Título do Trabalho
VARIAÇÃO TEMPORAL DA BIOMASSA ALGAL E DA TURBIDEZ EM DOIS LAGOS DA UFRRJ
Autores
  • Lucca Henrique Menezes Ferreira
  • Jayme Magalhães Santangelo
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Biológicas - Ecologia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1318058-variacao-temporal-da-biomassa-algal-e-da-turbidez-em-dois-lagos-da-ufrrj
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
eutrofização, clorofila a, turbidez
Resumo
Os ecossistemas aquáticos, sejam naturais ou artificiais, exercem funções essenciais para a manutenção da vida, como regulação climática, recarga de aquíferos, fornecimento de água e suporte à biodiversidade. Apesar disso, esses sistemas vêm sofrendo pressões crescentes da ação humana, especialmente pela eutrofização decorrente do excesso de nutrientes e pela introdução de espécies exóticas, fatores que alteram a qualidade da água, a cadeia alimentar e a estabilidade ecológica. Nesse contexto, os lagos artificiais também cumprem papéis importantes, como abastecimento, irrigação, lazer e prevenção de incêndios, mas estão sujeitos a problemas como turbidez, proliferação de algas e perda de função estética e ecológica. O estudo em questão buscou avaliar a variação temporal da qualidade da água em dois lagos artificiais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, o lago do Jardim Botânico (JB) e o lago Açú, com foco na biomassa algal e na turbidez, a fim de verificar se o manejo de peixes, particularmente a retirada de tilápias no lago JB, poderia reduzir a biomassa algal e, consequentemente, aumentar a transparência da água. O lago Açú, sem intervenções recentes, funcionou como um controle. Para isso, entre novembro de 2024 e agosto de 2025, foram realizadas amostragens mensais nos dois lagos, avaliando o pH, temperatura, condutividade, oxigênio dissolvido, turbidez e transparência, além da determinação da concentração de clorofila a, que é um indicador da biomassa algal, pelo método de Nusch e Palme (1975). As relações entre as variáveis foram avaliadas com uma Análise de Componentes Principais, enquanto a biomassa algal foi testada com um teste de Mann-Kendall para avaliar tendências de variações temporais e correlacionada com as demais variáveis com uma correlação de Spearman. As concentrações de clorofila a variaram entre 140,24 e 20,57 µg/L no lago JB e entre 266,34 e 57,51 µg/L no lago Açú, com valores geralmente mais altos no Açú. O teste de Mann-Kendall indicou tendência de queda da clorofila no JB (tau = -0,37; p = 0,15), embora sem significância estatística, sugerindo um efeito potencial do manejo dos peixes, mas limitado pelo curto período amostral e por possíveis influências sazonais. Já no lago Açú observou-se tendência de aumento da clorofila (tau = 0,244; p = 0,37), também não significativa, o que reforça a hipótese de que a ausência de manejo e a presença de peixes contribuem para maior biomassa algal. A análise de correlação não identificou associação significativa entre clorofila e as demais variáveis medidas, o que sugere que fatores não avaliados, como disponibilidade de nutrientes ou biomassa de peixes, sejam mais determinantes. Além disso, a falta de relação entre clorofila e turbidez sugere que parte da turbidez é inorgânica, resultante da ressuspensão de sedimentos. Dessa forma, a intervenção realizada no lago JB parece apontar para uma tendência de redução da biomassa algal e melhoria estética, mas ainda não é suficiente para conclusões definitivas, exigindo continuidade do monitoramento para avaliar os efeitos de longo prazo e propor medidas complementares de manejo. Conclui-se que os lagos artificiais, apesar de construídos para atender demandas humanas, exigem gestão cuidadosa para manter sua funcionalidade ecológica e social, e que a remoção de peixes como a tilápia pode representar um caminho para restaurar a qualidade da água, ainda que necessite de acompanhamento e ajustes ao longo do tempo. 1. Nusch E.A. & Palme, G (1975). Bilogische methoden für die Praxis der gewässeruntersuchung. Wasser/Abwasser, 562–565
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FERREIRA, Lucca Henrique Menezes; SANTANGELO, Jayme Magalhães. VARIAÇÃO TEMPORAL DA BIOMASSA ALGAL E DA TURBIDEZ EM DOIS LAGOS DA UFRRJ.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1318058-VARIACAO-TEMPORAL-DA-BIOMASSA-ALGAL-E-DA-TURBIDEZ-EM-DOIS-LAGOS-DA-UFRRJ. Acesso em: 28/05/2026

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