima. BEGÔNIAS RARAS E AMEAÇADAS DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DOS ÓRGÃOS, RIO DE JANEIRO, BRASIL.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1318761-BEGONIAS-RARAS-E-AMEACADAS-DO-PARQUE-NACIONAL-DA-SERRA-DOS-ORGAOS-RIO-DE-JANEIRO-BRASIL. Acesso em: 29/05/2026

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